Como se tornar um Streamer

O modelo de distribuição de conteúdos Over The Top permite identidade visual própria, maiores possibilidades de monetização e é a principal tendência deste mercado

Já pensou em se tornar um streamer? Você sabia que o mercado de plataformas de streaming valerá US$ 1 trilhão em 2027? Certamente é uma boa oportunidade para empreendedores digitais, não? A chegada do HBO Max ao Brasil trouxe mais uma opção para a grande lista de serviços de streaming disponíveis em território brasileiro. Aquecido, o mercado das plataformas OTT atingirá o valor de US﹩ 1 trilhão até 2027, com crescimento anual de 29,4% – segundo estudo da Allied Market Research .

Diferentemente do que alguns acreditam, esta tendência não é algo acessível somente para as gigantes do entretenimento. Cada vez mais empreendedores digitais e empresas estão aderindo a esse modelo de negócio, usando sua própria plataforma de streaming para distribuir e monetizar conteúdos digitais com mais liberdade. Como? Graças ao modelo OTT, ou Over the Top.

Se tornar um streamer
Streamar não é só para jogos

FAQ Rápido

O que é ser um streamer?

O streamer é o profissional responsável por transmitir vídeos ao vivo na Internet.

O que é OTT?

Over The Top, OTT são plataformas de distribuição de vídeos e conteúdos na internet.

O que é o conceito de White Label?

Comprar um produto ou serviço de uma marca e revender como seu.

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Quanto ganha um streamer?

Um streamer parceiro da Twitch ganha de acordo com suas visualizações e seus ganhos iniciais variam de US$ 0,70 e US$ 1,40 por cada 1.000 visualizações.

O que Significa Over the Top?

Sigla para a expressão Over The Top, OTT são plataformas de distribuição de vídeos e conteúdos na internet. Com a OTT, qualquer pessoa ou empresa pode ter sua própria plataforma de streaming para distribuir conteúdos sem depender de terceiros.

Se você viveu os anos 90, deve se lembrar que, no final do ano, os canais de TV apresentavam a programação de filmes que eles transmitiriam durante o ano, certo? Em geral, eram aqueles filmes mais aguardados que tinha saído do cinema a cerca de 3 ou 4 anos atrás e ficaram em um período de exclusividade na TV por Assinatura e, quando eram finalmente anunciados o dia em que seriam transmitidos, garantiam picos de audiência. Alguns filmes mais longos, como Titanic, faziam com que o canal de TV mudasse sua programação, tirando programas da grade para não cortar o filme ou, às vezes, transformavam o filme em minissérie, passando ele em 3 capítulos.

A transmissão de “Rambo – Programado para Matar”, no SBT em 1988, fez com o que a Rede Globo passasse dois capítulos da novela “Vale-Tudo”, para combater a audiência. Quem apenas queria ver ambos os programas, ficava refém de ambas as redes de TV e ficava dividido entre os canais para poder assistir o que gostava. Isso é: quando os filmes eram realmente exibidos, pois não era incomum que filmes prometidos nunca chegavam a passar de verdade.

Atualmente, graças ao modelo Over-the-Top, isso não acontece mais.

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Over the Top, ou OTT, significa essa descentralização do poder de decisão do que podemos assistir ou consumir na TV, Rádio ou outros meios de comunicação, sem depender da decisão do “topo”. Estamos, hoje em dia, “acima do topo”. Hoje, nós decidimos o que vamos assistir ou quando, em que plataforma ou veículo, sem depender de uma grade de programação. Hoje em dia, essa briga por audiência entre dois capítulos da novela contra um grande filme se tornou irrelevante, pois cada membro de uma família pode ver o que quiser em seu próprio celular, PC, tablet ou mesmo na TV.

As emissoras de TV que antes controlavam o que nós iriamos ver e quando, hoje são apenas as produtoras de conteúdo e disponibilizam esse conteúdo em seus diversos canais, seja site de serviço de streaming, TV ou site com vídeos, e buscam nos chamar a atenção com a qualidade e exclusividade de um conteúdo.

O que é o White Label?

Um dos principais fatores para explicar o crescimento desse mercado foram os avanços tecnológicos, e mais especificamente, o conceito de White Label: comprar um produto ou serviço de uma marca e revender como seu. No mercado de tecnologia, isso significa adquirir um software diretamente do desenvolvedor e se preocupar somente com o conteúdo disponibilizado por lá.

“Com a maior facilidade no acesso à tecnologia, houve uma redução nos custos para se ter uma plataforma adaptada à própria identidade visual. Isso abriu portas para muitos empreendedores digitais e empresas”, explica Daniel Arcoverde, Cofundador da Netshow.me , referência do mercado brasileiro de OTTs – o oitavo maior do mundo segundo a consultoria Frost & Sullivan .

A Netflix é a OTT mais famosa do mercado e possui o maior volume de assinantes ativos no mundo. Entretanto, o formato dos conteúdos distribuídos em uma OTT pode ir além dos vídeos gravados. É possível contemplar transmissões ao vivo, podcasts, textos, imagens e muito mais. “Isso possibilita que uma diversidade enorme de nichos criem a própria OTT com os formatos de conteúdo que se adequem melhor à audiência e ao momento de consumo, enriquecendo a experiência do usuário. Na Netshow.me, temos um portfólio de clientes de OTTs que varia entre esportes, investimentos, empreendedorismo, odontologia e até dança”, conta Arcoverde.

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Como se Tornar um Streamer e ter minha OTT?

Além disso, ter a própria plataforma de streaming permite ao produtor de conteúdo maiores possibilidades de monetização do que plataformas sociais, como o YouTube, por exemplo. Essa autonomia é possível pelo fato da plataforma não depender de algoritmos e regras estabelecidos por terceiros, tornando o negócio mais rentável. Com a OTT, é possível vender planos de assinatura e até vendas pontuais por Pay-Per-View.

Justamente por essas vantagens, este modelo se torna cada vez mais utilizado por empresas e produtores de conteúdo que buscam vender cursos e criar uma esteira de produtos digitais para ganhar dinheiro online. “Como a plataforma é adaptada à identidade visual da marca, isso fortalece a autoridade do empreendedor digital e facilita a construção de um negócio escalável e rentável”, diz Arcoverde.

A democratização dessa ferramenta para empresas e produtores de conteúdo também fez com que muitas organizações buscassem replicar o formato para a comunicação corporativa. “As plataformas OTT se mostraram uma solução inovadora e com ótimos benefícios para engajar colaboradores e maximizar os resultados de ações de comunicação corporativa e eventos”, explica Arcoverde.

Quais os formatos de vídeo usar na OTT?

Você pode ter a sua própria plataforma de conteúdo e criar a sua própria OTT? Claro! É exatamente sobre isso que estamos falando! Em sua OTT você pode usar conteúdo gravado e ao vivo na sua estratégia. Ou os dois! Não é necessário escolher somente um dos tipos – afinal, este tipo de plataforma permite que você mescle ambos do melhor jeito que agrade ao seu público ou que seja viável para você. Para isso, avalie o tipo de conteúdo que você pretende criar, a estrutura de produção que você tem disponível (e se você pretende investir nisso) e principalmente, o que o seu público quer e costuma assistir.

Aliás, para começar, um bom streaming precisa de um bom equipamento, então, você pode conferir a nossa matéria especial com os melhores editores de vídeo grátis e as melhores webcams para todo o tipo de necessidade, seja trabalho homeoffice, falar com a família ou streamar. Ou pode conferir essas ofertas que escolhemos para você agora mesmo na Amazon.

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Confira quais os formatos possíveis:

Transmissão ao vivo

Atualmente um dos principais formatos usados por quem quer começar a streamar seus vídeos. Aqui você liga sua câmera e começa o seu conteúdo, sem precisar de muita edição ou cortes. Através dos sistemas de OTT você também pode fazer transmissões ao vivo online. Neste formado você pode transmitir cursos online, masterclasses, treinamentos internos, gameplay e ações de comunicação interna, além de shows (um mercado que cresceu muito durante a pandemia), esportes e qualquer outro evento que você desejar.

Video On Demand

O Video On Demand (VOD) é o mesmo formato utilizado pelas grandes plataformas de streaming, como a Netflix, Disney + e Amazon Prime. Você tem o seu conteúdo gravado e disponibiliza para o seu público assistir quando quiser. Você pode criar o seu catálogo de conteúdos e alimentar constantemente a sua plataforma com novos vídeos seus ou de parceiros.

Conteúdo Misto

Aqui é a simples mescla de ambas as formas de conteúdo. Você deve criar o conteúdo da forma que forma melhor para você e seu público. Algumas plataformas, como o Youtube, permitem a mescla, enquanto o Twitch é mais indicado para lives.

Lives ou gravado, você escolhe
Lives ou gravado, você escolhe

Quais tipos de monetização de uma OTT?

Se você quer que a sua plataforma de OTT se torne uam fonte de renda, então, existem alguns modelos de monetização que você pode explorar:

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Subscription Video On Demand

Sigla para Subscription Video On Demand (Assinatura de Vídeo Sob Demanda), o SVOD é o modelo de assinaturas. Aqui é quando você se torna um “apoiador” do canal, pagando mensalmente uma taxa que o criador do conteúdo fixa. Em troca, você pode receber algum tipo de conteúdo exclusivo, como vídeos só para apoiadores, emojis ou acesso exclusivo para algo como um grupo exclusivo em sites como o Discord ou no WhatsApp.

Transactional Video On Demand ou Pay-per-view

TVOD é sigla para Transactional Video On Demand, ou o famoso Pay-Per-View. Seu público paga por cada conteúdo que assistem individualmente, sem planos de assinatura. Isso pode ser para um conteúdo muito esperado ou especial, como uma partida de futebol ou filme.

AOTT ou Anúncios Pagos

Já o AOTT – conhecido como Advertising – é o modelo mais “tradicional” de monetização. Neste modelo, o usuário não paga pelo acesso e a receita vem por meio de propagandas que passam no começo ou no meio dos vídeos ou na plataforma. Basicamente é como aqueles comerciais da TV ou anúncios do Youtube.

SSOVOD ou Conteúdo por Acesso Único

O SSOVOD, sigla de Single Sign-On Video On Demand, é um modelo mais fechado de acesso ao vídeo. Você precisa se logar em um site para ter acesso ao conteúdo. Isso significa que os usuários precisam ter acesso a intranet da empresa geradora de conteúdo para acessá-lo.

Sobre a Netshow.me

A Netshow.me é referência em soluções de gerenciamento, distribuição e monetização de vídeos e conteúdos digitais. Criada em 2013, a empresa começou oferecendo uma plataforma de shows online e expandiu seu portfólio de soluções ajudando empresas a executarem seus projetos de transmissão ao vivo – seja com software profissional, produção de vídeo ao vivo e link de internet dedicado. Com a aquisição da SignUp em 2018, entrou no mercado OTT, oferecendo plataformas de vídeos e conteúdos digitais personalizadas para empresas, empreendedores digitais e eventos online. Para saber mais, acesse o site oficial da NetShow.me.

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Agora, deixe nos comentários, você gostaria de se tornar um streamer e ter o seu canal? Já conhecia a Netshow.me? Tem algum canal em alguma plataforma? Fale conosco e aproveite para ser mais sobre streaming no nosso site.

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Paulo Fabris é um jornalista, escritor, RPGista, gamer, cosplayer, nerd e fã de animes desde a época da TV Manchete.