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Steel Rats – Review/Análise

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Bom, a algum tempo atrás peguei Steel Rats na esperança de ser um jogo incrível. Mas, infelizmente, já adianto a vocês que nem tudo na vida são flores. Trabalhar com videogames é uma caixinha de surpresas, em vários momentos jogos te surpreendem, seja pra cima ou seja para baixo. Confira comigo aqui nessa review.

História de Steel Rats

Steel Rats conta a história de uma gangue de motoqueiros que leva o mesmo nome de jogo, que jurou proteger a cidade de robôs alienígenas invasores, que são chamados de Latas-Velhas (clichê).

No jogo você começa com o personagem Toshi, um motoqueiro nipo-americano que é um gênio mecânico e prodígio engenheiro (um verdadeiro Tony Stark sobre rodas);

E então, você desbloqueia outros personagens através da história, já que durante a invasão das máquinas a gangue toda se separou. Seguindo, o segundo personagem que encontra é o James, um personagem velho que tem uma moto blindada e aguenta toneladas de tiro. Ainda um pouco mais pra frente, é desbloqueado Randall, que tem uma história mais interessante que os outros personagens, de fato; Randall era um artista de manobras de um circo alemão, então tem um jeitão meio louco e adora fazer manobras perigosas e ser inconsequente. E por fim, liberamos Lisa, uma personagem que parece que acabou de sair de uma cena de Mad Max. Em sua lore, descobrimos que ela é Brasileira (?) e cresceu nas ruas da cidade costeira. Como esse grupo se juntou eu sinceramente não sei, já que os personagens parecem sair diretamente de um grupo de apoio.

Brincadeiras a parte, a história não é tão profunda, portanto, os diálogos não fazem você criar uma super carisma pelos personagens, e também não torna todos necessários para a história do game rodar.

Steel Rats: personagens/história

Jogabilidade

Aqui , definitivamente temos o PIOR ponto de Steel Rats, o game apostou em uma jogabilidade de 2.5D que sinceramente tem controles muito confusos e duros. Você passa muita raiva jogando quando manda a moto fazer um movimento e ela faz outro totalmente diferente; Isso quando não morre e spawna do lado e um inimigo que instantaneamente te mata e você tem que começar a fase do zero porquê não tem mais vidas para o respawn.

De qualquer forma, a jogabilidade não era para ser difícil; Os analógicos movimentam, o R3 troca de motoqueiro, X/quadrado utiliza o ataque, Y/triângulo pula, LB/L1 atira, B/bola gira e contra ataca, e A/X utiliza uma motoserra que fica no pneu da frente da moto (sim, sabemos que não faz nenhum sentido).

O jogo corre com fases que duram entre 3 a 5 minutos cada, caso você não morra nas diversas pegadinhas que o jogo te coloca e também não procure por todos os colecionáveis. O jogo é dividido por partes, onde cada uma conta um pedacinho da história, fazendo com que te desperte um pouco de curiosidade sobre o enredo do game.

Cada motoqueiro tem sua habilidade única, como por exemplo Toshi tem um robô companheiro que atira nos inimigos quando você aperta X/quadrado; Já James, bate com a parte da frente da moto no chão, fazendo com que uma onda saia de sua moto, dando dano em todos os inimigos à sua frente.

Mecânicas

O jogo trás diversas maneiras de utilizar a moto durante o game, em relação a mecânicas de jogo. Uma das que mais gostei e achei interessante, foi uma na qual você segura o botão A/X e gruda em uma plataforma e segue correndo, como se tivesse um imã. Achei que foi algo simples que acabou incrementando bastante na gameplay, fazendo com que a mesma tivesse um diferencial bastante legal.

Para questões de alavancas e mais, o jogo usou um sistema onde você aperta L3 para prender a sua roda e pode acelerar ou freiar para subir ou descer um elevador, por exemplo. Nesse mesmo esquema, existem alguns postos onde você pode recuperar a “saúde” da sua motocicleta.

Customização e upgrades

O jogo também tem partes de customização com a moeda do jogo chamada sucata (forte abraço, Mad Max). A customização envolve skins para cada personagem e também para a moto do mesmo; As opções são bem pequenas, mas condizem com o tamanho do game. Já na parte de upgrade, sinceramente não vi muuitas vantagens; Os upgrades não te dão tanta vantagem assim, já que na maior parte do tempo você depende mais do comando do jogo funcionar como você gostaria e também ter a sorte de desviar de uma pegadinha a tempo.

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Gráficos

Bom, chega de falar de coisas ruins sobre o jogo, vamos dar uma vitória para o game! O gráfico é o maior ponto positivo do jogo, de verdade. O game conta com um desenho muito bonito e bem feito, tanto no cenário, quanto nos personagens, que embora tenham uma história meio vazia, são muito bem desenhados e te passam uma característica única. Em relação aos vilões, o jogo deixa um pouco a desejar em relação a variedade visual das máquinas, embora todas tenham um gráfico que ainda assim é muito bonito e bem desenhado.

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Áudio

O áudio também é um ponto positivo para o game; Os sons das motos, tiros, explosões são muito bons, assim como a trilha sonora do game, que é bem bacana também (e te faz ficar menos pistola quando morre pra algum bug do jogo). Em geral, o áudio é muito polido em relação aos personagens, os personagens são muito bem dublados (em inglês);As vozes são bem interessantes e dão uma vida a mais para cada personagem, tendo cada um uma voz bem convincente com a sua personalidade in-game.

E aí, vale a pena comprar Steel Rats?

Bom, na minha opinião, se você quiser jogar o jogo de forma muito casual quando você não está com vontade de jogar nada da sua biblioteca, o jogo cumpre sim sua função. Mas, se você é um cara que gosta de jogar com uma imersão e história, pode esquecer.

Claro, tenho uma ressalva em relação ao preço; O jogo custa na Steam, sem promoção o valor de R$36,99; O que acho muita coisa para um jogo desse. Porém, o jogo já chegou custar R$3,70 segundo o site Steamdb e nas últimas promoções, entrou por volta de R$19,00.

Geral da análise

História4.8
Jogabilidade3.9
Gráficos7.5
Áudio6
Lucas Votto
O autorLucas Votto
Redator
Estudante de Jogos Digitais e aspirante a programador. Viciado por jogos de LEGO e estratégia.

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