Notícias

Violência X Games

                Existem muitos textos e lugares que tentam gerar a discussão sobre jogos em relação a violência. Eu entendo o conceito de violência em relação a entretenimento em geral, porem não concordo com o fato de veículos de mídia estarem utilizando de jogos como bode expiatório e alvo de culpa para problemas psicológicos que não tem influência única de meios de entretenimento, então hoje eu quero conversar sobre o que jogos influenciam, ou melhor, o que jogos ensinam e seus pontos positivos para a evolução da sociedade

A famosa Lei anti jogo recua e pode ser arquivada

                Pouco tempo atrás foi divulgado um novo projeto de lei que viabilizaria a criminalização de jogos violentos no Brasil. A dita PL-1577/2019, promovida pelo deputado Júnior Bozzella do PSL, definiria como ilegal o consumo, distribuição e manuseio de jogos eletrônicos.

                Claro que a lei foi totalmente rechaçada pelo publico e, logo na sequência, foi arquivada.

                Durante o final de semana passada (Mais exatamente, dia 12 de abril) foi realizada uma audiência pública na Alesp, e que tratou do assunto sob a supervisão de membros do governo e especialistas sobre o tema. O evento que foi organizado pelo Deputado Tenente Coimbra teve a apresentação de fatos referentes a indústria dos jogos de forma geral.

                Foram conversados sobre os pontos benéficos dos games e a situação do mercado brasileiro sobre o tema, também foi contextualizado sobre a posição dos E-sports em nosso pais.

Primeiramente: Vamos falar psicologicamente

                O artigo publicado, pela Universidade de Oxford, em fevereiro de 2019 no site The Royal Society sobre a relação em que jogos violentos teriam influência em pessoas para realizarem ações violentas enquanto pessoas que não jogam não teriam alterações. A pesquisa consultou 2008 indivíduos, com idade entre 14 e 15 anos, em duas metades. Os que jogam e os que não.

                O estudo utilizou uma combinação de subjetivos e adjetivos para medir a agressividade dos adolescentes. Os responsáveis dos jovens também auxiliaram com informações para auxílio. Como resultado não teve nenhuma evidência de que jogos violentos incentivam violência.

                Segundo Andrew Przybylski, diretor de pesquisa no Instituto de Internet da Oxford:

          “A ideia de que videogames violentos levam a agressão no mundo real é popular, mas não foi muito bem testada ao longo do tempo. Apesar do interesse no assunto por pais e legisladores, a pesquisa não demonstrou que existe motivo para preocupação.

                Netta Weinstein, co-autora do estudo comentou:

        “Nossas descobertas sugerem que os vieses de pesquisadores podem ter influenciado estudos prévios nesse assunto, e podem ter distorcido nosso entendimento dos efeitos de videogames.”

               O relatório completo está no site do Royal Society Open Science

Em segundo: Os pontos positivos de jogos

  1. As crianças do Autcraft               

Existem vários movimentos que utilizam de jogos para fins benéficos como é o caso do Autcraft, movimento que viabiliza a crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista) um servidor de Minecraft onde podem jogar entre sí com apenas as regras de não realizar bullying umas com as outras e não falar palavrões.
                O clínico geral e psicólogo Roberto Debski explica que o TEA compromete bastante o desenvolvimento de uma criança, ao limitar as suas habilidades de interação social e comunicação. Fora isso, o pequeno pode ficar inseguro para participar de atividades em determinados locais.
                Segundo o médico, jogar pelo Autcraft faz com que a pessoa administre melhor essas questões. Afinal, tende a se sentir melhor e mais acolhida pelos outros jogadores, já que todos se encontram em condição semelhante e livres de julgamentos. 
                Debski ainda destaca que games como Minecraft trabalham a capacidade de planejamento e as habilidades manuais.

  • Jogo é usado para ajudar paciente com Esquizofrenia

A esquizofrenia é um transtorno mental que causa dissociação da realidade. Ou seja, o paciente tem dificuldades em distinguir o que é real do que não é. Os principais sintomas são delírios e alucinações. A estimativa é que 70% das pessoas com esquizofrenia sofrem alucinações auditivas, o que chamamos popularmente de “ouvir vozes”, e desta parcela, ainda existe uma porcentagem que não respondem ao tratamento com medicamentos.

                Porém, uma pesquisa envolvendo um game bem simples pode ajudar com isso. Realizada por uma equipe da University of Roehampton e da King’s College, ambos de Londres, esta pesquisa envolveu doze pacientes diagnosticados com esquizofrenia. E o resultado os ajudou a desenvolver técnicas para diminuir os sintomas das alucinações auditivas.

                As pessoas que sofrem com esquizofrenia e estas alucinações, tem um córtex auditivo mais ativo. Sabendo disso, a equipe utilizou um jogo onde os pacientes precisavam pousar um foguete usando apenas o cérebro. E com a ajuda de um equipamento de ressonância magnética, eles monitoraram a atividades destes pacientes.

                A Dra. Natasza Orlov, do King’s College, explicou que doze pessoas são uma amostra pequena. E ainda é necessário um grupo de controle para terem números realmente expressivos. Ainda assim estes são resultados bastante promissores, e o próximo envolve realizar testes com grupos ainda maiores.

  • Videogame ajuda no aprendizado, coordenação motora e pode melhorar a atenção

                Antigamente, os jogos eram limitados e exigiam menos dos jogadores, porém, com o passar do tempo, eles foram se aperfeiçoando e hoje exigem habilidade, movimentos maiores e harmonia corporal.
                Por isso, atualmente, o videogame pode melhorar a coordenação motora, o aprendizado e a atenção de quem joga. Além disso, existem ainda jogos que permitem que a pessoa dance ou faça exercícios físicos – nesse caso, a atividade proposta pelo jogo faz a pessoa mexer todo o corpo e gastar calorias de uma maneira divertida.
                Há ainda a possibilidade de usar os jogos na reabilitação terapêutica – na prática, o jogo faz com que o paciente que sofreu um trauma, AVC ou parada cardíaca, por exemplo, melhore seu desempenho e tenha resultados maiores em curto prazo

  • Como as Musicas de jogos de videogame te ajudam a se concentrar

                Segundo reportagem do Mega Curioso, as musicas e trilha sonoras de jogos tem uma grande habilidade harmônica e com isso possibilitam a maior concentração em tarefas diversas enquanto ouvimos estas trilhas.

                Conforme a matéria as trilhas compostas para fundo de cenas dos games tem como função ajudar na atenção em momentos chave das historias, o que possibilita que o ouvinte se foque mais em suas funções enquanto as ouve, pois está sendo indiretamente estimulado a isso.
                Um estudo publicado na Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, em 2012, concluiu algo que você já deve ter percebido: músicas com letras eram a principal distração dos participantes que estavam estudando no experimento. Há algo curioso aí, afinal quantas músicas de videogame possuem alguém cantando? Pois é, bem poucas. Acontece que as músicas dos jogos têm, no máximo, alguns sons bem simples feitos com voz, justamente porque nosso cérebro é treinado para detectar qualquer coisa que tenha relação com humanos – incluindo vozes –, e qualquer coisa além disso poderia distrair o jogador. 
                Outra característica dessas músicas é o volume. Músicas baixinhas e calmas são uma boa pedida para dar sono, né? Pois é exatamente por isso que as músicas tocadas nos jogos têm variações no volume e no ritmo, justamente para que sua atenção seja atraída. É claro que, se o volume ficar alto repentinamente, a atenção do jogador será desviada. Para evitar isso, a trilha sonora vai aumentando bem devagar. 

Em Terceiro: Você sabe como funciona a Midia do Video game no Brasil?

                Com pesquisas realizadas por diversos sites (Superdata – Games & Interactive Media Intelligence, The International Federation of the Phonographic Industry (IFPI), Box Office Mojo, The Numbers e PricewaterhouseCoopers) demonstraram o avanço da mídia dos jogos relação as outras mídias, como cinema e musica:

                No ano de 2016, enquanto o cinema alcançou o valor de US$25,6 bilhões com os 100 filmes mais lucrativos do ano e a musica alcançou a media de US$15 bilhões com um crescimento significativo devido a conteúdos via streaming, enquanto isso, nossos queridos videogames alcançaram uma media de US$91 bilhões somando todos os devices e plataformas marcando o posto de mais rentável, perdendo apenas para o conteúdo televisivo que alcançou um valor de US$289 bilhões com o crescimento do conteúdo por demanda.

Por ultimo: Minha opinião sobre violência nos jogos e suas influencias

                Estamos em 2019 em um mundo onde crises ocorrem, pessoas matam outras e muito disso é tornado como comum e levado a culpar as mídias (Tanto videogame quanto todas as outras) e isto é errado.

                É muito fácil colocar a culpa de algo em um meio e não procurar entender o que realmente levou a o ocorrido em primeira instancia, pois se realmente descobrirmos como as coisas estão chegando ao ponto de uma pessoa resolver matar outra, podemos tentar mudar as coisas.
                Jogos, assim como todas as outras mídias, tem controles de faixa etária, então é responsabilidade de pais ou parentes controlar os jogos, filmes ou qualquer tipo de entretenimento que seus protegidos tem acesso.

                Caso você tenha contato com qualquer pessoa que esteja com problemas, tanto físicos quanto psicológicos, não deixe esta pessoa achar que esta sozinha, ajude a pessoa a passar por esta fase ruim, em todas as cidades de médio porte para grande existem centros de atendimento psicológico gratuito exatamente para ajudar pessoas com qualquer tipo de dificuldade.

                Não vamos deixar que as coisas se repitam e que incidentes destes voltem a acontecer. A culpa não é dos jogos.

Falacomoflavio
O autorFalacomoflavio
Redator
Graduando de Marketing Digital, tentando ver as coisas sempre pelo maximo de lados o possível, colecionador de jogos antigos e novos

3 Comentários

  • eu não agredido nisso eu jogo jogos deste pequeno e agora vão culpar jogos por violência sério ata vai tomar no cu seus filhos da putá do caralho culpa jogos sério vá a merda

  • Vai tomar no cu serio culpa jogos assim por causaber da violência a vá a merda seus lixos culpar jogos por violência vai culpar a sua vó ou sua mãe desgraçaaaaaa porque não vão culpar o bolsonario oum putobolsonario ou melhor bolsonario puto

Deixe uma resposta

Você besta offline