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Criação de Sistemas de Partículas em Jogos

Saiba mais sobre a Criação de Sistemas de Partículas em Jogos

Você se lembra do jogo de estreia do PlayStation 4? Que foi anunciado junto com o console na época do lançamento? Para quem não se lembra, o jogo se chama Knack. Um jogo sobre um garoto e uma criatura que parece ser feita de pedra capaz de se desmanchar em várias pequenas bolinhas e absorver os inimigos para crescer.

Além de poder crescer, ele também podia “jogar fora” essa massa e voltar a um tamanho pequeno. Era uma coisa muito impressionante ver o quanto de bolinhas saiam voando pela tela e caindo no chão, cada vez que ele era atacado ou perdia uma vida. Mas, o lançamento desse jogo para o lançamento do console não foi por acaso.

A intenção deles era mostrar como aquele novo console poderia processar uma enorme quantidade de partículas na tela rápido, sem engasgar ou crashar! Além disso, criação de sistemas de partículas em jogos não é algo fácil e nem leviano.

A criação de sistemas de partículas em jogos feitos em engines como GameMaker Studio (site oficial), Unity (site oficial) e Unreal Engine (site oficial) é uma área crucial do desenvolvimento de jogos que adiciona um toque de realismo, imersão e beleza visual aos ambientes virtuais.

Esses sistemas permitem aos desenvolvedores criar uma variedade de efeitos visuais, desde simples partículas como fumaça e faíscas até efeitos mais complexos, como explosões, chuva e neve.

Vamos falar sobre o sistema de partículas, abordando os princípios básicos, as técnicas comuns de implementação e alguns exemplos notáveis de sistemas de partículas em jogos e se tiver dúvidas, deixe nos comentários.

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Princípios Básicos de Criação de Sistemas de Partículas em Jogos

Os sistemas de partículas funcionam baseados em um conjunto de partículas virtuais que interagem entre si e com o ambiente do jogo. Cada partícula é uma pequena imagem ou modelo 3D que possui propriedades como posição, velocidade, cor, tamanho e vida útil. Essas propriedades podem ser controladas para criar uma variedade de efeitos visuais dinâmicos.

Um jogo cheio de partículas

Componentes Principais:

Aqui estão alguns conceitos chave envolvidos na criação de sistemas de partículas:

  1. Emitente (Emitter): Representa a fonte das partículas. Define onde as partículas são criadas e, muitas vezes, controla aspectos como a direção inicial, a velocidade das partículas, e a taxa de emissão (quantas partículas são geradas por unidade de tempo).
  2. Partículas: São os elementos individuais que o sistema gera. Cada partícula tem seus próprios atributos, como posição, velocidade, cor, tamanho, vida útil (quanto tempo a partícula deve permanecer ativa) e a forma como esses atributos mudam com o tempo.
  3. Simulação: O cerne do sistema de partículas, onde o comportamento das partículas ao longo do tempo é determinado. Isso pode incluir física simplificada (por exemplo, gravidade, vento) e outros efeitos, como a alteração da cor das partículas para simular a queima ou a dissipação da fumaça.
  4. Renderização: A representação visual das partículas na tela. Isso pode variar de simples pontos ou quads (quadriláteros) com texturas até formas mais complexas. A renderização eficaz é essencial para criar um sistema de partículas convincente.

As técnicas comuns de implementação de sprites em jogos são:

1. Sprites Animados:

  • Uma técnica simples, onde cada partícula é representada por uma imagem 2D animada (sprite).
  • É eficiente em termos de desempenho e pode ser usado para efeitos como fogo, fumaça e faíscas.

2. Billboarding:

  • Nesta técnica, as partículas são sempre viradas na direção da câmera, garantindo que elas sejam sempre visíveis.
  • É especialmente útil para efeitos como folhas caindo ou explosões.

3. Técnicas de Física:

  • Algumas partículas podem ser simuladas usando física realista, como gravidade, colisões e atrito.
  • Isso pode ser útil para efeitos de água, areia ou simulações de fluidos.

4. Shader Effects:

  • Os shaders podem ser usados para aplicar efeitos visuais complexos às partículas, como distorções, brilhos e sombras.
  • Isso pode adicionar um alto nível de detalhes e realismo aos efeitos de partículas.

5. Técnicas de Otimização:

  • Os sistemas de partículas podem ser intensivos em termos de processamento, especialmente quando há muitas partículas na tela.
  • Técnicas de otimização, como agrupamento de partículas, culling e LOD (Level of Detail), são comumente usadas para garantir um bom desempenho.

Exemplos Notáveis de Sistemas de Partículas

A criação de sistemas de partículas é uma técnica utilizada em jogos e simulações para gerar e controlar um grande número de pequenos objetos gráficos, chamados partículas, que coletivamente representam fenômenos fluídos ou amorfos, como fogo, fumaça, névoa, faíscas, e mais. Este método permite aos desenvolvedores criar efeitos visuais complexos e dinâmicos com um custo computacional relativamente baixo.

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Unreal Engine 4

o Unreal Engine 4 é uma plataforma de desenvolvimento de jogos extremamente poderosa, conhecida por sua capacidade de produzir visualizações de alta fidelidade e experiências de jogo imersivas. Um dos recursos que destacam o Unreal Engine 4 é o seu sistema de partículas, que é utilizado para criar uma variedade de efeitos visuais e físicos complexos em tempo real. Vamos detalhar isso um pouco mais.

Sistema de Partículas

No Unreal Engine 4, o sistema de partículas é chamado de “Cascade”. O Cascade é um editor de partículas visualmente baseado que permite aos desenvolvedores e artistas criar e configurar sistemas de partículas complexos para uso em seus jogos e projetos de visualização. Usando o Cascade, é possível criar efeitos como fogo, fumaça, neblina, explosões, faíscas, e muito mais.

Características do Sistema de Partículas:

  1. Módulos: O sistema de partículas no Unreal Engine 4 é baseado em uma estrutura modular. Cada sistema de partículas é composto de vários módulos que controlam diferentes aspectos do sistema de partículas, como emissão, cor, tamanho, forma, e comportamento ao longo do tempo. Esses módulos podem ser personalizados e combinados de muitas maneiras para criar efeitos complexos.
  2. Simulação em GPU: Para efeitos altamente complexos, que envolvem um grande número de partículas, o Unreal Engine 4 suporta simulação de partículas na GPU. Isso permite que o sistema de partículas aproveite o poder de processamento de gráficos das GPUs modernas, resultando em desempenho muito melhor e permitindo a criação de efeitos visuais mais elaborados.
  3. Niagara: Embora o Cascade seja um sistema robusto, a Epic Games introduziu uma nova ferramenta chamada “Niagara”. O Niagara é o sistema de partículas de próxima geração do Unreal Engine 4, oferecendo ainda mais flexibilidade e controle sobre os sistemas de partículas. Ele foi projetado para ser mais modular, oferecer melhor integração com outros sistemas no Unreal Engine e facilitar a colaboração entre programadores e artistas.
  4. Física e Interação: O sistema de partículas no Unreal Engine 4 também pode interagir com o ambiente do jogo. Partículas podem reagir à física do mundo, colidir com objetos, ser afetadas por campos de força, e muito mais. Isso adiciona um nível de imersão e realismo aos efeitos criados.
  5. Visualização e Edição: Com o editor de partículas visual, é fácil trabalhar iterativamente nos efeitos, ver as mudanças em tempo real e ajustar as propriedades das partículas visualmente, sem a necessidade de escrever código.

Unity3D

Unity3D é uma poderosa engine de desenvolvimento de jogos que permite criar jogos 2D, 3D, realidade virtual (VR) e realidade aumentada (AR). O sistema de partículas é uma das muitas features que a Unity oferece para ajudar os desenvolvedores a adicionar efeitos visuais impressionantes aos seus jogos. O Unity usa o Shuriken Particle System para gerenciar efeitos de partículas.

Shuriken Particle System

O Shuriken Particle System é a ferramenta que o Unity oferece para a criação e gerenciamento de sistemas de partículas. Com ela, os desenvolvedores podem criar desde efeitos simples, como fumaça e fogo, até efeitos muito complexos e detalhados. Este sistema é altamente personalizável e otimizado, permitindo que os desenvolvedores alcancem os efeitos desejados sem comprometer o desempenho do jogo.

Aqui está um exemplo básico de como você pode usar C# para criar e controlar um sistema de partículas no Unity:

using UnityEngine;

public class ParticleSystemExample : MonoBehaviour
{
    // A variável para armazenar a referência ao sistema de partículas
    public ParticleSystem myParticleSystem;

    void Start()
    {
        // Verifica se o sistema de partículas foi atribuído
        if (myParticleSystem != null)
        {
            // Inicia o sistema de partículas
            myParticleSystem.Play();
        }
    }

    void Update()
    {
        // Exemplo de manipulação: parar o sistema de partículas depois de 5 segundos
        if (Time.time > 5f)
        {
            if (myParticleSystem.isPlaying)
            {
                myParticleSystem.Stop();
            }
        }
    }
}

Características principais:

  1. Módulos: O sistema de partículas do Unity é baseado em módulos. Cada módulo controla certos aspectos das partículas, como sua forma, tamanho, cor, movimento, etc. Os desenvolvedores podem ativar e configurar cada módulo conforme necessário para alcançar os efeitos desejados.
  2. 2D e 3D: O sistema suporta tanto partículas em 2D quanto em 3D. Isso permite a criação de efeitos em diferentes profundidades e perspectivas, ampliando as possibilidades de uso das partículas nos jogos.
  3. Curvas e Grades de Cores: Os desenvolvedores podem usar curvas e grades de cores para controlar propriedades como a velocidade, tamanho, rotação e cor das partículas ao longo do tempo. Isso permite criar efeitos dinâmicos e realistas.
  4. Colisão e Interação: As partículas podem interagir com o ambiente do jogo, colidindo com objetos e superfícies. Também é possível configurar para que as partículas afetem e sejam afetadas por forças físicas, como gravidade e vento.
  5. Performance: O Shuriken foi projetado para ser eficiente e desempenhar bem em várias plataformas e dispositivos. Técnicas como batching e culling são usadas para otimizar o desempenho do sistema de partículas.
  6. Emissão Programada: Além da configuração visual através do editor, os desenvolvedores podem programaticamente controlar a emissão de partículas, adaptando-se a eventos e ações específicas no jogo.
  7. Integração com o Editor: O sistema de partículas é totalmente integrado ao editor do Unity, permitindo que os desenvolvedores visualizem e ajustem os efeitos em tempo real.

Game Maker

No GameMaker, o sistema de partículas é um recurso poderoso que permite aos desenvolvedores criar efeitos visuais impressionantes, como fogo, fumaça, faíscas, chuva, neve, etc. Esse sistema é composto por diferentes elementos que, quando combinados, podem criar efeitos complexos e dinâmicos.

Principais Elementos

  1. Partículas (particles): São os componentes básicos dos efeitos. Podem ter diversas propriedades personalizáveis, como cor, tamanho, duração de vida, direção e velocidade.
  2. Sistemas de Partículas (particle systems): Encapsulam o ambiente onde as partículas são geradas e controlam as propriedades globais do efeito, como a gravidade e a área de emissão.
  3. Tipos de Partículas (particle types): Definem as características visuais e de comportamento de um grupo de partículas dentro de um sistema. Aqui, você pode configurar animações, formas, cores e outras propriedades visuais.
  4. Emissoras (particle emitters): São responsáveis pela criação das partículas dentro de um sistema. Eles determinam a taxa de criação de partículas, a posição inicial, e como as partículas são emitidas (como pontos, linhas, círculos, etc.).
  5. Atratores e Destruidores (particle attractors e particle destroyers): São elementos que podem afetar o comportamento das partículas depois que elas são emitidas, atraindo-as ou destruindo-as sob certas condições.

Como Usar

Para usar o sistema de partículas no GameMaker, geralmente você seguirá estes passos:

  1. Criar um Sistema de Partículas.
  2. Definir um ou mais Tipos de Partícula.
  3. Criar uma Emissora e associá-la ao sistema de partículas.
  4. Iniciar a emissora para gerar partículas.
  5. (Opcional) Configurar Atratores e Destruidores para afetar o comportamento das partículas.

Exemplo de Código

Este é um exemplo simples que cria um efeito de partículas na posição do objeto, com partículas do tipo “flare” na cor amarela. As partículas são emitidas em uma região elíptica ao redor do objeto. Aqui está um exemplo básico de como criar um sistema de partículas simples com GameMaker Language (GML):

// Criar o sistema de partículas
var sistemaParticulas = part_system_create();

// Criar um tipo de partícula
var tipoParticula = part_type_create();
part_type_shape(tipoParticula, pt_shape_flare);
part_type_color1(tipoParticula, c_yellow);

// Criar uma emissora
var emissora = part_emitter_create(sistemaParticulas);
part_emitter_region(sistemaParticulas, emissora, x - 16, x + 16, y - 16, y + 16, ps_shape_ellipse, ps_distr_linear);
part_emitter_burst(sistemaParticulas, emissora, tipoParticula, 100);

A Função das Partículas nos Games

Os sistemas de partículas desempenham um papel crucial na criação de experiências visuais imersivas e envolventes em jogos. Desde simples efeitos de fumaça até simulações complexas de fluidos, esses sistemas oferecem uma ampla gama de possibilidades criativas para os desenvolvedores explorarem. Com as tecnologias modernas de renderização e os poderosos motores de jogo disponíveis, os efeitos de partículas continuam a evoluir, proporcionando experiências visuais cada vez mais impressionantes aos jogadores.

FAQ Rápido sobre Criação de Sistemas de Partículas em Jogos

Como os sistemas de partículas são usados em jogos?

Os sistemas de partículas são usados para criar uma variedade de efeitos visuais, como fogo, fumaça, chuva e explosões. Eles adicionam realismo e imersão ao ambiente do jogo, tornando as experiências mais envolventes para os jogadores.

Quais os componentes de um sistema de partículas?

Os principais componentes são o emissor (que define onde as partículas são geradas), as partículas individuais (com propriedades como posição, velocidade e cor), campos de força (que afetam o movimento das partículas) e o renderizador (que desenha as partículas na tela).

Quais as técnicas comuns de implementação de partículas?

Algumas técnicas comuns incluem o uso de sprites animados para efeitos simples, billboarding para garantir que as partículas sejam sempre visíveis, simulações físicas para efeitos realistas, e shaders para aplicar efeitos visuais complexos.

Quais são alguns exemplos notáveis de partículas em jogos?

Exemplos notáveis incluem o sistema de partículas do Unreal Engine 4, usado para criar efeitos visuais impressionantes em uma variedade de jogos, o sistema de partículas do Unity3D, que oferece suporte para efeitos 2D e 3D, e os efeitos de partículas encontrados em jogos AAA como “The Last of Us Part II” e “Assassin’s Creed Valhalla”.

Fale conosco nos comentários e diga oque achou dessa matéria e aproveite para ler mais notícias e matérias, como por exemplo, sobre Motivos para usar a Unity, no nosso site.

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