Análises

Moon Hunters – Review

Caçando a lua e encarando o Sol

Visualizações

                Para se contar uma historia é interessante que você tenha tempo e espaço para dar corpo e riqueza ao contexto do conto que deseja realizar. Quanto mais restrições forem adicionadas, mais difícil será contar com sucesso uma historia e quanto mais cheia de retalhos mais fácil fica de se perceber os erros.

                Seguindo essa logica as cartas estão bem ruins para Moon Hunters desde o inicio. O titulo é muito ambicioso na historia que quer contar, mas com o pouco tempo disponível e pouco espaço as fraquezas do jogo se tornam bem mais perceptíveis.

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Correndo atrás da Lua.

                A maior parte do gameplay está separada em entrar em um cenário de derrotar todos os inimigos que lá estão enquanto pulamos de região em região com encontros aleatórios que definem como seu personagem será conhecidos nos ermos por onde caminha enquanto tenta frustrar os planos do Culto do Sol e devolver a Deusa da Lua para o céu.

                O ponto é que você realizará essa saga diversas vezes, um jogo após o outro enquanto busca por finalizações diferentes e assim acaba não se conectando com o real objetivo do jogo que é mostrar como lendas e mitos são criadas.

                Durante minha jogatina criei meu primeiro personagem “Noreika” que foi referenciado diversas vezes em minhas outras jogadas sendo lembrado por seus grandes feitos e realizações, porem essas palavras de lendas não tinham o peso que o jogo queria devido as proezas de Noreika serem tão recentes e passiveis de serem repetidas por meus outros personagens.

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               Cada personagem tem dois ataques distintos e uma habilidade evasiva (Com exceção do personagem bardo que é desbloqueavel). Todas as habilidades podem ser melhoradas com upgrades encontrados com os comerciantes que estão espalhados de forma generosa ao redor do mundo.

                Quando terminamos uma área o seu personagem ou grupo monta acampamento para esperar o inicio do próximo dia e essa parte define quais habilidades iremos melhorar em nossos heróis para o próximo dia de jornada. Ocasionalmente você interage com NPCs aleatórios e completa eventos menores, e as escolhas feitas durante esses encontros afetarão sua personalidade.

                Uma questão muito grande é quanto peso é colocado nas escolhas da história, e quão pouco isso às vezes importa. Durante a maioria das jogadas, o líder do Culto do Sol virá ao personagem jogador no início e vai dizer com todas as letras que ele pretende matá-los. Com certeza, se for dada a oportunidade ele irá atacar, e se o jogador perder a luta acaba. Eles assistirão ao colapso do personagem e lerão sobre o que fizeram com o resto da vida.

                Talvez este cultista tenha uma definição realmente generosa do que é matar. Talvez tenha sido um tipo metafórico de matar. De qualquer maneira, quando alguém jura matar meu personagem e tem sucesso o que eu espero é realmente morrer e não uma explicação de que muito ferido eu fugi e formei família enquanto o sol vencia. Isso frustra pois isso tira o peso de eu tentar novamente e o Moon Hunters depende que eu volte.

                Dito todas as essas partes têm duas coisas que são incontestáveis e dignas de todo o mérito do jogo. Moon Hunters tem uma arte e uma música impecáveis que ornam totalmente com a atmosfera. Cada retrato de personagem é renderizado em um estilo de aquerela totalmente lindo. Cada design, cada detalhe, cada paleta de cores funciona de tal maneira que me faz querer enquadrar e montar o maior número possível de peças nas minhas paredes. A trilha sonora, por sua vez, define o tom do jogo perfeitamente. Ela serpenteia entre assombrar e encantar, e faz muito para tornar ainda mais impactantes as situações frequentemente sobrenaturais que Moon Hunters apresenta.

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 E ai?

                Moon Hunters tem seus erros e tem seus acertos em sua medida especifica. Acredito que boa parte de minha experiencia poderia ter sido mais recompensadora se tivesse jogado mais o modo cooperativo, pois a experiencia solo me deixou um espaço que a historia não conseguiu completar, mas o titulo ainda diverte e merece ser experimentado

Geral da análise

Gameplay6
Historia4.5
Arte10
Trilha sonora10
Falacomoflavio
O autorFalacomoflavio
Redator
Graduando de Marketing Digital, tentando ver as coisas sempre pelo maximo de lados o possível, colecionador de jogos antigos e novos

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