Review: Kaze and the Wild Masks, o 1° game da PixelHive

Kaze and the Wild Maks é um jogo indie brasileiro sobre uma coelha cheia de atitude e máscaras poderosas que chegou aos pcs e consoles e se tornou sucesso instantâneo.

Para quem ama um bom jogo de plataforma ao melhor estilo do Mega Drive e Super Nintendo, Kaze and the Wild Masks é uma excelente pedida. O jogo foi desenvolvido pelo estúdio PixelHive e publicado pela Soedesco e está disponível para Xbox One, PC, Google Stadia, Nintendo Switch e PlayStation 4.

A PixelHive é uma velha conhecida dos gamers, já tendo trabalhado ao lado da Aquiris Game Studio, de Porto Alegre. No currículo da desenvolvedora estão jogos como Horizon Chase Turbo, Ballistic Overkill, jogos do site da Cartoon Network e Looney Tunes World of Mayhem.

Kaze and the wild masks
Você é grande, mas não é duas. Eu sou pequena, mas não sou metade!

André Schaan, fundador do estúdio de desenvolvimento PixelHive, não poderia estar mais orgulhoso do trabalho da equipe:

“Hoje é um sonho absoluto que se torna realidade. Ver nossa tão acalentada ideia se tornar um jogo de plataforma na vida real que está disponível em todo o mundo para todos jogarem, significa muito para todos de nós na PixelHive!”

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André Schaan

Após o lançamento, Kaze and the Wild Masks recebeu notas positivas da mídia especializada internacional como um grande clássico do gênero de jogos de plataforma. Os jornalistas ficaram agradavelmente surpresos com o colorido jogo de plataformas desenhado à mão, conforme um post do site da Soedesco:

“Um prazer absoluto do início ao fim”
9.0 / 10 | Nintendo Life

“Uma mistura perfeita de side-scroller nostálgico dos anos 90 e jogabilidade moderna suave”
9.0 / 10 | CulturedVultures

“Kaze and the Wild Masks era um jogo pelo qual eu estava entusiasmado…. E deu certo”
8.8 / 10 | XboxTavern

“Kaze and The Wild Masks é um clássico instantâneo no gênero side-scrolling”
8.5 / 10 | PSU

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“Plataformer excepcional, cheio de níveis bem projetados e envolventes e controles justos e responsivos”
8.5 / 10 | PCInvasion

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As notas de Kaze and the Wild Masks

Kaze – A mascote moderna

Sem dúvidas, Kaze and the Wild Masks é um jogo de Mega Drive/Super Nintendo moderno. Kaze estaria facilmente correndo lado a lado de Sonic, Mario, Ristar, Alex Kidd, Donkey Kong e outros personagens carismáticos e divertidos que eram um sucesso nos consoles de 8 e 16-bits. Muitos foram ficando no caminho, como Gex e Bubsy, mas Kaze não! Ela tem força e personalidade suficiente para conquistar o seu lugar ao sol.

Gráficos coloridos, uma coelha cheia de marra que lembra os personagens do desenho Tiny Toons, com a atitude e tão impaciente quanto um certo ouriço azul (ficar parado muito tempo com Kaze fará ela olhar para você muito feio como quem diz “e aí? O que estamos esperando?”), tudo junto em uma mistura única.

Kaze and the Wild Masks ainda guarda diversas referências e piadinhas escondidas nos estágios e nos nomes deles que farão os jogadores se sentirem recompensados com um sorriso de “ahhh… eu entendi” cada vez que pegarem uma das referências escondidas. Uma bem fácil de pegar é o nome do estágio “Iglu é pra Jacu”. As outras, aí você terá que descobrir por você mesmo!

O jogo começa com uma bela CG animada sem textos ou diálogos de Kaze e Hogo entrando em um templo nas Crystal Islands e encontrando um artefato mágico misterioso. Esse artefato liberta uma criatura maligna que amaldiçoa Hogo e o transforma em uma criaturinha flutuante redonda que salva Kaze do desmoronamento do lugar.

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Com o artefato estranho preso a uma de suas orelhas, Kaze enfrentará uma tropa de legumes e verduras malignas para libertar Hogo de sua maldição e transformá-lo de volta em um coelho. Conforme progredimos no jogo, descobrimos mais sobre o artefato e sobre as máscaras através de imagens que são liberadas conforme você coleta as letras do nome de Kaze pelos estágios.

A história é bastante interpretativa e as ilustrações contam como os legumes se tornaram vilões, quem eram os animais por trás das máscaras e a origem do artefato na orelha de Kaze. Além dessas ilustrações, cada vez que você vence um chefe aparece uma bela animação com eles explodindo e os habitantes daquela ilha sendo salvos por Kaze, saindo de seus esconderijos.

Trailer da História

Requisitos Mínimos e Recomendados

Por ser um jogo 2D de plataforma, Kaze and the Wilds Masks é absurdamente leve e roda em praticamente qualquer computador, permitindo uma experiência fluída e sem quedas de quadros. Apesar disso, o jogo é muito bonito e colorido, então, se você está procurando um bom jogo, leve e divertido, esta é uma excelente alternativa:

Kaze and the Wild Masks:

Sistema Operacional:Windows 7 ou Superior
Processador:Intel Core i3 M380
Memória:4 GB de RAM
Placa de vídeo:Intel HD 5000
DirectX:Versão 10
Armazenamento:600 MB de espaço disponível

As Habilidades de Kaze e suas Máscaras

Como todo bom game de plataforma clássico, em Kaze and the Wild Masks você usará dois botões. Um para ataque e um para pulo. Para atacar, Kaze usa um giro que manda seus inimigos para longe, mas ela também pode pular sobre os inimigos, o que faz com que eles voltem ao seu estado normal como uma verdura ou legume comum.

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Pular com o direcional para baixo apertado faz com que Kaze dê um “pisão” forte que derrota os inimigos e pode ser usado para descobrir segredos. Pular e apertar o botão de ataque fará com que Kaze voe suavemente com suas orelhas como se fosse um helicóptero. Dominar essas habilidades e saber qual o melhor momento para pular, planar ou pisar é essencial para derrotar as fases do jogo.

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Dar uma bazuca pra um tomate maligno é jogo sujo

Kaze ainda pode pegar itens com as orelhas e jogar nos inimigos com o botão de ataque. A coelha não tem um medidor de vida ou barra de energia, morrendo ao receber apenas um ataque, mas ela ainda pode contar com a proteção de Hogo. Se ela está acompanhada de Hogo, ela pode ser atacada uma vez a mais antes de morrer.

Os inimigos são legumes e verduras que ganharam vida e se tornaram malignas. Você vai encontrar cenouras deslizando pelos estágios gelados, tomates (ou caquis) voadores, “mamonas assassinas” (lembra das referências que falamos acima?), berinjelas que tentam te esmagar e muito mais. Eles não mudam de cor para indicar que estão mais fortes. Eles ficam mais fortes graças ao level design que coloca eles em pontos estratégicos desafiadores. É o mesmo tomate, mas para passar dele não será tão fácil quanto da primeira vez.

Além de suas próprias habilidades, Kaze ainda conta com o auxílio de quatro máscaras especiais que confere poderes especiais para a coelha. Para saber qual é a relação de Kaze com as máscaras e a origem de cada uma delas você precisa completar os desafios dos estágios e ver as cenas belamente ilustradas que você desbloqueia ao fim de cada fase. As máscaras são:

Águia: A máscara da Águia transforma as orelhas de Kaze em asas e permite que ela dispare um “bico” de energia nos inimigos;

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Tigre: O tigre dá a habilidade do pulo duplo e ela pode se lançar para frente num ataque investida que pode ser usado para chegar a lugares mais altos, além de matar inimigos enfileirados em sequência;

Tubarão: Kaze passa a nadar livremente em qualquer direção além de contar com um ataque parafuso contra os inimigos;

Lagarto: A máscara mais forte do jogo deixa Kaze incontrolável e faz com que a coelha corra automaticamente pelas fases. Você pode usar um pulo duplo sônico para cima ou um mergulho veloz para baixo como ataque nos inimigos;

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Lagarto ou dragão? Você escolhe

Além de gráficos coloridos, sprites grandes e detalhados com vários quadros de animação e bastante expressivos, o jogo ainda conta com músicas bastante marcantes e que se encaixam muito bem aos estágios. Um som com instrumentos tribais e típicos do Brasil, as músicas não tem aquele loop curto que fará com que você ouvindo várias e várias vezes o mesmo trecho.

Muito pelo contrário, as fases fazem você querer correr e completá-las o mais rápido possível, tanto que pode ser que você não escute nem uma vez a música da fase completa!

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Para quem gosta de correr

As fases de Kaze and the Wild Masks são curtas? Não. Além de serem medianas para grandes, alguns elementos nelas, como as entradas das fases bônus e letras, estão habilmente escondidos atrás de alguma parte do cenário e é fácil passar por eles sem nem perceber, obrigando o jogador a completar várias vezes o mesmo estágio para descobrir todos os segredos escondidos. Então, para pegar tudo, muitas vezes você tem que ir com calma, pensar e olhar com atenção o cenário. Algo que, muitas vezes, não dá para fazer.

O level design favorece o movimento constante de Kaze, fazendo com que ela pule em cima de um inimigo e já caia em cima de outro e tenha que cair em cima de outro para pular por um buraco, de repente você já está deslizando por uma corda, pulando em outro inimigo e correndo e pulando, até uma hora que você pense “por que eu tô fazendo isso? Não tem limite de tempo! Eu posso planejar meus passos com calma e ir pulando devagar.”

Claro, nos próximos segundos você já volta a pular e correr no maior frenesi. O jogo te instiga a isso. Então junte isso e o fator replay do jogo fica por conta de para encontrar todas as letras do nome “Kaze”, as entradas de fases bônus e coletar mais de 100 joias roxas para conseguir todas as coroas da fase. Depois disso você ainda pode tentar fazer ela no menor tempo possível sendo cronometrado e tentando sempre melhorar a sua marca.

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Tomates no fundo do mar com snorkel! Faz todo o sentido

Completar os estágios bônus, que em geral envolve coletar um número X de joias verdes, matar um número determinado de inimigos ou passar dos obstáculos lhe dá dois pedaços de um cristal e coletando todos de uma ilha dá acesso a uma fase bônus especial. Coletar todas as letras do nome Kaze abre uma nova imagem da história e os cristais roxos garantem mais bônus. Não tomar dano na fase dá o troféu “Sem Dano” ao fim do estágio.

Você pode passar o jogo sem fazer essas coisas, mas para revelar o final verdadeiro da história, é necessário coletar tudo o que você vê pelo caminho, conseguir os 100 cristais roxos e as letras. Para essa tarefa, você levará pouco mais de 7 horas. Claro, fechar os 100% do game consome mais tempo do que isso e, se você quiser um pouco mais de desafio, ainda há o modo de passar a fase no menor tempo possível com placar online.

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Cada ilha possui seis ou setes estágios diferentes, com mecânicas únicas. Alguns terão as máscaras para serem coletadas outros é só com as habilidades de Kaze. Ao fim dos estágios, você enfrenta um boss. Matar os chefes não é muito difícil uma vez que você entenda os padrões de ataque de cada um, mas, pegar esses padrões fará com que você tenha que repetir os chefes algumas vezes antes de conhecer todos os seus movimentos.

Os controles são bastante precisos nesse ponto e a detecção de acerto é muito boa. Não há aqueles ataques injustos que você não sabe onde ou como aquilo te acertou e nem “pisos falsos”, onde você pula, tem certeza que atingiu a plataforma mas cai no vazio porque o chão não detectou o pulo. Se você errar e morrer, a culpa não foi do jogo. E você vai errar e morrer bastante!

Jogar, errar, aprender, tentar de novo e superar o desafio, esse é o coração de Kaze and the Wild Masks. Exatamente como era nos anos 90 nos consoles de 8 e 16 bits. A diferença aqui é que você pode tentar várias e várias vezes, até superar o desafio, como nos jogos atuais. Você poderá tentar e tentar quantas vezes precisar, até vencer os níveis. Combine isso com o level design que te compele a correr e você terá um jogo excelente para os speed runners.

Kaze em Live Action

Pontos negativos de Kaze and the Wild Masks

Sinceramente, em minha jogatina, não encontrei nenhum ponto negativo que seja relevante de ser mencionado. Por exemplo, não encontrei nenhum bug que me atrapalhou ou algum crash do jogo na versão PC e nem tão pouco as famosas quedas de quadros que são comuns em jogos onde muitos elementos aparecem na tela ao mesmo tempo.

Não sei como o jogo funciona nos consoles já que tive acesso apenas a versão de PC, mas por ser bastante leve e bem otimizado, acho improvável que os jogadores encontrem algum problema nos consoles Xbox One e Nintendo Switch, ou até mesmo no Google Stadia jogando em aparelhos celulares.

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Pesquisando na Steam, você vê alguns tópicos com reclamações sobre problema no som, congelamento na tela de loading e outros assim, mas, pessoalmente não tive nenhum dos problemas mencionados. E mesmo assim, os desenvolvedores são bastante ativos nos fóruns oficiais, auxiliando com dúvidas e respondendo tópicos.

Talvez um ponto a ser mencionado seja o tempo que o jogo consome das crianças dos anos 90 que ele busca alcançar. Se você tem um tempo para jogar limitado, Kaze and the Wild Maks pode consumir todo aquele tempo em um único level! Fazer o mesmo nível várias vezes, errar e acertar, errar e acertar, pode ser um pouco frustrante para quem não pode jogar o dia todo e é provável que você acabe fechando o game e vá jogar outra coisa.

É um problema do jogo? Talvez. Talvez a dificuldade crescente não seja mais tão adequada aos jogadores muito casuais que, quando crianças, passavam o final de semana para detonar um único game alugado em uma locadora e poderiam recomeçar desde a primeira fase até chegar ao último boss e só devolveriam o game na segunda-feira.

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Morta por uma pitaya

Essas crianças hoje são pais ou tem responsabilidades demais para poder se dedicar a um game que precisem repetir tantas vezes a mesma fase antes de avançar no jogo, o que faz com que esse jogador, frustrado demais para continuar tentando, feche o game e vá jogar alguma outra coisa que seja mais tranquila e que permita que ele relaxe naquelas poucas horas de videogame.

A solução para isso, talvez, tenha sido a ausência de vidas e continues, permitindo que você jogue a fase novamente, sem ter que voltar ao começo do jogo. Mas, ainda assim, o jogo poderia oferecer algum outro mecanismo de auxílio para quem não quer mais ficar preso na mesma fase e avançar no game, como aqueles canos que permitiam que você pulasse alguns mundos, como havia em Super Mario. Nem que ele pudesse ser usado apenas uma vez!

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Esse jogador frustrado eventualmente voltará a Kaze and the Wild Masks, vai falar para si mesmo “agora vai!” e vai passar da fase! Mas, acredite, jogar várias vezes a mesma fase até passar exige um pouco de paciência e tempo livre para aprender os segredos do estágio. Reserve algumas boas horas para curtir o jogo e poder errar e acertar bastante. Nós, crianças da geração 16-bits, não temos mais os mesmos reflexos de antes, mas aprendemos alguns outros truques para compensar.

Sim, existe o modo fácil, mas também não é legal deixar as coisas “fáceis demais”, afinal, o desafio também é parte da diversão do jogo.

Nostálgico demais?

Outro ponto que pode deixar o público mais velho com um pezinho atrás com Kaze and the Wild Masks é a semelhança com os games antigos. Sim, a Kaze é basicamente uma mascote dos anos noventa que chegou um pouco atrasada. Ela seria perfeita ao lado de Sonic e Mario na era dos consoles de 8 e 16-bits e provavelmente disputaria os holofotes com eles, mas, o excesso de nostalgia também pode ser um pouco chato às vezes.

Talvez, eu possa exemplificar isso com dois jogos “irmãos” que foram lançados pela Sega: Sonic Mania e Sonic Forces. Enquanto a maioria esmagadora dos fãs do ouriço amam o Mania e torcem o nariz para o Forces, eu penso exatamente o oposto!

Sonic Mania é ruim, na minha opinião? Absolutamente não! Sonic Mania é um game maravilhoso e divertido, mas, para mim, dá aquela sensação de jogar novamente um jogo do Sonic de 16-bits que, se eu quero jogar um Sonic 16-bits, eu posso ir jogar os originais. Quer dizer, vamos novamente passar por Green Hills Zone, Chemical Plant e outras fases já vistas e revistas, cansa um pouco.

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Por outro lado, Sonic Forces trouxe uma história sombria, com o Dr. Robotnik (ou Eggman, você escolhe) que domina 99% do mundo, Sonic é dado como morto, os amigos do Sonic se juntam a uma resistência secreta, temos a volta (um tanto desnecessária) do Sonic gordinho e, pela primeira vez na história da franquia, você monta o seu próprio personagem! São muitas novidades!

A verdade é que muitas coisas que foram feitas com o Sonic nos últimos anos não agradaram a velha guarda, mas, eu, particularmente gostei mais do Forces, por suas novidades, do que o Mania, que era muito mais um aceno aos anos noventa do que um jogo por si só. E Kaze and the Wild Masks poderá sofrer o mesmo mal. O “já vi isso antes.”

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O movimento de flutuação de Kaze lembra demais o voo de Dixie Kong, em Donkey Kong (não é a toa que tantos reviews chamam Kaze and the Wild Maks de “o novo Donkey Kong”), ser disparado para cima ou para os lados por atiradeiras e a coleta de letras também é bastante similar. Claro que são inspirações e não há nenhum mal nisso, afinal, o saudosismo é parte atrativo do jogo.

Mas, passar voando ou nadando por túneis de espinhos, por exemplo, dá aquela sensação de “eu já fiz isso antes” e pode não ser tão legal quanto foi da primeira vez, lá atrás, no seu Super Nintendo. Claro que isso não quer dizer que Kaze and the Wild Maks não inova em nenhum ponto, muito pelo contrário, as máscaras criam vários momentos e mecânicas diferentes em todos os estágios, mas você acabará sentindo um pouco de familiaridade demais com outros jogos em alguns momentos.

Talvez Kaze and the Wilds Masks precise passar pelo mesmo processo que Sonic the Hedgehog 4 – Partes 1 e 2. Sim, eu sei que a maioria dos jogadores detesta ele e considera o Mania como o Sonic 4, mas vamos falar um pouco dele para exemplificar.

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Sonic 4 – Parte 1 quis ser exatamente o que o Mania é: um grande aceno a nostalgia e que prometia a sensação de jogar um jogo do Sonic de 16-bits novamente. Agradou parte dos fãs e outros acabaram um pouco decepcionados pela falta de novidades (além dos bugs, mas não é o foco aqui). Então, Sonic 4 – Parte 2 veio com mecânicas novas, fases diferentes e correções de problemas da Parte 1. Não era o melhor jogo do ouriço, mas teve avaliações muito melhores do que o anterior. Quando ele se libertou da obrigação da nostalgia, ele se tornou melhor!

Talvez Kaze and the Wild Masks precise disso. Uma parte 2 onde poderá inovar em várias coisas sem depender tanto da nostalgia. Com o lançamento do primeiro jogo, Kaze já ganhou seu público, já tem seus fãs e agora pode tentar ir por um caminho diferente para agradar aqueles que querem novidades e atrair novos fãs. E para os fãs nostálgicos que não gostarem das mudanças, eles sempre poderão voltar a jogar o Kaze 1.

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Já viu esse voo em algum lugar?

Se você não é um speed runner ou alguém que jogos os jogos de plataforma clássicos dos anos 80 e 90, talvez você não ache Kaze and the Wild Masks tão atrativo, por sua temática mais simples e personagem mais amigável a um público infantil. Contudo, se der uma chance a coelha, vai ver que ela tem muito mais a oferecer do que os olhos veem em uma primeira impressão.

É bom ou não é?

Sim! Sem dúvidas! Kaze não é bom, é excelente! Kaze and the Wilds Masks é um jogo muito bom, divertido, colorido, vibrante, desafiador, com controles precisos e fáceis de aprender mas difíceis de dominar. Quer um bom game para passar algumas horas revivendo os tempos de glória dos jogos de 16-bits? Kaze cumpre isso muito melhor do que outros jogos que se propuseram a fazer o mesmo como, por exemplo, Might N°9.

Quer um jogo para se desafiar a passar os estágios no menor tempo, fazer lives de speedrun ou se superar constantemente? Vá em frente! Kaze and the Wild Masks te faz sair correndo pelas fases mesmo quando você não quer fazer isso! Você vai passar pelas fases em alta velocidade, pular de um inimigo para o outro, correr, deslizar, pular e ainda poderá compartilhar o seu menor tempo com os seus amigos online.

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Agora, se você quer um game mais “moderno”, cheio de elementos pulando na tela e tiroteio ou um multiplayer para sair matando outros jogadores, em outras palavras, é um jogador que começou na era dos jogos 3D, ai Kaze pode não ser bem para você, já que o fator nostalgia é bem forte aqui. Porém, se você der uma chance, vai adorar passar umas horas pulando em plataforma e correndo por cenários coloridos e divertidos.

Quer um jogo baratinho e que rode em qualquer PC? Ou um jogo bem em conta para o seu console? Veja os preços:

  • Nintendo Switch: US$ 29,99 (algo em torno de R$165 na cotação atual)
  • Xbox One: R$ 79, 95
  • PlayStation 4: R$ 149,50
  • Steam: R$ 37,99
  • Google Stadia: US$ 9,99 pela assinatura mensal do serviço
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Kaze and the Wild Mask

Kaze and the Wild Masks

Gráficos
Música
Jogabilidade
Diversão

Ficha Técnica

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Produtora: PixelHive
Distribuidora: Soedesco
Plataformas: PC, Xbox One, PlayStation 4, Google Stadia e Nintendo Switch

Prós:
Bela arte feita a mão com sprites grandes e detalhados;
Excelente trilha sonora;
Desafio progressivo e equilibrado. Não há mortes injustas;
Controles precisos e simples;

Contras:
Poucas inovações para quem cresceu jogando games de plataforma;
Fazer a mesma fase várias vezes pode cansar;
Pouco uso das máscaras;

4.9

E você? Já jogou Kaze and the Wild Masks? Curtiu o game? Era um jogador de games de plataforma da era 16-bits ou é um jogador mais novo? Conte para nós nos comentários e aproveite para ler outras análises de jogos do nosso site!

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Paulo Fabris é um jornalista, escritor, RPGista, gamer, cosplayer, nerd e fã de animes desde a época da TV Manchete.