A história de Mortal Kombat

Conheça um pouco do legado de Mortal Kombat e sua linha do tempo, descobrindo porque esse é um dos jogos mais influentes de todos os tempos

É difícil encontrar um gamer que não conheça a franquia Mortal Kombat, um dos jogos mais influentes e emblemáticos da história dos videogames. Tão famoso que foi responsável até mesmo pela criação do atual sistema de classificação etária dos jogos. Sua violência explicita e gráficos realistas levaram gamers, empresas, pais e políticos a loucura.

Não somente nos games, mas Mortal Kombat chegou a várias outras mídias e se tornou um sucesso por onde passou. O filme dos anos 90 foi considerado, por muito tempo, como a melhor adaptação de jogo em um filme e ainda gerou uma das músicas technos mais famosas e tocadas nas casas noturnas por muito tempo. Quem nunca berrou ‘MORTAL KOMBAT’ ao som daquele som eletrônico misturado com música ao estilo chinês pode fazer isso agora mesmo.

“Techno Syndrome” da banda The Immortals

A história de Mortal Kombat: Fight!

O plot de Mortal Kombat é bem famosa. Em 1992, John Tobias, um artista ilustrador, e Ed Boon, um programador, queriam lançar um jogo de luta com fortes inspirações no filme Bloodsport (no Brasil, o ‘Grande Dragão Branco’) protagonizado por Jean Claude Van Damme, tanto que chamaram o astro para estrelá-lo, mas, acabaram mudando para uma história original com elementos da mitologia chinesa.

Neste vídeo do canal Video Games Evolution você pode ver uma comparação dos movimentos dos atores com o dos personagens durante a gravação dos movimentos para o game Mortal Kombat. As imagens de bastidores foram divulgadas por Daniel Pesina, que fez a captura para vários dos personagens de MK, mas, seu rosto é mais conhecido mesmo por ser o rosto do Johnny Cage.

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Comparação dos movimentos

Este jogo se tornou um sucesso nas máquinas de arcade (os chamados fliperamas na época) por seus gráficos foto realistas, violência explicita e muito sangue. Lembro quando eu vi o primeiro fatality, o uppercut do Johnny Cage que arrancava a cabeça do adversário, e fiquei de boca aberta por um tempo, tentando entender se aquilo tinha realmente acontecido. E aconteceu.

Sub-Zero arrancando cabeças com a espinha, Scorpion revelando sua “cabeça de caveira” e lançando fogo, Kano tirando o coração do inimigo. Tudo aquilo era real! E, da mesma forma que nós, os jovens da época, vimos aquilo e ficamos malucos para jogar Mortal Kombat, os políticos também viram aquilo e ficaram malucos de preocupação.

A história de Mortal Kombat: Round 1

Reportagem da ABC de 1994 sobre Mortal Kombat. Fonte: Mortal Kombat Secrets

O fenômeno Mortal Kombat chamou a atenção de todos, crianças e adultos, reacendendo a velha discussão: “Videogames induzem a violência no mundo real?” Seja lá qual for a resposta a essa pergunta, senadores norte-americanos decidiram que sim! E por isso, precisavam de um sistema de indicação etária que diria aos pais quais jogos eram adequados para seus filhos jogarem.

Além de Mortal Kombat, outros jogos como Night Trap, um jogo de full motion video (FMV) do Sega CD, foram levados aos congressistas estadunidenses, com alguns representantes da Sega e Nintendo, para debater um novo sistema de classificação etária de jogos, o que resultou no Entertainment Software Rating Board (ESRB) que conhecemos hoje.

Essa polêmica também deu a Sega, durante os anos 90, uma boa vantagem na chamada “Gerra dos Consoles”. A Sega sempre tentou chamar a atenção para o qual “legal e radical” era o seu console, o Mega Drive (ou Geneis, nos EUA) em comparação ao rival, Super Nintendo. Enquanto os nintendistas jogavam coisas como Yoshi’s Island, a Sega fazia propagandas com jogos como Streets of Rage, Moonwalker e o ouriço superveloz, Sonic.

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E o lançamento de Mortal Kombat para os consoles foi um verdadeiro “brutality” nessa disputa. Enquanto a sempre family friendly Nintendo lançou uma versão levemente superior em aspectos técnicos como gráficos e som para o Super Nes, mas substituindo o sangue por algo que os gamers achavam que era suor e fatalitys censurados, a Sega lançou no Mega Drive e Game Gear uma versão de Mortal Kombat com um código secreto que liberava toda a violência do jogo para que você pudesse arrancar cabeças e corações na sua casa.

O dia13 de setembro de 1993, a Mortal Monday, foi um round que a Nintendo tomou um golpe tão forte que não esqueceu nunca mais. As versões seguintes nos consoles vieram com todo o sangue e violência das suas versões arcade e mantiveram a história de sucesso do jogo.

A Mortal Monday

Um sucesso que só foi abalado em 1997, com o lançamento de Mortal Kombat 4, que substituiu os gráficos foto realistas por personagens em 3D que recebeu duras críticas dos fãs e sequências cada vez mais confusas, mecânicas de jogo estranhas (como um minigame de corrida ao estilo Mario Kart) e personagens que não tinham um terço do carisma do elenco original (Mokap? Meat?) resultando em um reboot lançado em 2011 o que alavancou novamente a popularidade da série prometendo um retorno as origens sangrentas.

A história de Mortal Kombat: Round 2

O enredo de Mortal Kombat pode ser facilmente resumido no seguinte:

Um torneio secreto define o destino do mundo e cabe os lutadores mais poderosos da Terra defendê-la da invasão de Outworld lutando no Mortal Kombat. Liu Kang, herdeiro do Grande Kung Lao, lutará ao lado do deus do Trovão, Lord Raiden, e outros lutadores escolhidos para impedir a dominação do mundo derrotando o grande campeão do torneio, Goro, uma criatura de quatro braços monstruosa.

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Mas, essa premissa básica se expandiu para tantos lados, com indas e vindas, que fica até difícil para um jogador acompanhá-la. Aqui, vamos tentar desenhar um pouco da linha do tempo principal do jogo, deixando de lado spin-offs e outros jogos que não seguem o canon da história, como o amado Shaolim Monks e as dezenas de versões Ultimate de Mortal Kombat 3.

Para começar, a história tem duas linhas do tempo oficiais: Uma que vai de Mortal Kombat, o original de 1993, até o Mortal Kombat: Armagedon e a segunda linha do tempo, iniciada em Mortal Kombat, de 2011, e terminando, até o momento, em Mortal Kombat 11. Vamos falar um pouco sobre cada jogo para que você conheça um pouco mais sobre esse grande sucesso que mudou a indústria dos videogames!

A Primeira Linha do Tempo

Mortal Kombat Special Forces

A história de mortal kombat
Vamos fingir que isso nunca aconteceu

Sim, aquele terrível jogo de ação do Jax para o PlayStation é, cronologicamente, o primeiro jogo da Franquia Mortal Kombat. A história envolve Kano libertando sua gangue, o Dragão Negro de uma prisão de segurança máxima. Cabe ao Major Jax, em busca de vingança pelo massacre de seus camaradas das Forças Especiais, a missão de impedi-los de recuperar um artefato de grande poder, o Olho de Chitianl, que pode abrir portais para outros reinos. Detonado pela crítica pela falta da violência característica da série além de péssima jogabilidade e falta de IA dos inimigos.

Mortal Kombat Mythologies: Sub-Zero

Primeiro, e último, da série “Mythologies” que contaria as histórias dos personagens dos jogos de forma mais detalhada. Esse jogo se passa antes do MK1 e é estrelado por Sub-Zero (no caso o Bi Han, o original). O clã Lin Kuai é contratado pelo feiticeiro Quan Chi para roubar um artefato mágico e cabe ao mais habilidoso ninja do clã consegui-lo. A versão PlayStation tem filmes com atores entre as fases. Na versão de Nintendo 64 foram usadas imagens desses filmes.

Todas as cutscenes em filme de Mythologies Sub-Zero Fonte: Fair Play Gaming

Mortal Kombat

O primeiro jogo da franquia lançado nos arcades em 1992 e um dos mais influentes da história. Um torneiro secreto em uma ilha definirá o destino do Reino da Terra. Organizado pelo feiticeiro Shang Tsung, os lutadores escolhidos pelo Deus do Trovão, Raiden, devem derrotar o campeão invicto do Mortal Kombat, Goro, e manter os portões da Terra selados. Esse jogo virou filme, quadrinhos, série animada e série de TV live-action. Eu já disse que esse jogo mudou toda a indústria dos games para como conhecemos ela é hoje? Então, ele mudou!

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‘É UMA CAVEIRA???’ era a reação mais normal nos arcades dos anos 90

Mortal Kombat II

Esse poderia ser chamado de “Mortal Kombat: Escreveu não leu, o pau comeu”. Uma brecha nas leis do Mortal Kombat deu uma chance de levar o torneio para Outworld, onde o imperador Shao Khan teria vantagem. O chefe final do jogo anterior, Shang Tsung, aparece junto com outros lutadores, como Jax, Kung Lao, Kitana e Millena. Em resposta as críticas pela violência exagerada, MK II introduziu as finalizações conhecidas como Babatily (que transforma o inimigo em um bebê chorão) e os Friendships (interações engraçadinhas entre os personagens). Apesar de não ser canônico, Shaolim Monks, é considerado um “final de MK 1 e começo de MK2” mais detalhado.

Mortal Kombat 3

Shao Khan foi derrotado mais uma vez e decidiu ignorar as regras. Desafiando a vontade dos deuses anciões ele invadiu o Reino da Terra e começou a fundi-la com Outworld. Novos personagens entram para o hall de lutadores como Kabal, Sheeva, Cyrax e Sektor. Também trouxe a nova finalização, o Brutality (vários golpes em sequência que explodiam o inimigo). Esse game teve várias atualizações, as ultimates, incluindo novos personagens ou trazendo velhos conhecidos que ficaram de fora da primeira versão.

Mortal Kombat vs DC Universe

Apesar de ser um jogo crossover, esse game é canônico na cronologia de Mortal Kombat (mas não é mencionado no Universo DC). Após a derrota de Shao Khan, no mesmo momento que Raiden o joga em um portal para Outworld, o Superman jogou Darkseid para a Zona Fantasma. Essa coincidência cria um novo vilão que ameaça o dois universos. Muito criticado pela falta da violência e fatalitys censurados, afinal, os heróis da DC não podem sair arrancando cabeças.

Mortal Kombat 4 Gold Edition

Lançado exclusivamente para o Sega Dreamcast, esse é considerado a versão definitiva de Mortal Kombat 4. Quan Chi e Shinnok tramam uma forma de conquistar o plano terreno e substituir os deuses anciões. Fujin, o deus ancião do vento e irmão de Raiden se junta aos lutadores do Reino da Terra para impedir o deus caído. Esse jogo introduziu um sistema de armas e estilos de luta diferentes para cada lutador. Reiko, Jarek e Tanya são os personagens novos que entram para o kombate, mas não caíram nas graças do público.

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A exclusividade para o Dreamcast limitou o potencial de MK4 Gold

Mortal Kombat Deadly Alliance

Lembra que eu disse que em algum ponto da história de MK ela começou a dar errado? Deadly Alliance é a começo disso. Quan Chi descobre o exército do Rei Dragão Onaga e precisa da ajuda de Shang Tsung para despertá-lo. Com isso, eles foram uma aliança para matar Liu Kang e concluir seu plano. Lui Kang Zumbi foi muito criticado pelos jogadores, mas os jornalistas especializados elogiavam a movimentação em 3D na arena.

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Mortal Kombat: Deception

“Deception” define esse jogo. Esse game conta com um Modo História que acompanha um personagem novo chamado Shujinko em busca de artefatos sagrados Kamidogu e passa por diversas eras antes do primeiro torneio de Mortal Kombat, mostrando acontecimentos da história por outro ângulo, dando um retcom em muitos eventos importantes. Além do modo história e do modo arcade, esse game traz minigames como Chess Kombat (xadrez) e o Puzzle Kombat (similar a tetris).

Mortal Kombat: Armageddon

Este foi o jogo que a Midway passou do ponto. Era inchado de personagens irrelevantes como Mavado, Motaro com duas pernas, Mokap, Meat e ainda permitia que você criasse o seu próprio lutador (como se 60 lutadores não fosse o bastante) e, com tantos personagens, seria difícil pensar em fatalitys para todos, então a solução foi a de “criar o seu fatality”, onde o jogador apertava os botões e finalizava o inimigo, mas sempre da mesma forma.

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Rejeitado pelo Village People, Hsu Hao foi parar em Mortal Kombat

Taven e Deagon, irmãos portadores de artefatos mágicos são selados para deter um mal ancestral. Agora, Taven deve recuperar o seu artefato que está em posse do irmão e destruir o elemental Blaze. Quem conseguir isso se tornará o lutador mais poderoso da terra. Os personagens de Mortal Kombat, cada um com seus motivos parte para enfrentar Blaze e conquistar seus poderes.

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Será que vai caber todo mundo?

A Segunda Linha do Tempo

A falta do fatalitys, personagens parecidos demais (vários ninjas, vários robôs, várias guerreiras) e a história confusa de MK: Armagedon fizeram a Netherhelm Studios (estúdio criado pela fusão da WB Games e a Midway, comprada pela Warner Bros) decidir por dar um reboot na série, recomeçando tudo para poder corrigir os erros cometidos ao longo dos anos. A primeira mudança é: Os jogos deixam de ser em 3D e assumem o aspecto conhecido como 2.5D (gráficos 3D numa perspectiva 2D).

A junção com a Warner abriu as portas para que convidados especiais participassem do jogo e, no começo, os personagens faziam sentido para o jogo. Freddy Krueger, da franquia de filmes A Nightmare on Elm Street, foi o primeiro personagem que entrou para o jogo e, depois dele, vieram outros astros dos filmes de terror, como Jason Voorhees (Friday the 13th), Leatherface (The Texas Chain Saw Massacre), o Xenophormo (franquia Alien) e o Predador (franquia Predator).

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Porém, o último título da franquia virou um “Super Smash Bros, mas com personagens escolhidos por caras de 30/40 anos”, trazendo o Exterminador T-800 (franquia The Terminator), Rambo (First Blood), Robocop (franquia Robocop) e o Coringa (não é o do Joaquim Phoenix, mas bem que poderia ser) e o Spawn (da Image Comics).

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Robocop vs Exterminador a luta da década… de 80

Mesmo assim, os fãs e a crítica especializada gostaram dos novos jogos e a franquia entrou nos trilhos novamente. Veja um pouco do que aconteceu com Mortal Kombat após o reboot feito pela Netherhelm

Mortal Kombat

Chamado de Mortal Kombat 9 ou Mortal Kombat 2011, esse jogo foi um retorno as origens de muitas formas. Canonicamente, Blaze foi derrotado por Taven, mas no começo de MK9, quem venceu Blaze foi Shao Kan. Ele derrotou todos os kombatentes e estava prestes a matar Raiden, mas o deus do trovão, usando seus poderes, mandou uma mensagem para si mesmo no passado: “Ele deve vencer”. Esse jogo reconta as histórias dos jogos Mortal Kombat 1, 2 e 3, mas com várias alterações ao longo da campanha.

Destaque desse jogo fica para a volta dos fatalitys violentos e a adição dos movimentos X-Rays, que mostram em detalhes as fraturas sofridas pelos lutadores. Diversos veículos de mídia especializada consideram esse como o melhor jogo de luta do ano.

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Como alguém continua lutando depois disso?

Mortal Kombat X

Esse jogo conta, de forma alterada, os eventos de Mortal Kombat 4. Aqui temos o retorno de Shinnok e Quan Chi tentando sugar a energia vital do Reino da Terra, mas ele é impedido por Johnny Cage que manifestou uma energia misteriosa e derrotou o deus caído. Vinte anos depois, A equipe de Johnny Cage e alguns novatos, entre eles Cassie Cage, Jacqui Brigs, Takahashi Takeda e Kung Jin.

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Também foi lançada uma versão para Android e iOS de Mortal Kombat X, que misturava luta free-to-play e luta de cartas, que usava um sistema de deslizar comandos pela tela para derrotar os inimigos e desbloqueava conteúdos no jogo principal. Este jogo recebeu duras críticas dos fãs pela escolha da rockeira Pitty para dublar a personagem Cassie Cage.

Mortal Kombat 11

O último game lançado na série principal começa a se distanciar dos jogos anteriores, com uma história 100% original. Raiden cansou dos ataques ao plano terreno e usou a cabeça decapitada de Shinnok para mandar um aviso aos outros reinos: “Não mexam com a Terra”. Kronika, guardiã do tempo, não gostou das mudanças feitas por Raiden (ela foi a única) e quer reestabelecer a linha do tempo original. Para isso traz lutadores do passado, como Kano de MK3, Liu Kang e Kung Lao vivos e Shao Khan, e inicia um novo Mortal Kombat.

Elogiado pelo sistema de lutas e pelo modo história, mas foi criticado pelo sistema de customização que exigia muito “grindy” para desbloquear novas peças e acessórios. Os fãs mais antigos tiveram boas surpresas ao ver o personagem Shang Tsung com as feições do ator Cary-Hiroyuki Tagawa, que interpretou o feiticeiro no filme de 1995. Depois disso, Johnny Cage, Sonya e Raiden também receberam skins com vozes e imagens de Linden Ashby, Bridgette Wilson e Christopher Lambert.

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Your soul is mine

Além disso, este jogo foi acusado pela militância reacionária de trazer “mulheres feias e não sensualizadas para o jogo por culpa do feminismo”.

A história de Mortal Kombat: Toasty!

Com o sucesso do primeiro jogo, não é difícil imaginar que receberia diversas adaptações para outras mídias. A mais famosa foi, claramente, o filme lançado em 1995. Estrelado por Christopher Lambert (famoso pela série de filmes Highlander) no papel de Raiden, Mortal Kombat foi um sucesso por sua fidelidade ao material original e considerado por muito tempo a melhor adaptação cinematográfica de um jogo de videogame (em 93 tivemos Super Mario Bros e em 94 Street Fighter, então, dá pra entender).

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Mas, além disso, um desenho lançado em VHS para ser um prequel do filme de 95 e misturava motion capture, CGI com animação tradicional chegou as videolocadoras. Mortal Kombat: The Journey Begins contava um pouco da origem de alguns personagens e ainda trazia um documentário sobre os bastidores do filme.

Trailer da animação fonte: Mortal Kombat Secrets

O filme ainda teve uma sequência sofrível sem a participação de Christopher Lambert, Mortal Kombat: Aniquilação, e adapta os fatos ocorridos em Mortal Kombat 3. Mas o filme foi tão criticado pelos péssimos efeitos, lutas e atuação que enterrou, por anos, a ideia de um filme de Mortal Kombat no cinema.

Em 2020 um novo filme animado chamado Mortal Kombat Legends: Scorpion’s Revenge contou os eventos do primeiro jogo sob a perspectiva do personagem Scorpion, além da sua origem. Membro do clã de ninjas Shirai Ryu, Hanzo Hasashi é morto e vê toda sua família sendo assassinada pelo clã rival, o Lin Kuai. No inferno, ele faz um pacto com o feiticeiro Quan Chi para voltar ao mundo dos vivos e matar o assassino Sub-Zero, participando de um torneio chamado Mortal Kombat.

Scorpions Revenge conta a história pela ótica do ninja

Não tão conhecido quanto suas adaptações cinematográficas, Mortal Kombat teve uma adaptação para o teatro. Mortal Kombat: Live Tour, adaptou MK para os palcos com uma história onde os lutadores tinham que recuperar um amuleto mágico das mãos de Shao Khan. Scorpion, Sub-Zero, Raiden e outros lutadores se enfrentavam em meio a um show de luzes e lasers com os efeitos sonoros do jogo.

A peça foi encenada de 1995 a 1996, sendo realizada simultaneamente por várias companhias de teatro. Veja um vídeo do canal NeoGamer – The Video Game Archive com trechos da peça e uma entrevista com o Shang Tsung!

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Sim, o teatro de Mortal Kombat aconteceu

Como não poderia faltar, Mortal Kombat também ganhou uma série live-action e uma série animada.

A animação Mortal Kombat: Defenders of the Realm chegou a ser exibida na Rede Record e apresentava os personagens do jogo baseados no terceiro título da franquia, mas sem toda a violência característica e usando efeitos sonoros de desenhos infantis (com muitos póins, vups e zuns em vez de uns gritos e som de ossos quebrando) além de episódios com lições de moral e educacionais (Jax chorando porque sofria bullyng quando criança sendo chamado de “balofo”).

Já Mortal Kombat: Conquest passava nas tardes do SBT e apresentava uma história até antes nunca contada. Nela acompanhamos Kung Lao, mas não o do jogo e sim seu antepassado, o grande Kung Lao, o maior campeão do torneio, ao lado de uma ex-ladra Tara (interpretada Kristanna Loken, a T-X do 3° filme do Exterminador do Futuro) e um ex-guarda-costas Siro (Daniel Bernhardt) protegendo a Terra da invasão de Outworld.

Essa série era muito boa e teve um final surpreendente para quem acompanhava a história. Atenção para o spoiler: No fim, Shao Khan matou todo mundo e mostra seus troféus para um Raiden derrotado!

A série de MK teve um final inesperado

Além de todas as séries e filmes produzidos pelos grandes estúdios, Mortal Kombat também ganhou adaptações feitas por fãs que acabaram chamando a atenção dos produtores que transformaram esse projeto fanmade em uma web série de duas temporadas, com a participação do próprio Ed Boon no elenco e do astro dos filmes de ação, Mark Dacascos (O Corvo e John Wick 3) no papel de Kung Lao.

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Mortal Kombat: Rebirth é um curta-metragem um curta-metragem de ação de 2010 dirigido por Kevin Tancharoen, escrito por Oren Uziel e com coreografia da luta por Larnell Stovall. Nele vemos Jack Briggs na delegacia interrogando um homem chamado Hanzo Hasashi e questionando sobre vários eventos estranhos envolvendo um assassino chamado Alan Zane, conhecido pela alcunha de “Baraka”, e responsável pela morte do astro Johnny Cage, e um homem deformado acusado de canibalismo chamado de “Reptile”. Ambos podem estar ligados ao misterioso torneio organizado por Shang Tsung.

Rebirth fez ‘renascer’ o interesse por filmes de Mortal Kombat

Embora ele tenha várias diferenças do enredo original (Baraka é um cirurgião plástico que enlouqueceu, deformou seu rosto, colocou piercings, dentes afiados e lâminas), Rebirth abriu as portas para um webserie chamada Mortal Kombat: Legacy.

Essa série é um pouco menos ultrarrealista e abraça mais os elementos místicos e orientais dos games, mas ainda mantêm aquele tom sombrio do curta-metragem. A trama segue a premissa dos jogos, com lutadores que participaram de um torneio para defender a terra. Os episódios acompanham um ou dois personagens por vez, mostrando um pouco de suas origens e motivações, com algumas alterações em certos detalhes. O sucesso foi tão grande que Legacy chegou a ser lançado em Blu-ray em 2011.

Mortal Kombat Legacy

Mortal Kombat também teve várias adaptações em quadrinhos. Uma delas publicada pela Malibu Comics (famosa pela estranha adaptação de Street Fighter onde Ryu namorava Chun Li e o Sagat mata o Ken) publicada entre 1994 a 1995 e com algumas edições lançadas no Brasil pela editora Escala. Seguia o enredo do jogo, mas com algumas diferenças e personagens inéditos

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Kitana e Mileena ao estilo Malibu Comics e uma capa da edição brasileira

Já a editora brasileira Trama adaptou o quarto jogo da série em uma HQ chamada Mortal Kombat 4, desenhada por Eduardo Reis (Victory) e escrita por Rogério Saladino (Tormenta e Holy Avenger). Ainda existem adaptações do jogo contando os eventos de Mortal Kombat X e apresentado fatos que ocorreram antes do jogo e um quadrinho publicado pela DC Comics adaptando o game Mortal Kombat VS DC Universe.

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O inconfundível traço de Eduardo Reis

Como se filme, teatro e HQ não fossem o suficiente para Mortal Kombat, o jogo ainda ganhou uma adaptação em livro! Lançado em 1995, em paralelo com o filme, o romance de Mortal Kombat não seguia a história do filme e foi escrito por Jeff Rovin. Os livros dos filmes, tanto o original quanto o Aniquilação, foram escritas por Martin Delrio e Jerome Preisler. Um livro de bolso escrito por C. Dean Anderson intitulado Mortal Kombat: Reptile’s World foi lançado em 1996.

A história de Mortal Kombat: Finish Him!

E o que esperar do futuro de Mortal Kombat? Recentemente o jogo ganhou uma enorme DLC, chamada Aftermatch, que expande a história do final do game e abre brechas para as próximas sequências. Contudo, isso não é o mais importante que a franquia tem a oferecer aos seus fãs.

Programado para o lançamento em maio de 2021, Mortal Kombat volta aos cinemas em uma adaptação que deixou os fãs de cabelo em pé por sua fidelidade e violência. Com a classificação etária (que ele mesmo ajudou a criar) para maiores de 18 anos, esse novo filme contará os eventos do jogo com algumas mudanças.

Mortal Kombat de 2021

Um lutador de MMA chamado Cole Young (Lewis Tan) possui uma estranha marca de nascença no peito em forma de dragão. Ele não sabe o que significa aqui, mas ao receber a visita da Major Sonya Blade (Jessica McNamee) ele descobre que foi escolhido para lutar ao lado de outros guerreiros pelo destino do mundo em um torneio secreto chamado (adivinhem?) Mortal Kombat.

Além de Sonya, Liu kang, Kung Lao, Kabal, Reptile, Shang Tsung, Jax, Scorpion, Sub-Zero e outros lutadores famosos estão confirmados, prometendo lutas com muita ação e sangue. Como todo bom Mortal Kombat deve ter. Um detalhe interessante sobre esse filme é que, nas primeiras ideias para a nova adaptação, é que o filme seguiria não com um lutador de MMA como herói e sim um atendente de supermercado! Dá pra imaginar?

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E depois disso, quem sabe? Mortal Kombat ainda tem muito a ser contado e, se tudo der errado, eles podem dar outro reboot! E você? Qual foi o seu primeiro fatality? O que pensou quando viu pela primeira vez que viu aquilo? Conhecia os livros e o teatro de Mortal Kombat?

Comente conosco e compartilhe com seu amigo fã da franquia. Você ainda pode ler um pouco mais sobre Mortal Kombat no nosso site.

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Paulo Fabris é um jornalista, escritor, RPGista, gamer, cosplayer, nerd e fã de animes desde a época da TV Manchete.