Você Conhece Punhos de Repúdio?

Financiado pelo Catarse, Punhos de Repúdio mostra uma cidade fictícia afetada por uma pandemia e uma protagonista que está muito revoltado com isso

Vamos falar sério, a gente sabe que está havendo uma pandemia por aí e que não está fácil para ninguém enfrentar esses tempos. A distância dos amigos e da família, o uso incomodo de máscaras (principalmente no calor) e as restrições ao comércio são um assunto grave demais para todo mundo no país. E, infelizmente, há quem colabore para que tudo fique ainda pior.

Você que está aí, se cuidando desde o ano passado e fazendo a sua parte para que tudo isso acabe o mais rápido possível não fica revoltado ao ver que tem gente que ainda nega os impactos do vírus e finge que nada está acontecendo apesar do número elevado de vítimas? Isso não te deixa revoltado? Bom, em uma cidade fictícia, acometida por uma pandemia fictícia, uma garota chamada Laura resolveu tomar uma providência contra esses negacionistas.

Pois ela está muito p…

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Hora de socar uns babacas

É hora de Punhos de Repúdio

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Boladona” vai ficar é a cara dessa galera

Punhos de Repúdio é um game brasileiro indie, criado pelo Estúdio Braindead Broccoli, como um beat’up satírico que mistura elementos de jogos como Final Fight e Streets of Rage (você percebe a influência logo na primeira tela com a história passando ao som do tema do game com uma batida bem brasileira), Doom e elementos da nossa cultura popular em todo o cenário.

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Você verá propagandas de cerveja que lembram muito marcas conhecidas, localidades e situações típicas do cotidiano brasileiro, enquanto enfrenta os mais diversos tipos de inimigos que se negam a usar suas máscaras e cuidar de todos durante a pandemia. Além dos elementos no cenário, toda a briga é embalada ao som de batidas eletrônicas clássicas dos games de porradaria misturadas aos ritmos nacionais como o funk e metal.

O jogo já começa com uma mensagem bem clara de que aquilo é ficção e que a empresa não apoia a violência de nenhuma forma e depois te avisa que o jogo não salva NUNCA, então, é bom estar preparado para ir do início ao fim em uma jogada. Então a história da cidade feliz que foi acometida por um vírus mortal ao som de uma música que lembra muito as compotas por Yuzo Koshiro e Motohiro Kawashima para o aclamado Streets of Rage da Sega. Então, basta “apertar qualquer coisa” para começar.

Os gráficos desenhados a mão são grandes e tem detalhes o bastante ára deixar qualquer fã de um bom desenho satisfeito. Você vai andar, desce a porrada em todo mundo, ouvindo um satisfatório barulhinho de algo meio “amaciado e úmido” (sério, eu achei o barulhinho muito legal de ouvir. Será que sou sádico ou coisa assim?) enquanto bate e as onomatopeias com gírias típicas como “boladona” ou “xabláu” quando completa os combos.

Na demo disponível na Steam, você poderá experimentar a primeira fase do jogo e perceber que a jogabilidade é bem simples e direta. Um botão para socar forte, um para socar fraco, um agarrão, um para pular e um para chamar um “Especial”, um Trabalhador Essencial que atropela os inimigos com a sua moto. Combine pulo e ataque para dar uma voadora, agarre inimigos e bata neles, jogue um em cima do outro. Nada que você não conheça de outros beat’ups.

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Quem precisa de um carro da Swat atirando napalm?

Você não encontrará armas ou power-ups durante essa demo, exceto o de saúde, mas elas estarão na versão final do game, como é possível ver nos trailers. Durante a minha gameplay não foram vistos bugs ou problemas. Talvez, no máximo, uma hit-box um pouco injusta para os inimigos que te acertam mesmo você estando “acima” deles. Mas, não é nada que atrapalhe o jogo.

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A campanha do Catarse foi um sucesso e bateu a meta de R$ 5 mil nas primeiras 24 horas. Atualmente, o projeto já arrecadou o suficiente para concluir o lançamento do projeto e ainda garantir 3 personagens jogáveis já revelados, quatro estágios, multiplayer local para até 4 jogadores, versões para PC, Mac e PlayStation 4, caminhando em direção a lançamentos para Xbox One e Nintendo Switch, além de diversas recompensas para os apoiadores.

Entre as coisas legais, o game Punhos de Repúdio promete:

  • Arte e animações feitas à mão.
  • Enfie a porrada nos seus inimigos com uma grande variedade de socos, chutes, agarrões e cabeçadas!
  • Cenários brasileiros autênticos, feitos por quem conhece, cheio de pequenas referências e easter eggs
  • Músicas retrô com um batidão brabo!
  • Busque justiça contra os vilões que ameaçam a sua cidade!

Entre as recompensas que você poderá ganhar por apoiar o projeto estão cópias do jogo Punhos de Repúdio, pôsteres, broches, adesivos, camisetas, nome nos créditos e até mesmo estar no jogo, como um NPC. As maiores compensas ainda oferecem participação nos grupos de Discord e WhatsApp com a galera do desenvolvimento, jogar as versões demo e dar feedback a equipe. Você ainda poderá ganhar uma máscara personalizada do game (para colecionar, não para usar)!

A história

Essa cidade já foi um lugar feliz e sorridente… Até que, um dia, um vírus mortal se espalhou. Esse vírus mudou a forma como as pessoas vivem suas vidas, fazendo com que todos entrassem em um estado de auto-quarentena, saindo na rua apenas para o essencial e usando máscaras como medida de segurança.

Porém… uma certa porcentagem irracionalmente fanática da população decidiu ignorar tais medidas, colocando em risco a vida de todos.

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Infelizmente, a única forma de combater esses idiotas egoístas é através dos Punhos de Repúdio.

Conforme nossas heroínas avançam pelo mundo do jogo, elas encontrarão um caos cada vez maior assolando essa sociedade completamente fictícia. Isso tudo provocado pelos maiores vilões do jogo: eles são líderes políticos e religiosos que gostam de morte e que vão distribuir muito remédio falso, mentir sobre o isolamento e fazer de tudo para sabotar o SOS, o Sistema Ótimo de Saúde.

Em meio à total fúria contra os pseudocidadãos e os fanáticos vilões, os Punhos de Repúdio terão que lidar ainda com a perseguição do vil e covarde comandante dos negacionistas fanáticos.

As Personagens

Até o momento, foram revelados três personagens no game. Laura, Nina e Olga. Cada uma representando os arquétipos típicos de beat’ups. Sendo a Laura a personagens mais “equilibrada” do jogo, com combos, golpes e velocidade balanceada. Nina com uma personagem mais versátil e que ataca com um robô que ela leva na mochila e Olga a “peso-pena” da equipe, muito mais rápida que as outras. A quarta personagem jogável, ainda não revelada, será a mais forte e mais pesada de todas.

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Laura está muito p… com todo mundo
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Pronta pra socar negacionistas da ciência
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Vai socar todo mundo rapidamente e voltar pro quarto
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Será que ela é forte?

Uma mensagem bem clara

É fácil ver quem são, fazendo um paralelo com a nossa realidade, quem são os “vilões” (e quem é o último chefão do game) e quem são os “mocinhos” em Punhos de Repúdio. Você verá críticas a religiões mais fundamentalistas e inimigos típicos das manifestações de apoio ao atual governo do presidente Jair Bolsonaro, como gente usando camisetas da seleção brasileira e portando bandeiras nacionais.

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Críticas as fake news do WhatsApp, representado principalmente pelo último chefão da Demo, o “Tiozão do Zap”, que ataca com suas fake news e, em sua segunda forma, se aglomera em um monstro de desinformação e ignorância com outros negacionistas, mostram bem o que a equipe do game pensa sobre o assunto. Jornais que publicam apenas a sua versão dos fatos também estão presentes.

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Um dos babacas do jogo

Do outro lado, as cores das bandeiras dos movimentos LGBTQIA+, personagens com visual mais alternativo (em contraste dos inimigos mais conservadores), feministas e tudo o que é criticado pelos atuais apoiadores do governo estão do lado “do bem”. Nada está mascarado (desculpe o trocadilho) aqui. A mensagem é clara e direta aos negacionistas da pandemia.

O jogo tem esse viés e foi uma grande sensação na internet quando o primeiro trailer foi divulgado na metade do ano passado. Causou, obviamente, essa divisão em um cenário extremamente polarizado, mas a mensagem do game é bem direta para aqueles que ainda se negam a ver os problemas que o vírus vem causando ao nosso país.

Se você é alguém que crítica as ações do atual governo em relação a forma que combate a pandemia, então, Punhos de Repúdio é o jogo para você. Se você é um apoiador ou membro de uma religião mais conservadora e fundamentalista, é provável que se sinta ofendido com a forma que o jogo representa estas pessoas. Alguns comentários das redes sociais pedem a inclusão de “inimigos vermelhinhos que também não usam máscara”, mas não sabemos se eles serão ou não inclusos.

Conversamos com Luiza Bartolette sobre o Game

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A social media da Braindead Broccoli, Luiza Bartolette, sobre o jogo e as novidades que virão em relação ao Punhos de Repúdio. Luiza tem uma formação voltada para área de negócios e seguros e, como ela mesma disse “já tinha vontade de mudar de profissão e vi no Punhos de Repúdio a oportunidade perfeita. Hoje sou muito feliz neste projeto e pretendo seguir na carreira de Social Media com certeza! “

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Married Games: Olá, Luiza! Gostaria de começar agradecendo você por ter topado falar com a Married Games. Pode falar um pouco sobre a Brainhead e um pouco sobre os projetos que vocês já realizaram?

Luiza Bartolette: Olá, eu que agradeço pelo espaço e oportunidade de falar um pouco sobre nosso jogo. Este é o primeiro projeto da Braindead, somos uma equipe multidisciplinar formada por 6 pessoas. Parte da equipe se conhecia anteriormente, mas outra parte se conheceu através deste projeto.

MG: O Punhos de Repúdio já chegou na internet causando bastante polêmica! Alguns adoraram a ideia e alguns não. O que você pode falar sobre esse jogo para quem não conhece?

LB: O Punhos é um jogo beat’em up que conta a história de uma pandemia fictícia onde inimigos negacionistas se recusam a usar máscaras e fazer distanciamento social, causando enorme revolta nas protagonistas. A abordagem é satírica e caricata, com uma trilha sonora envolvente e animações feitas à mão.

MG: Apesar de bastante evidente, quais são as influências dele ou ele nasceu da vontade de jogar um jogo assim e vocês não encontraram nenhum por ai?

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LB: O jogo nasceu em julho do ano passado, quando o Kainã (nosso artista) viu notícias de pessoas nos bairros nobres do Rio de Janeiro desrespeitando a quarentena em uma época de pico nos óbitos. Ele e o Ulisses (programador) já haviam conversado sobre iniciar um jogo no estilo fliperama, inspirado em Scott Pilgrim e Streets of Rage, mas a pandemia foi o que fez eles começarem. No mesmo dia, já estava pronta a primeira build com combate básico.

MG: Dentre todas as plataformas para as quais o jogo será lançado, qual foi a que deu mais trabalho de fazer e por que? Quais foram as dificuldades que vocês tiveram no desenvolvimento? A pandemia atrapalhou muito?

LB: Por enquanto, a de Linux deu bastante trabalho, pois tentamos (e ainda estamos tentando) abarcar o máximo de distribuições e máquinas possíveis.
O jogo é todo feito remotamente, com boa parte da equipe jamais se conhecendo pessoalmente, embora mesmo assim sejamos muito unidos! A pandemia atrapalha por reduzir nossas possibilidades no mundo físico, além de ter um alto custo psicológico – pela doença e pela quarentena. Mas nossa equipe começou a trabalhar já em quarentena, então nós estamos “acostumados”.

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Negacionistas atacando a Laura

MG: Há um tempo atrás, ali por volta de 2018, havia também um beat-up do “mito”, mas ele foi removido das lojas após algumas reclamações. Não acham que pode acontecer algo similar ao Punhos? Tipo “ah. o jogo do Repúdio pode e do ‘mito’ não, por quê?”

LB: Não vemos relação. O jogo em questão defende violência contra minorias por serem minorias e foi proibido após ordem judicial afirmando exatamente isso. As razões para os personagens serem inimigos no nosso jogo são muito diferentes, como é óbvio. Dessa forma, quem tentar classificar os dois jogos como similares de qualquer maneira não entendeu pelo menos um dos dois jogos e está suscetível a todo tipo de falsa simetria.

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MG: Como está a negociação com as plataformas como a Nintendo e a Sony? Elas são bem receptivas aos projetos e aos estúdios indie ou há ainda alguma resistência por parte delas, preferindo desenvolvedoras maiores e de games triple A?

LB: Até o momento, dentro do contato que tivemos, não houve resistência. Com fãs tão dedicados, a campanha assegurou que podemos mostrar a viabilidade comercial do jogo. Estamos bastante confiantes de sucesso total junto às plataformas. Há processos burocráticos e adaptações a fazer para cada nova plataforma suportada, então vai demorar um pouquinho após o lançamento no Windows e Linux para começarmos o lançamento nas demais plataformas.

A Campanha no Catarse

MG: O jogo foi um sucesso no Catarse, com cinco vezes mais do valor necessário para o lançamento. O que vocês acham que se deve esse sucesso? Muita identificação com a situação do jogo ou algum outro fator?

LB: A identificação é, sem sombra de dúvidas, um dos principais fatores. As pessoas se identificam não só com a temática, mas com o estilo de jogo, com as referências nos cenários e personagens. Além disso, trabalhamos duro para fazer um jogo mecanicamente bom, então as pessoas sabem que ao apoiar estão adquirindo um jogo tecnicamente bem-feito.

MG: E quanto ao lançamento do jogo? Pelo Catarse, a estimativa é de que ele seja lançado em dezembro (sim, eu me tornei apoiador), certo? Qual o estado do game hoje e quantos por cento dele etá pronto?

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LB: Muito obrigado (de novo) pelo seu apoio!! A gente fica muito contente =)

O jogo passou por importantes reformulações desde a demo, sendo hoje já um jogo muito diferente do que era, até pela inclusão de multiplayer e expansão do cenário para que seja mais interativo. Focamos muito em planejamento e escalabilidade no início deste ano e, desde então, estamos colocando mais e mais conteúdo e variedade de ações para o jogador. É difícil estimar o % de conclusão do jogo no momento, mas a data de lançamento segue prevista para o segundo semestre de 2021!

MG: Muitas desenvolvedoras indie brasileiras usam incentivos fiscais, incentivos da Ancine ou outros tipos de apoio similares, vocês recorreram a esse tipo de apoio ou foram direto para o Catarse? E por que usar o financiamento coletivo?

LB: Ainda não. Não tivemos tempo ou oportunidades de obter incentivo fiscal desse tipo ainda. O financiamento coletivo foi o que mais se encaixou com a história do nosso desenvolvimento mesmo: o jogo está sendo feito apenas por conta do sucesso que fez quando lançamos a demo. Acho que o crowdfunding é um reflexo disso e fez muito sentido pra gente conseguir sustentar o desenvolvimento e a qualidade do jogo.

MG: Punhos é o primeiro game da Braindead, mas, com o sucesso do Catarse para o jogo, você já estão pensando num próximo game?

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LB: Só começamos a pensar nisso porque perguntaram nas entrevistas!
O foco é mesmo no Punhos de Repúdio e, depois, lançá-lo para novas plataformas e manter o suporte ao jogo. Com tanta coisa pra fazer, é difícil pensar no próximo trampo ainda, nosso ânimo tá todo no Punhos.

Trailer da Olga

Sobre o game

MG: Além da Laura, o jogo ganhou a personagem: a Nina, graças ao apoio do Catarse. Além delas duas, o jogo terá mais surpresas, mais personagens jogáveis? O que mais podemos esperar de Punhos de Repúdio?

LB: Terminada a demo e vendo o sucesso que tivemos, foi inevitável partir para a inclusão do multiplayer, algo muito esperado pelos jogadores fãs desse tipo de game. Queríamos fazer personagens com estilos de combate diferentes entre si, até pra ser legal jogar de novo com outra personagem pra ver como é.

A Nina, por exemplo, já apresenta algumas diferenças importantes por conseguir atingir vários inimigos ao mesmo tempo usando o seu robozinho. Na última semana, a gente apresentou a Olga através de um trailer e teremos a revelação da quarta e última personagem em breve. Graças ao apoio do pessoal no Catarse, a gente tá trabalhando duro pra deixar elas bem divertidas pro pessoal jogar.

MG: A Nina é uma personagem mais focada no ataque em vários inimigos e a Olga qual é a especialidade dela no jogo? E sobre o multiplayer do Punhos, ele será só local ou haverá o multiplayer online também?

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LB: A Olga é a personagem mais rápida do jogo. Ela corre rapidão e desce o pé na cara dos inimigos com as botonas que ela usa, dando umas piruetas e etc. Ela é a peso-leve do jogo. A escolha pra quem gosta jogar com personagens mais ágeis.

Por enquanto, temos o multiplayer local para até 4 jogadores anunciado. O multiplayer online é um desejo, claro, mas fora do escopo no momento.

Trailer do multiplayer

MG: Achei os cenários incríveis de Punhos! Aquela parte em que chegamos perto de uma área e tem o cartaz parecido com uma certa igreja, eu tive de parar o jogo para rir. Temos mais referências como essas nas próximas fases? Dá pra adiantar alguma coisa para o pessoal da Married?

LB: Que legal, a gente se esforçou muito pra colocar vários detalhes e referências maneiras! Como o jogo tem escopo de uma história sucinta e cheia de surpresas, a gente tá evitando os spoilers das fases pra fazer um enredo muito impactante, como foi a demo!

MG: Até o lançamento, como você espera que esteja o nosso país? Espera que, até lá, a Laura já não tenha mais que estar tão revoltada? E não sente que o jogo pode ficar “datado”?

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LB: Tomara que esteja muito melhor! Com a vacinação patinando e a contaminação nas alturas, infelizmente ainda estamos longe disso. Com o jogo saindo no segundo semestre, acredito que a Laura ainda estará bastante revoltada.

Dito isso, a gente tá fazendo um jogo pra ser um fliperama bom de jogar, então o game em si não é tão dependente da atualidade do tema. A gente acha também que o que estamos passando na atualidade certamente será estudado por muitos anos e é muito importante que haja esse registro histórico, no nosso entendimento.

MG: E haverá alguma coisa do Punhos para o mobile? Vocês tem planos para portar o game para celulares?
LB: Tomara que um dia dê pra chegar lá. Por várias questões gráficas e de jogabilidade, o jogo precisaria de algumas adaptações importantes e não temos como garantir as versões de celular por agora. Nosso desejo é sempre que todos joguem, mas precisamos garantir também que a qualidade seja relativamente uniforme entre as plataformas.

MG: E só pra finalizar, mande um recado para o pessoal da Married Games.

LB: Muito obrigada pelo espaço e oportunidade de falar um pouco mais sobre o Punhos de Repúdio, é um prazer para nossa equipe. E pra quem leu até aqui, corre lá e apoia a campanha, estamos na reta final mas ainda dá tempo! Valeu pessoal!

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Gostou de Punhos de Repúdio? Então apoie!

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Esse jogo de comunistas, ‘talkey

Se você curtiu a temática do game e ficou curioso, a campanha via até o dia 28/05/2021 e possui um valor promocional para quem quer uma chave do jogo. Então, acesse a campanha do game no Catarse e aproveite, pois, quando lançar, certamente ele não estará nesse valor. Ainda está na duvida? Então baixe a demo na Steam e confira a qualidade do jogo por você mesmo.

Conte para nós se gostou ou não de Punhos de Repúdio aí nos comentários e aproveite para ler mais sobre games indie no nosso site.

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Paulo Fabris é um jornalista, escritor, RPGista, gamer, cosplayer, nerd e fã de animes desde a época da TV Manchete.

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