Far Cry 6 – Review: Seja o Libertador da Ilha de Yara

Ubisoft se supera no lançamento da nova versão de Far Cry, com a participação do astro Giancarlo Esposito e a tecnologia Ray Tracing

Finalmente colocamos nossas mãos no tão aguardado Far Cry 6, a nova versão do game da Ubisoft que combina histórias densas e profundas com ação desenfreada em primeira pessoa. Já faz 17 anos que fomos parar em uma ilha atrás de um cientista maluco com suas experiências em humanos controlando um agente das Forças Especiais. Não somos mais aqueles personagens cheio de táticas e recursos para explodir tudo ao melhor estilo filmes de ação dos anos 80 (para isso tem Far Cry Blood Dragon). O mundo de Far Cry se tornou menos “preto e branco” e ficou mais “cinza”.

E talvez seja isso que Far Cry 6 queira mostrar um pouco. Que o mundo pode ser mais “cinza” e menos “bem e mal”. Claro, não há muitas dúvidas sobre as ações de Antón Castillo, o ditador da fictícia ilha de Yara, uma típica “republica das bananas” que povoam as muitas pequenas ilhotas no mar do Caribe, inspirada na atual Cuba, que já vimos em tantos filmes, como por exemplo, os “Mercenários” de Sylvester Stallone. Aquela típica situação de “eu amo meu país e meu povo”, mas governa tudo com um autoritarismo absurdo. Antón Castillo é um ditador em todos os sentidos.

Mas, ainda assim, há algo a mais nas motivações dele? A relação com seu filho, Diego, é realmente tão problemática como o jogo nos faz acreditar no começo? Será que realmente as plantas de tabaco borrifadas com o tal Viviro podem ser o remédio milagroso que curará o câncer? Será que vale a pena a vida daqueles que morrem nas plantações com a toxina em troca de um remédio que acabaria com o câncer em todo o mundo? Como diria o Sr. Spock em Star Trek, neste caso, “as necessidades de muitos superam as necessidades de poucos”?

Descobrir isso que faz o jogador continuar a sua jornada (ou, pelo menos, foi a minha motivação) para embarcar em Far Cry 6. E, até agora, eu ainda não cheguei a uma conclusão.

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Dani Rojas, a protagonista de Far Cry 6

Yara precisa de você em Far Cry 6

O mundo aberto do jogo é fantástico. E ainda mais usando a tecnologia Ray Tracing, você vai se perder nas selvas, florestas e vielas da cidade, não porque o cenário vai te confundir, mas porque você vai ficar encantando com a quantidade e a qualidade de detalhes que o jogo coloca na sua frente. Cada cartaz de procurado, cada marca nas paredes, cada mato alto escondem o capricho da equipe de produção e você vai querer ficar lá olhando para eles até ver tudo.

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E, se por acaso, o seu PC não conseguir lidar com o Ray Tracing, não tem problemas. O jogo continua incrível mesmo na qualidade “Baixa”. Exceto que você seja aquela pessoa que fica “contando pixels” você não vai ter problema em apreciar o trabalho da Ubisoft e os diversos estúdios que trabalharam no game.

Em qualquer qualidade, a viagem para Yara deixará os jogadores encantados com a qualidade técnica colocada pela empresa no game e, principalmente, pela excelente história que o jogo contará aos jogadores e, para quem é fã da série Braking Bad, a participação de Giancarlo Esposito (já falaremos mais sobre ele a frente), é uma cereja em cima do bolo!

O jogo foi lançado nas versões Standart, que vem com o jogo base; a versão Gold, que inclui o Passe de Batalha; e a versão Ultimate, que vem com o Passe de Batalha e as DLC Pacote Expedição na Selva, Pacote Caçador de Crocodilos e o Pacote Vice.

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Viva La Revolución

O jogo começa com uma transmissão do próprio líder de Yara, Antón Castillo, falando a seu povo sobre como ele deseja retornar o seu país a sua antiga glória, após anos de embargos econômicos por parte dos grandes países imperialistas que prejudicaram Yara por tantos anos. Castillo está “armado com a verdade”, dizendo que o povo elegeu uma cura para o mal que os políticos corruptos fizeram ao país por anos. A esperança do povo é o Viviro, um remédio capaz de curar o câncer e desenvolvido pelos cientistas yaranistas atrás de uma modificação nas folhas de tabaco fertilizadas por um “fertilizante puro”, borrifado por aviões sobre as plantações. Contudo, as imagens que são mostradas contradizem as palavras de Castillo.

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Pessoas trabalhando sob um sol escaldante enquanto aviões borrifam a toxina sobre as plantações, sem levar em conta a vida de quem está abaixo deles. Soldados com roupas de proteção matam aqueles que se recusam, ou não conseguem, voltar ao trabalho, enquanto Castillo continua prometendo a volta de Yara “ao paraíso”. Políticos de oposição são presos e mortos, enquanto Castillo discursa sobre como os “inimigos nunca entenderão” que o paraíso tem um custo.

Ele anuncia que o “Recrutamento para o Paraíso” será estendido e os yaranistas serão levados para o trabalho através de um sorteio, enquanto um outdoor mostra uma imagem de Castillo orgulhoso com as folhas de tabaco em mãos, a bandeira de Yara ao fundo e os dizeres “De nossas mãos para o mundo: Viviro”.

O jogo tem um Street Fighter Galo Edition

A imagem muda de foco para uma TV antiga que mostra o ditador dizendo que até mesmo seu filho, Diego, poderia ser sorteado para o trabalho, mas alguém a desliga, pois estão cansados de ouvir essa conversa. Alejo (será uma referência ao lendário jogador do Internacional Superstar Soccer do Super Nintendo?), Lita e Dani (a personagem do jogador) conversam sobre a situação do país. Lita deseja lutar com a revolução para libertar Yara das mãos de Castillo e Alejo também está revoltado com a situação mas não quer saber de política e de revolução. Dani apenas quer sair de Yara, embarcar em seu barco e fugir de lá para os Estados Unidos.

Neste momento você pode escolher se Dani será um homem ou mulher, dando a possibilidade de se escolher o gênero do protagonista, algo que, eu particularmente não me recordo se já aconteceu antes na franquia. Porém, não há outras mudanças possíveis. O personagem é pré-definido e não é possível customizá-lo.

Lita e Alejo continuam discutindo sobre a situação da ilha, enquanto Lita tenta recrutar Dani para os guerrilheiros da “Libertad”, eles observam do alto de um prédio, os soldados “recrutando” alguns yaranistas “sorteados” para os campos de trabalho de Viviro. Em uma ação imprudente, Alejo taca uma garrafa de cerveja nos soldados que disparam e o matam. Assim começa o gameplay com você a Lita fugindo dos soldados, correndo pelas vielas e telhados de Yara, passando pelos esgotos enquanto assistem momentos em que os soldados executam cidadãos e veem o sangue que deixa as águas vermelhas.

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O Encontro com Castillo

Quando elas finalmente chegam ao porto, alguns dos atravessadores discutem com pessoas que querem escapar nos barcos, mas, sem o dinheiro, não há passagem. Você interfere e diz aos “coiotes” que Alejo não virá mais, então, há espaço para uma senhora e um adolescente que tentam embarcar. Vocês partem e o garoto lhe dá um cartão de basebol em agradecimento pela ajuda e o barco parte. Mas, no meio do caminho, você escuta o capitão do barco discutindo com alguém e tiros.

Então, Antón Castillo em pessoa desce ao porão de carga onde os fugitivos estão escondidos. Ele fala sobre sua juventude pescando com seu pai e sobre como conseguiu encontrar um grande peixe. Seu filho, Diego, que tentava sair do país.

Diego argumenta sobre não querer mais aquela vida e tenta pedir para que seu pai poupe as pessoas no barco, mas em vão. Os soldados fuzilam o barco, matando todos que estão a bordo. Quando você acorda, está caída na praia, junto com os corpos daqueles que estavam com você. Lita, com suas últimas forças, pede que você encontre a base dos guerrilheiros, comandados por Clara. Você é a única sobrevivente e agora, com um celular e um machete, vai atrás da base rebelde, em busca de um jeito de conseguir um barco para sair de Yara.

Quando finalmente chega a base, você explica o que aconteceu com Lita e Clara, a líder rebelde, lhe explica o plano: queimar as plantações de tabaco, achar uma forma de liberar o porto e reerguer os guerrilheiros que estão em uma larga desvantagem. Lita acreditava que você seria importante para a revolução e Clara diz que, se você quiser sair de Yara, ela lhe dará comida, abrigo e um barco, mas é preciso ajudá-los em troca. Pegue sua arma e comece a sua revolução.

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Você está sendo observado

Todo esse percurso é o tutorial mais base de Far Cry 6. Aqui você aprende os movimentos básicos como se esconder e andar furtivamente, subir por paredes, usar as tirolesas, usar o rapel, correr e etc. Você encontrará o seu primeiro equipamento básico, como uma pistola e um pouco de munição, aprenderá a fazer assassinatos furtivos, encontra um equipamento que pode usar e todo os fundamentos do jogo, além de ser introduzido ao mundo e aos personagens iniciais. Depois disso, é que você estará livre para explorar o mundo como quiser. E, acredite, tem muita coisa para explorar.

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Não tão revolucionário

Não é surpresa que o novo capítulo da série seria um capítulo caprichado e que entregaria uma grande experiência aos jogadores. De fato, o marketing que a empresa fez sobre esse novo jogo mostrou um título interessante, mas, ainda assim, Far Cry 6 é um jogo que não é tão revolucionário quanto a revolução que você tem que fazer no mundo. Ele é um capítulo consistente da série, mas também é consistente em seus fundamentos: Explore um vasto mundo aberto, exploda tudo, atire, corra com carros e converse com pessoas excêntricas e derrote um grande vilão megalomaníaco.

Se você jogou algum dos Far Cry’s mais recentes e sabe alguma coisa sobre o enredo, então você sabe o que esperar do jogo. Você viaja por essa ilha, explode e queima algumas coisas e outras atividades “rotineiras” nos jogos. Agora, não quer dizer que isso seja uma coisa ruim, especialmente com alguns refinamentos colocados nessa mistura, mas vale a pena enfatizar desde o início. Se você acabou de sair de um game com essa “dinâmica”, como um Just Cause, por exemplo, talvez seja melhor você dar um tempo antes de embarcar para Yara.

Aqui você pode andar pelo mundo, sem ser capturado a todo o momento, como acontecia em Far Cry 5, e, se você é um desses que gosta de explorar o mundo a vontade, não terá esse tipo de problema. Um acerto da Ubisoft em relação ao jogo anterior que desagradou os fãs mais antigos da franquia. Depois do começo que te leva por um tipo de “corredor”, você está livre para explorar.

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O poder do Ray Tracing

Um pouco de RPG faz bem

Embora o jogo seja um FPS em sua essência e isso não tenha mudado, assim como em Assassin’s Creed, a Ubisoft colocou aqui uma “pitada” de RPG para dar um tempero ao jogo. Você não tem mais uma árvore de habilidade neste jogo, o que eu acho que é bastante interessante. Em vez de liberar a habilidade com pontos de experiência e evolução, Dani adquirirá ferramentas e as vantagens e habilidades dela estão vinculadas a peças de equipamento como luvas, capacetes e calças, o que pode ser uma boa, dependendo da sua necessidade.

Se você está em uma missão que depende de furtividade, trocar suas botas com resistência ao fogo por um tênis com bônus para movimento furtivo pode ser uma boa ideia, da mesma forma que uma luva que ajude você a abrir fechaduras pode ser mais útil do que outra que tenha uma bonificação para uso de armas em uma missão específica.

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Num jogo onde a sua habilidade é desbloqueada em uma árvore, você vai ter aquela habilidade o tempo todo e ela pode ser útil sempre e, se você não tem um equipamento com um bônus A ou B, vai ficar defasado em uma determinada situação. Tudo é uma questão de microgerenciamento do seu inventário. Além disso, com o tempo, suas armas podem ainda ser aprimoradas.

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Com os recursos certos acumulados o suficiente, você pode elevar as armas mais fracas com miras, silenciadores e outros benefícios de amplo alcance, para que nada pareça é um desperdício se você não quiser usar mais. Além disso, você não precisa se livrar daquela arma que tem um apego porque ela ficou mais fraca do que outras.

A personalização, em geral, é um grande foco neste jogo. Claro, para quem não quer ficar personalizando armas ou procurando sucata, o jogo também oferece algumas armas prontas com recursos e modificações exclusivas. Claro, a sucata não será usada apenas para a evolução do seu personagem ou das suas armas. Você também precisará evoluir e melhorar a sua base, então, não despreze totalmente os recursos que o jogo te dá, mesmo que você não queria ficar modificando armas e equipamentos. Suas bases também fornecem estruturas que ajudarão em sua jornada, melhoria das habilidades e alguns mini-games divertidos.

Por mais divertidas que essas armas personalizáveis e mini-games possam ser, elas também provocam uma “fuga da imersão” quando dizem que são armas da ‘guerrilha’. Dentro da proposta de jogo que sempre foi Far Cry, com todas as licenças poéticas e divergências históricas (podemos dizer que Blood Dragon é o ponto máximo nesse setor) razoáveis, disparar uma rajada de fogos de artifício coloridos de um tanque simplesmente não é “como as guerrilhas são travadas”, e você não precisa ser um especialista nisso para saber.

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Lita e alejo
Lita e Alejo

Essa parte me lembrou, inclusive, uma missão de Genshin Impact, em que explodimos fogos dentro do castelo da Shogun, e daquele filme “A Entrevista” (com James Franco e Seth Roger), que eles estão dirigindo um tanque e ouvindo Katy Perry.

Então, embora elas criem opções mais interessantes do que os tradicionais lança-foguetes, elas ajudam a te “tirar da experiência” que a Ubisoft está supostamente tentando oferecer. Você não se sente um guerrilheiro e sim como um membro de gangue de Saints Row que vai bater em soldados com um dildo bat.

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Revolucionários, Ditadores e Pets

Além de Dani, que como dito antes, pode ser um homem ou uma mulher (recomendo jogar com Dani mulher, por sua voice actor Nisa Gunduz), sendo a primeira vez que você vê o seu personagem e ele tem uma voz ativa no jogo.

“Sempre que você está contando uma história sobre guerrilhas ou revolução, você precisa ‘entrar’ esse personagem como um veículo”, disse o diretor narrativo de Far Cry 6, Navid Khavari, em uma entrevista sobre o assunto. “E então ter um protagonista silencioso não ia funcionar para nós, para contar a história de forma eficaz. E eu acho que desde o início foi, ‘Como podemos contar uma narrativa épica que também é dirigida por personagens?’ Eu acho que vendo Dani, experimentando o progresso da sua jornada e suas interações com outras facções e grupos rebeldes, você consegue ver e sentir as opiniões de Dani, seus pensamentos sobre o que está acontecendo. Portanto, foi extremamente importante.”

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Além dela, há o feroz ditador de Yara, Antón Castillo (o “garoto propaganda” do jogo interpretado por Giancarlo Esposito), e seu filho que não deseja mais ser uma peça nos jogos do pai, Diego, um presidente em treinamento que é muito menos dogmático. Sua dinâmica familiar é explorada em cenas ao longo de Far Cry 6, como entrevistas na TV local ou pronunciamentos, bem como em alguns, mas não muitos, encontros cara a cara, como o que aconteceu no barco. Esses talentos criam uma tensão real quando você está na presença deles e instigam o jogador a continuar a história.

Claro, as vozes em português, feita por Marcelo Pissardini (responsável pela voz do ator na série Breaking Bad), confere aquela familiaridade necessária para que você se envolva um pouco mais com o personagem, como se já o conhecesse de algum lugar. Se você gostava dele em Breaking Bad, talvez você goste dele aqui. E se não gostava, talvez você adore odiá-lo aqui em Far Cry 6.

Quase todos os outros – desde personagens coadjuvantes excêntricos que você recrutará até subordinados fascistas que você “removerá” do mapa – aparecem como “pura encheção de linguiça” de Far Cry. Você conhece eles. Você sabe como esses personagens tendem a ser desenvolvidos. Alguns deles têm um pouco mais de personalidade do que outros, como Juan Cortez, um “mestre guerrilheiro”, cansado do mundo que equipa Dani com armas desajeitadas, incluindo uma mochila que dispara mísseis, e El Tigre, uma lendária revolucionária que imediatamente se afeiçoa a Dani e se refere a ela como “Bebê Tigre”. O resto deles? Eles não ficarão muito tempo no seu caminho. Pro bem ou pro mal. Claro, nesse departamento podemos destacar os pets que você encontra pelo caminho:

Muy guapo
Muy Guapo

Guapo: Um crocodilo de jaqueta que é uma força letal e você não precisa imaginar muito o que ele pode fazer com os inimigos.

Chicharon: Um galo punk com penas pintadas de verde e um piercing no bico e muita atitude. É hilário ver os soldados de Antón reagindo as “investidas” do Chicharon.

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Chorizo: Chorizo é a coisa mais fofa de toda a ilha de Yara. Um dashound (ou mais conhecido como “salsichinha”) cadeirante que pode ser usado como distração para ataques furtivos.

Para aqueles que não gostam de ouvir os diálogos dos NPCs ou ler as descrições das missões, você pode pular a conversa das mais de 50 missões de histórias existentes no game. Como o jogo é um tanto familiar nesse ponto, você pode querer agilizar a conversa sobre o motivo do NPC quer que você vá lá queimar a plantação de drogas pela décima vez. Não é ruim você ter a opção, mas não abuse, pois poderá perder alguns detalhes interessantes da história de Far Cry 6.

Afinal, é bom ou não é?

Colocando tudo na balança, sim o jogo é muito bom! Não é o mais inovador dos Far Cry’s (Blood Dragon e Primal levam esse título pra mim). Você tem aquela “formulinha” do jogo e eles a seguem sem arriscar sair muito dela: Um local com belas paisagens, vasto espaço para se explorar, ação desenfreada e muitas explosões, um vilão carismático e assustador, que rouba a cena por sua personalidade megalomaníaca, motivações ambíguas e poucos (ou nenhum) escrúpulo para concretizá-las.

Bugs no jogo? Tem. É claro que tem. Não é incomum que um grande game de mundo aberto tenha bugs, mas eu não encontrei nenhum que quebrasse o game de forma a deixá-lo não jogável. Eram coisas esporádicas que surgiam pelo cenário, como mortes um pouco mais esquisitas, gente que continuava falando normalmente enquanto pegava fogo. Coisas que, se você não estiver olhando, você nem vai perceber.

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O teste benchmark mostra a estabilidade do jogo

Claro, talvez o jogo pudesse “sair da casinha” um pouco, mas isso não é um incomodo, principalmente para os fãs mais fiéis da franquia. Na verdade, é um alívio para eles, já que algumas mudanças que aconteceram no Far Cry 5 não foram tão bem-vistas pelos fãs da velha guarda de Far Cry.

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Para mim, que tive pouco contato com a série Far Cry, jogar Far Cry 6 é uma boa novidade que me entregou uma boa história e me motiva a ir atrás dos games anteriores para conhecer os vilões dos jogos anteriores. Não sou o maior fã de FPS, mas tenho muita vontade de ver o porque os jogadores gostam tanto do vilão Vaas, de Far Cry 3, e de Pagan Min, de Far Cry 4.

Onde Comprar?

Xbox One (otimizado para o Series S/X)R$ 275,95
Ubisoft StoreR$ 249,99
Epic GamesR$ 249,99
PlayStation StoreR$ 279,90
Far cry 6
Far Cry 6

Far Cry 6

Gráficos
Música
Diversão
Jogabilidade

Ficha Técnica

Desenvolvedor: Ubisoft Toronto
Distribuidor: Ubisoft
Plataformas: Amazon Luna, Google Stadia, Microsoft Windows, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One e Xbox Series X/S.

Prós:
Uma grande história com personagens carismáticos;
Protagonista com voz e personalizável;
Músicas animadas com um toque de ritmos caribenhos;
Chorizo;

Contras:
Faltou sair um pouco da “zona de conforto” para ser mais “revolucionário”
Alguns aspectos do jogo tiram o jogador da imersão;
Sistema de crafting pode parecer confuso no começo;

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4.8

Requisitos Mínimos e Recomendados

Far Cry 6 não é um jogo leve. Você precisará de uma máquina de última geração para jogar o game com o máximo de qualidade e com ray tracing ligado. Se você não faz questão de jogar a 60FPS ou mais e em qualidade 4K ou todos esses recursos que os jogos atuais incluem, você pode tentar com um computador um pouco mais modesto. A Ubisoft pensou em todos e criou um jogo que todos possam aproveitar. Se o seu PC é capaz de lidar com os jogos mais atuais sem problemas, é bem possível que você consiga jogar Far Cry 6 também. Além disso, o jogo fica bonito em qualquer resolução. Veja os requisitos:

Requisitos mínimos para jogar em 30 fps

Sistema operacionalWindows 10
Espaço em Disco:60 GB disponíveis
ProcessadorAMD Ryzen 3 1200 1200 @ 3. Ghz ou Intel Core i5-4460 @ 3.1 Ghz
Memória8 GB (Dual-channel mode)
Placa de vídeoAMD Radeon RX550 (4 GB) ou NVIDIA GeForce GTX 960 (4 GB)
DirectXDirectX 12

Requisitos recomendados para jogar em 60 fps

Sistema operacionalWindows 10 (64-bit)
Espaço em Disco:60 GB disponíveis
ProcessadorAMD Ryzen 5 3600X @ 3.8 Ghz ou Intel Core i7-7700 @ 3.6 Ghz
Memória16 GB (Dual-channel mode)
Placa de vídeoAMD RX Vega 64 (8 GB) ou NVIDIA GeForce GTX 1080 (8 GB)
DirectXDirectX 12

Requisitos recomendados para jogar em 2K, 60 fps e sem Ray Tracing

Sistema operacionalWindows 10 (64-bit)
Espaço em Disco:60 GB disponíveis
ProcessadorAMD Ryzen 5 3600X @ 3.8 Ghz ou Intel Core i7-9700K @ 3.6 Ghz
Memória16 GB (Dual-channel mode)
Placa de vídeoAMD RX 5700XT (8 GB) ou NVIDIA GeForce RTX 2070 Super (8 GB)
DirectXDirectX 12

Requisitos recomendados para jogar em 2K, 60 fps e com Ray Tracing ligado

Sistema OperacionalWindows 10 (64-bit)
Espaço em Disco:60 GB disponíveis
ProcessadorAMD Ryzen 5 5600X @ 3.7 Ghz ou Intel Core i5-10600K @ 4.1 Ghz
Memória16 GB (Dual-channel mode)
Placa de vídeoAMD RX 6900XT (16 GB) ou NVIDIA GeForce RTX 3070 (8 GB)
DirectXDirectX 12

Requisitos recomendados para jogar em 4K, 30fps e com Ray Tracing ligado

Sistema operacionalWindows 10 (64-bit)
Espaço em Disco:60 GB disponíveis
ProcessadorAMD Ryzen 5 5900X @ 3.7 Ghz ou Intel Core i7-10700K @ 3.8 Ghz
Memória16 GB (Dual-channel mode)
Placa de vídeoAMD RX 6800 (16 GB) ou NVIDIA GeForce RTX 3080 (10 GB)
DirectXDirectX 12

Agora, deixe aí nos comentários: Você curtiu o novo jogo de Far Cry? Achou a ilha de Yara bonita? Gostou do Chorizo? Aproveite e leia mais reviews no nosso site.

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Paulo Fabris é um jornalista, escritor, RPGista, gamer, cosplayer, nerd e fã de animes desde a época da TV Manchete.