Review: Dragon Age 2

Críticado por muitos e feito as pressas, Dragon Age 2 pode não ser o melhor da saga mas brilha em desenvolvimento de personagens e de seu protagonista.

Falamos muito sobre o Dragon Age Origins, o primeiro game de uma franquia da aclamada Bioware que levou aos jogadores um mundo sombrio e sem esperança assolado por criaturas terríveis e um herói que salvou todo um continente com a ajuda de um grupo de inesquecíveis personagens cheios de carisma, personalidade e complexidade que até hoje são reverenciados por aqueles que tiveram coragem de encarar o desafio.

Mas, em meio a essa jornada épica de juntar um enorme exército, digna de um livro como O Senhor dos Anéis, é fácil perder de vista as pequenas histórias de gente comum e que também lutaram contra os darkspawn para sobreviver, seja dentro do exército ou fugindo dos monstros. E essa história começa exatamente em uma das primeiras localidades que o seu grupo de Guardiões Cinzentos passa. O vilarejo de Lothering.

Quando chegamos a esse lugar em Dragon Age Origins, após deixarmos a cabana de Flemeth, encontramos uma vila cheia de refugiados e sem esperança de sobreviver a um ataque. Esperando que o exército passe lá para defendê-los. Encontramos o Qunari Sten em uma jaula, Leliana na taverna, ajudamos alguns aldeões com seus pedidos, como um pouco de veneno ou umas armadilhas, pois eles achavam que isso poderia defender suas casas do ataque dos monstros.

Quando saímos de Lothering para continuar nossa jornada, a cidade é atacada e destruída e, se por curiosidade voltamos para lá, descobrimos o que aconteceu com as pessoas e o destino de uma terra destruída que pode nunca mais se recuperar da Podridão. Alguns conseguiram escapar, enquanto outros não tiveram a mesma sorte. E, entre essas famílias, está a família Hawke. E a sua primeira decisão é: Qual dos seus irmãos morrerá.

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Só quando você cair é que você aprende se pode voar


O jogo começa com o seu personagem e um dos seus irmãos como companheiros enfrentando diversos darkspawns. Se você escolher um mago, seu companheiro de batalhas será o seu irmão mais novo, Carver. Se escolher um guerreiro ou ladino, o companheiro será sua irmã mais nova, Bethany.

Em qualquer um dos casos, a luta é um tutorial que apresentará os poderes máximos da sua classe, como um grande destruidor de darkspawns, ainda abrindo uma chance para seu irmão/irmã demonstrar poderes incríveis ao derrotar diversos monstros ao mesmo tempo, como uma forma de ensinar como funciona a roda de escolhas e decisões e como elas impactam nos seus companheiros. Então, a batalha fica mais difícil e surge um ogro gigante e milhares de darkspawns cercando vocês, até que um dragão surge cuspindo chamas e… nada disso aconteceu.

Tudo não passava de uma história inventada pelo anão bardo Varric Thedas enquanto estava sendo interrogado por Cassandra Pentaghast, uma Seguidora da Verdade a serviço da Chantria (Seeker of Truth). Cassandra quer sabe o paradeiro do Campeão de Krikwall, que desapareceu depois de um grave problema que causou uma reviravolta em todo o mundo e somente ele poderia resolver. Varric diz que Cassandra havia pedido para que ele contasse a história, mas não tinha dito nada que ele não poderia enfeitar um pouco.

Cassandra dá uma facada no livro que ele mesmo escreveu e diz que ele deve contar tudo o que aconteceu pois a segurança do mundo depende dela encontrar o Campeão. Varric diz que não sabe onde Hawke está e Cassandra diz que ele deve contar o que sabe. Então, Varric começa sua história.

“Existem homens que lutam contra o destino… e alcançam somente a sua sepultura;
Existem homens que fogem do destino… apenas para serem engolidos por ele;
E existem homens que abraçam o destino… E não o temem;
Estes são os que mudam o mundo para sempre.”

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Flemeth

Hawke (o nome padrão para o personagem masculino é Garret e para o feminino é Marian). Ao contrário do jogo anterior, você pode jogar apenas com um personagem humano. Desta vez não há anões, elfos e nem outra espécie. Após a escolha de um mago, guerreiro ou ladino, você poderá customizar o seu personagem.

Customizar o seu personagem também alterará a sua família, mas não será muito e alguns poderão ficar muito estranhos. As limitações da customização do jogo também não ajudarão você a fazer um modelo de personagem melhor do que o padrão, então, nem sei se vale a pena você modificar o rosto padrão do seu ou da sua Hawke. Modificado ou não, a aventura começa com Varric relembrando um pouco dos acontecimentos em Lothering e somos apresentados a família Hawke.

Hawke e bethany
Deixe como está

A Fuga de Lothering

A mãe, Leandra; o/a mais velho Garret/Marian, que pode ser um guerreiro, mago ou ladino (e daqui para frente será chamado de Hawke); Carver, o filho do meio que é um guerreiro; e Bethany, a mais nova, que é uma apóstata (uma maga que não está sob a supervisão da Chantria e treina sozinha sua magia. O que, no mundo de Dragon Age, é algo extremamente perigoso, pois os magos podem acabar possuídos por demônios do Imaterial). Eles estão sendo perseguidos por darkspawns e, quando Leandra se cansa de correr, Carver, hawke e Bethany tem que lutar para proteger a mãe.

Eles não tem para onde fugir e ficar correndo pelos ermos de Korcari não irá levá-los a lugar algum. Leandra lembra que em sua cidade natal, Kirkwall, sua família, os Amell (que por acaso é o mesmo sobrenome do mago humano em Dragon Age Origins, o que possibilita que Hawke e o Herói de Ferendel sejam parentes), possui uma mansão e a Blight não chegará até lá, por causa do mar que separa os continentes de Ferelden e Free Marches.

No meio do caminho, eles encontram com a guerreira Aveline e seu marido, um templário doente chamado Wesley. Apesar das desavenças entre Wesley e a família Hawke por causa de Bethany, eles seguem juntos o resto do caminho, até encontrarem uma grande horda de Darkspawns que os obriga a lutar com todas as suas forças. Wesley está morrendo por causa da Podridão (uma doença contagiosa dos Darkspawns), Aveline pega a espada e o escudo do marido para lutar e o ogro avança com toda a fúria sobre o seu irmão/irmã e o mata (não há como salvá-lo de forma alguma). Nesse momento, só resta ao resto do grupo continuar o combate.

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Seu irmão/irmã está morto, Wesley não resiste a Podridão e mais darkspawns continuam surgindo. Quando você achava que tudo estava perdido, um dragão surge e lança suas chamas contra os monstros, salvando vocês mesmo contra todas as possibilidades. Este dragão é Flemeth (a Bruxa da Floresta de Korcari que vocês encontraram no jogo anterior com Morrigan) que aparece para você com uma proposta: Entregue um amuleto para a líder um clã de elfos dalish (elfos que vivem em tribos nômades) e ela os escoltará em segurança até o porto, onde poderão embarcar em um navio para Free Marches. Sem melhores opções, vocês aceitam a oferta da bruxa.

Flemeth
Flemeth em DA2 está muito diferente

Porém, ao chegar em Free Marches e na opressiva cidade de Kirkwall, A Cidade das Correntes, construída em cima da base de prédios de pedra que abrigavam escravos e magos oprimidos pelos Templários, não está recebendo mais ninguém. Muitos fugitivos de Ferelden chegaram em seu porto e a cidade não comporta mais forasteiros. Ninguém que não tenha um parente ou um lugar para se estabelecer em Kirkwall pode entrar e terá que voltar para Ferelden ou ir para qualquer outro lugar. Leandra apela aos soldados que encontrem seu irmão, Gamlen, que tem uma mansão na cidade.

Porém, depois de alguns problemas que você enfrenta, o guarda resolve ajudá-los e parte em busca de Gamlen, que só após horas resolve aparecer e oferecer a Leandra e sua família a única ajuda que ele pode. Gamlen perdeu a mansão Hawke e agora vive em uma choupana na cidade baixa e a única forma de que Hawke e sua família entrem na cidade é que eles trabalhem por um ano com uma gangue de contrabandistas ou traficantes que atuam na cidade. Você tem que escolher com qual atuará.

Um ano se passou e está correndo na cidade o rumor de que o anão Bartrand Tethras está organizando uma expedição para as Estradas Profundas dos anões de Free Marches, abandonadas a séculos. A promessa de tesouros e riquezas é a melhor chance para que Hawke sua família saírem da miséria depois de trabalhar um ano de graça para apenas entrar na cidade. Mas Bartrand não está interessado em outro mercenário e recusa a sua ajuda. Até que, no meio da cidade, você o irmão dele, Varric, que lhe diz o jeito de convencer Bartrand a te levar na expedição: O anão precisa de um sócio.

Companheiros Inesquecíveis

Agora, cabe a você reunir o dinheiro necessário para se juntar a comitiva de Bartrand, mas isso é só o começo da história, pois o que acontecerá mudará todo o mundo e abrirá as portas para um evento ainda mais importante que acontecerá em Dragon Age Inquisition. Nessa sua jornada você conhecerá seus companheiros que o acompanharão em suas aventuras:

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Companheiros
Fenris, Isabella, Varric (e Bianca), Aveline, Hawke, Carver, Merrill, Anders, Bethany e Sebastian
  • Aveline: Após entrar na cidade, Aveline se juntou a guarda de Free Marches e agora é uma soldada e será a sua principal fonte de trabalhos em um primeiro momento. Aveline é uma poderosa tanker e capaz de suportar toneladas de dano;
  • Carver: Seu irmão e você tem uma certa rivalidade que vem desde os tempos de criança (o medidor de amizade já começa com ele no vermelho). Se ele sobreviveu ao encontro com o ogro, ele é um usuário de espada de duas mãos e pode ser um bom DPS com habilidades de dano em área. Dependendo das suas escolhas, Carver pode morrer (sim, existe outro risco de morte), se tornar um Guardião Cinzento ou se tornar um Templário;
  • Bethany: Se ela sobrevive, Bethany é uma poderosa maga elementarista. Sua irmã mais nova tem um bom relacionamento com você desde o começo (a barra de amizade começa no azul). Dependendo das suas escolhas Bethany pode morrer (sim, existe outro risco de morte), se tornar uma Guardiã Cinzenta ou se tornar uma Maga da Chantria;
  • Varric: Varric é o narrador da história e um anão ladino e bardo. Ele é um escritor e tem alguns livros publicados em Kirkwall. Sua principal arma é sua besta chamada Bianca (ele não equipa outra arma durante o jogo);
  • Merrill: Uma elfa dalish e maga espiritualista. Ela usa a natureza a seu favor e também usa magia de sangue (um grande tabu entre os magos do mundo de DA). Merrill é bastante inocente e ingênua e quer restaurar a magia de um antigo espelho élfico, mesmo ela não sabendo exatamente o que é o espelho, seus poderes e o perigo que ele pode representar.
  • Isabella: O que Merrill tem de inocente, Isabella tem de pervertida. Uma capitã pirata de espírito livre e ladina especializada no uso de adagas. Ela é o centro de muitos eventos no jogo e, durante uma visita a um bordel em Dragon Age Origins, os jogadores podem convidá-la para um “menage”.
  • Anders: Ex-Guardião Cinzento e mago especialista em curas. Ander apareceu pela primeira vez no DLC Dragon Age Origins: Awakening. Ele está possuído pelo espírito do Justiça, que também era um dos personagens da DLC e ele está no centro dos eventos do terceiro ato do jogo.
  • Fenris: Um elfo fugitivo da nação escravista de elfos de Tevinter. Ele usa espada de duas mãos e é um guerreiro do tipo berserk.
  • Sebastian: Ele aparece na DLC Exile Prince e é um arqueiro humano em busca de vingança pela morte de sua família.
  • Tallis: Uma elfa ladina que faz parte do Qun (a disciplina/religião dos Qunari), então, seu nome é, na verdade, sua função! “Tallis” significa “Resolver” na língua dos Qunaris. Tallis aparece apenas durante a missão principal do DLC Mark of Assassin e é baseada na atriz Felicia Day (estrela, roteirista e produtora da série original da web The Guild). Ela protagonizou uma webserie no universo de Dragon Age 2 e sua personagem foi incorporada no jogo.

Entre as opções de romance, você pode ter um caso com Fenris, Isabella, Ander e Merrill independente do gênero do seu personagem. Todos são bissexuais, exceto Sebastian, que é heterossexual. No final da missão de Tallis, você pode dar um beijo nela, independente do gênero do seu Hawke e mesmo que você esteja em um romance com um dos personagens. Se você flertar com Tallis em frente ao seu parceiro, haverá uma fala indicando ciúmes, mas é só isso.

Requisitos de Sistema para Dragon Age 2

Por ser um jogo de 2011 ele não será exigente com o seu computador e poderá ser rodado até mesmo por PCs com GPUs integradas de hoje em dia. Não será difícil para você conseguir jogá-lo.

REQUISITOS MÍNIMOS PARA PC

Sistema Operacional: Windows 7
Processador: Intel Core 2 (ou equivalente) de 1.8 GHz ou superior. AMD Athlon 64 X2 (ou equivalente) de 1.8 GHz ou superior
Memória RAM: 1.024 MB (1.536 MB para Vista e Windows 7)
Disco Rígido: Pelo menos 7 GB de espaço livre
Placa de Vídeo: Placas Radeon HD 2600 Pro de 256 MB e NVIDIA GeForce 7900 GS de 256 MB
Som: Placa de som compatível com o DirectX 9.0c
Controles: Teclado e Mouse

REQUISITOS RECOMENDADOS PARA PC

Sistema Operacional: Windows 7
Processador: Processador Intel Core 2 Quad de 2.4 GHz ou equivalente. AMD Phenom 2 X3 Triple core de 2.8 GHz ou equivalente
Memória RAM: 2 GB (4 GB para Vista e Windows 7)
Disco Rígido: Pelo menos 7 GB de espaço livre
Placa de Vídeo: ATI 5850 ou superior; NVIDIA 460 ou superior
Som: Placa de som compatível com o DirectX 9.0c
Controles: Teclado e Mouse

REQUISITOS MÍNIMOS PARA MAC

Sistema Operacional: Este jogo só funcionará em versões do macOS compatíveis com aplicativos de 32 bits.
Processador: Intel Core 2 Duo de 1,86 GHz ou superior
Memória RAM: 2 GB ou superior
Disco Rígido: ATI HD2600, NVIDIA 9400 ou superior com pelo menos 256 MB de RAM de vídeo dedicada
Placa de Vídeo não suportadas: 9 GB de espaço livre em disco
Som: Séries Intel GMA, Nvidia 7×00, AMD 1×00 e AMD 2400
Controles: Teclado e Mouse

Salve o mundo ou salve você mesmo

Eu amo Dragon Age 2. Eu gosto muito mais dele do que do Origins e do Inquisition, mesmo com todos os problemas e repetições do jogo, Dragon Age 2 é, para mim, o melhor dos 3 jogos! Eu sou um jogador de RPG da velha escola e naturalmente descobri em Origins a mesma paixão daqueles dias de rolagem de dados na mesa, com uma história típica de fantasia, com uma estrutura narrativa que vimos em quase todos os RPG das últimas décadas. A sequência foi mais ousada e estranha e, sim, faltava muito polimento.

É uma verdadeira tragédia que a BioWare não tenha continuado neste caminho e se rendido aos multiplayers e lootboxes que a EA enfia em todos os jogos, porque há aqui uma fagulha que simplesmente não está mais presente em nenhum de seus jogos desde então.

Em outros Dragon Age’s as histórias são centradas em torno de crises mundiais que envolvem sempre a destruição total da vida e etc etc… Origins tem tudo a ver com acabar com a última Podridão e cumprir o destino dos Guardiões Cinzentos, enquanto Inquisition tem tudo a ver com construir sua organização militar e fechar a Brecha que se abriu no céu. Dragon Age 2 é uma biografia. Existem crises, com certeza, e darkspawns, e o conflito entre a Capela e os magos, mas, na verdade, é tudo sobre Hawke.

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Hawke é o personagem de jogador mais definido da BioWare. Ainda há muitos caminhos para você seguir, mas uma vez que você está no caminho escolhido, parece que você está interpretando uma pessoa tangível e imperfeita, em vez de apenas um reflexo de um monte de escolhas arbitrárias. Hawke é uma pessoa e não um “símbolo”. Ele não é O Guardião Cinzento ou O Inquisidor ou O Herói de Ferelden ou O Escolhido de Andraste! Ele tem um nome. Ele é mais próximos de Geralt do que do Guardião Cinzento, do Inquisidor ou mesmo do Comandante Shepard. Isso é enfatizado pelo fato de que tudo o que você faz é, na verdade, a história que aconteceu narrada por Varric.

Varric é um excelente narrador, mesmo que não seja confiável. Ele não é confiável, especialmente quando se trata de suas próprias façanhas, o que faz Dragon Age 2 parecer ainda mais uma biografia autêntica. E através de Varric vemos anos de vida de Hawke, sua mudança de status, as fortunas e infortúnios de seus amigos, e como eles cresceram de um ninguém para uma peça fundamental no destino de Kirkwall. A progressão do personagem, tanto em termos de Hawke quanto de seus companheiros, é inigualável na obra da BioWare.

Combate
O combate no Dragon Age 2 é mais rápido e cheio de ação

Amigos. Não devotos

O tempo é fundamental para Dragon Age 2, e sua passagem traz consigo mudanças significativas. Alguns de seus companheiros conseguirão empregos, encontrarão novos amores, e a cidade ao seu redor se agitará e se transformará enquanto lida com todos os tipos de problemas, desde rebeliões de magos até Qunari intimidantes. Como Hawke, você se envolve em tudo isso, mas o mundo não orbita você. Isso, talvez, seja o que eu mais amo em Dragon Age 2. Você é importante, com certeza, mas muitas vezes é impotente. E dessa falta de controle, o mundo e os personagens dele ganham muito mais importância.

Anders costuma ser considerado um ponto baixo. Ele foi apresentado em DAO: Awakening, a expansão Origins e, em Dragon Age 2 ele é um maluco raivoso que causa muitos problemas. Ele não é tão simpático como antes e, independentemente do que você faça, ele vai estragar tudo. Além dele, dependendo de suas ações, personagens podem lhe trair no momento mais importante do jogo, mostrando que eles tem suas próprias convicções.

Os jogos da BioWare dependem muito de amigos encantadores com muitas brincadeiras, mas em Dragon Age 2 ela atiça o fogo da rivalidade dando aos companheiros mais motivações pessoais e não sendo seguidores que colocam a vida de lado para ir atrás de você cegamente e reconhece que amizades podem ser muito complicadas e tensas.

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Como Anders, também sentimos Aveline como uma personagem que está traçando seu próprio caminho. Ela é a primeira companheira que você consegue, mas ela tem sua própria vida. Em Kirkwall, ela se junta aos Guardas, e se você for um criminoso, vai bater muito a cabeça com ela. Você vai ver muito ela suspirando exasperada quando você for fazer algo fora da lei e, se tem algo que pode fazer você mudar de ideia é o olhar desapontado de Aveline. E você vai querer que ela goste de você, a ponto de ajudá-la a seduzir um colega da guarda por quem ela é apaixonada.

Então ela tem uma carreira e um romance totalmente separados da aventura, o que às vezes causa complicações. E há um pouco disso em todos. Seus companheiros não estão apenas esperando que você os chame, e eles não são subservientes. Em Inquisition, por outro lado, mesmo os personagens mais durões e teimosos, como Cassandra, se sentem seus empregados.

O Problema do Desenvolvimento

O maior ponto fraco de Dragon Age 2 é a sua repetição de cenários. Simplesmente não há locais distintos suficientes para um jogo desse tamanho. Masmorras, por exemplo, são frequentemente recicladas, então você lutará muito para abrir caminho nas mesmas cavernas, com diferenças no final de onde você começa e onde termina – simplesmente não é o suficiente e isso é um problema com o desenvolvimento difícil do jogo. O combate chamativo, mas não especialmente tático, é uma das coisas que mais gosto no jogo. Aqui o combate parece um anime, rápido, ágil e movimentado, ao contrário do lerdo e tedioso combate do Origins.

As missões épicas e arrebatadoras ainda têm algum apelo, mas raramente é sobre isso que as pessoas querem falar quando terminam um RPG. São as pessoas que encontramos nessas buscas que acabam ficando marcadas em nossas mentes e o personagem que formamos no final delas. E Dragon Age 2 vai te deixar com muita coisa marcado na memória. Principalmente as coisas relacionadas a Hawke e sua família. É uma grande pena, então, que DA2 tenha se tornado o decepcionante filho do meio por seu desenvolvimento apressado (apenas um ano de produção do jogo).

Inquisition possui muitos personagens memoráveis, combate bastante aprimorado e um mundo repleto de diversos locais, mas também está totalmente em dívida com o design de jogos de mundo aberto da moda. É ambicioso em escala, mas totalmente conservador quando se trata de quase o resto. Você voltou a ser a pessoa mais importante do mundo, pode dormir com quase todo mundo que recrutar e sugar o protagonismo de todos. É pura fantasia de poder, até aquela traição crítica que você nunca verá se não jogar o último DLC. Joguei este jogo gigantesco duas vezes, então obviamente sou um fã, mas não contém surpresas. É muito seguro. Tudo o que Dragon Age 2 não foi.

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Duas curiosidades interessantes sobre o game são que:

  • A história original planejada para Dragon Age 2 é a mesma história que foi apresentada em Dragon Age Inquisition, com os personagens tentando fechar uma gigantesca brecha no céu de onde choviam demônios;
  • Originalmente, Hawke seria um NPC, um mago chamado Garret Von Hawke, que se tornaria um companheiro do grupo e usa suas magias tirando o poder de seu sangue, explicando o motivo dele ter aquela marca de sangue sobre o nariz;
Marca
A marca de Hawke é legal, mas ficou sem explicação

Afinal, É bom ou não é?

Sim. É muito bom! Dragon Age 2 é, para mim, o melhor game da franquia. Não apenas porque foi o primeiro jogo que joguei (ganhei ele de presente de aniversário da minha noiva), mas também porque é o que você consegue se conectar melhor ao protagonista por sua história muito mais “pessoal” do que “épica”. Você não está salvando o mundo. Você quer só salvar a sua família e reconstruir a sua vida depois de perder tudo. Quantos refugiados querem apenas isso?

Além disso, ele melhora muito o combate de Dragon Age Origins, que eu achava lerdo e cansativo. Claro que eu sou uma exceção na fanbase, que ama o combate focado na tática do jogo, mas eu prefiro a ação e velocidade do segundo jogo. O grande problema mesmo fica pela repetição excessiva de cenários e dungeons que são só o mesmo mapa com caminhos diferentes que na primeira vez que você passa eram bloqueados e na segunda estão abertos, a história cativante com momentos de levar o jogador do céu ao inferno, compensa passar por dungeons repetidas algumas vezes.

Onde Comprar?

Site da Steam: R$ 59,00
Site da Origin: R$ 59,00
Site da Nuuvem: R$ 74,99

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Dragon age 2
Dragon Age 2

Dragon Age 2

Gráficos
Música
Jogabilidade
Diversão

Ficha Técnica

Desenvolvedor: Bioware
Distribuidor: Electronic Arts
Plataformas: PlayStation 3, Xbox 360, Microsoft Windows, macOS, Mac OS, Mac OS Classic

Prós:
Uma história focada em salvar as pessoas que você ama e não uma jornada épica para salvar o mundo;
Protagonista bem desenvolvido e relacionável;
Companheiros que tem vida própria e não estão ali para morrer por você apenas;
Músicas, como sempre, excelentes e atmosféricas;

Contras:
Faltou polimento no jogo pelo pouco tempo de desenvolvimento;
Repetição absurda de cenários;
As mãos são horríveis!!

4.6

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Paulo Fabris é um jornalista, escritor, RPGista, gamer, cosplayer, nerd e fã de animes desde a época da TV Manchete.