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Valorant não terá solo queue por conta de assédio

Relato de assédio em Valorant da Riot, mas que também acontece em League of Legends produtoras responsáveis por seus jogos tem dificuldades em diminuir o mal comportamento.

Relato de assédio em Valorant da Riot, mas que também acontece em muitos outros jogos como em League of Legends; e empresas responsáveis por seus jogos tem dificuldades em diminuir o mal comportamento.

No ínicio do ano, foi realizada uma pesquisa com a comunidade com quase 3.800 jogadores de League of Legends; monstrando que 79% deles foram assediados após uma partida com atitudes que variam de frases obscenas até repetidas solicitações de amizade; nota-se que isso quase se limita exclusivamente a jogadores que se indentificam como mulheres.

A princípio um pouco mais de homens tenha relatado abusos gerais, como insultos racistas, discurso de ódio ou spam de convites; as mulheres erma muito mais propensas a serem alvos de assédio sexual, 32% relataram receber comentarios e proposições sexuais, depois de uma partida; comparado a apenas 3% dos jogadores masculinos.

Enfim, parece que infelizmente esse mals hábitos estão sento passados para o novo jogo da Riot, o FPS Valorant. Durante a semana passada a designer de League of Legends e Teamfinght Tatics UX, a Rioter Greenily que compartilhou um clip jogando Valorant; onde um jogador do sexo masculino ficou fazendo prospostas repetidamente, ela disse “é assim na maioria das vezes nos chats de voz em filas solo, independentemente do jogo que estou jogando.”

“Quero viver em um mundo onde esses caras não estrague os jogos de outras pessoas. Onde as pessoas se sintam seguras para falar. Mas a realidade é que em geral, os chats de voz; para uma tonelada de mulheres, o modo de se manter seguras é identificando pessoas assim sendo e ficando em silêncio ou mutadas”, Twittou ela.

“Eu também quero dizer que alguém também JÁ estava tipo “eu já vi MUITO pior” e também “pare de choramingar, tem pior”, 1. Minhas relações não se limitam apenas ao ocorrido nesse UNICO CLIPE. Isso porque eu já joguei muitos jogos online. 2. NÃO é um jogo olímpico de assédio. Pare com qualquer assédio.”

Como a Riot vem lidando com o mal comportamento

Os tweets dela levou a produtora executiva do Valorant, Anna Danlon, a dizer em resposta que, devido às suas experiências com toxicidade online, ela não joga solo; uma declaração de alguem que, antes de cinco anos na Riot, passou uma década na Treyarch como produtora da série de Call of Duty.

A Riot vem enfrentando esse problema no League of Legends há mais de uma década; o Sistema de Honra, que tem o objetivo de promover o bom comportamento, anunciado em 2012; mas não foi o suficiente para acabar com o mal comportamento do jogadores.

O problema não é só em League of Legends, a maioria dos jogos tem problemas com isso e se esforçam para tentar manter o assédio sob controle, mas obviamente isso não está dando certo.

Medidas tomadas

Atualmente Valorant tem uma ferramenta de geração de relatórios intregada, o que já é padrão de jogos online, bem como um política declarada de proibição de comportamentos inadequandos.

“Esperamos que nossos jogadores se comportem com decoro. A competição só é divertida quando saudavél e teremos um sistema para sinalizar jogadores que optaram por ignorar o protocolo”, diz o site do suporte do Valorant. “O seguinte inclui, mas não está limitado a, alguns dos comportamentos que podem ser banidos do Valorant:”

  • Linguagem ofensiva, ofensa dirigida a outros jogadores.
  • Qualquer tipo de discurso de ódio, como homofobia, sexismo, racismo e capacidade.
  • Estragar intencionalmente o jogo com ações que atrapalham o jogo de outros jogadores.
  • Linguagem ou comportamento desnecessáriamente perturbadoras que atrapalha a partida para outros jogadores.
  • Nomes inadequados no jogo

“Em qualquer jogo competitico, esperamos que os espíritos fiquem altos e as coisas fiquem tensas, não vamos proibir ninguém de se emocionar por ganhar ou perder. Mas também sei que algumas experiências podem ir além do entusiasmo; é isso que eu não estou de acordo. A realidade é que , para os assediados, pode ser um desafio jogar um jogo de forma competitiva, porque você precisa primeiro se proteger do assédio convidatitvo, ou vc fica em silêncio para manter a paz”, disse Donlon em um comunicado.

“Sabemos que este é um problema difícil de resolver e levará tempo, mas me sentiria irresponsável aceitando isso como o status quo. É por isso que priorizamos o desenvolvimento de comunicações sem voz, como chamadas de voz de personagens para eventos de jogos (como ver o inimigo com o pico) e o sistema de ping no jogo. Mas isso é apenas o começo, continuaremos priorizando e investindo recursos nesse espaço. Eu me responsabilizo por liderar um jogo em que qualquer um possa competir com segurança em todo o seu potencial sem medo de ser intimidado ou gritado. É um objetivo muito ambicioso, mas volte com a gente no caminho e manteremos a conversa “.  

Veja também: Valorant | Jett consegue fazer aliados voar.

Taina Quini
O autorTaina Quini
Redatora / Designer
Designer e Redatora Web, com muitas horas perdidas em Dofus, esquecida no universo tentando resolver os puzzles da vida.

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