Arcane: Saiba se vale a pena assistir a 1° série de League of Legends para a TV

É uma série legal? É cheia de referências ao jogo? Preciso ser um pró-player para entender o enredo? Eles vão pela top lane ou pela jungle? Descubra se Arcane é para você

A série exclusiva da Netflix, Arcane, é a primeira investida de League of Legends, o game da Riot, fora do seu mundo dos games para a TV. Já houve HQs e outros produtos fora da linha principal do jogo, mas, algo voltado para o público que é completamente leigo no MOBA (multiplayer online battle arena) e é um sucesso inegável no streaming. Isso atraiu muito a curiosidade daqueles que não conhecem o jogo e mais ainda os jogadores que queriam ver o que aconteceu com seus campeões preferidos.

A série foi anunciada para comemorar os 10 anos do lançamento do jogo e desenvolvida e produzida pela Riot Games e toda a animação foi feita pelo estúdio Fortiche Productions. Originalmente prevista para 2020, foi reprogramada para um lançamento em 2021 devido à pandemia COVID-19. O site Rotten Tomatoes relataram 100% de aprovação, com uma classificação média de 8,8 / 10, baseado em 15 opiniões de críticos e se tornou a série mais assistida da Netflix no mês de novembro.

Agora, a dúvida para você que quer se engajar na série de LoL é “Vale a pena ver? Eu não entendo nada do jogo!” e “Tenho medo do que fizeram com os meus personagens. Vale a pena ver?” A melhor forma de saber disso é lendo a opinião de quem viu a série e entende do jogo e de quem não conhece nada! Para saber a opinião de quem entende, falamos com nosso redator Sérgio Candido, Main Ashe Prata 3 e eu, Paulo, que não faço ideia do que seja um “Prata 3” no jogo e não curto MOBAS e jogos multiplayer no geral.

Nós dois vimos Arcane e vamos falar o que achamos da produção da Netflix para que você, fã ou não de League of Legends, decida se quer ou não embarcar nessa história no mundo de Runeterra.

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Arcane na Visão de um “Prata 3” em League of Legends – Por Sergio Candido

Sobre a série Arcane da Riot Games eu consigo fazer um breve resumo sobre minha opinião com um meme que explodiu essa semana no Twitter e outras redes sociais, “A Riot Games faz tudo maravilhosamente bem, menos jogos.”.

Brincadeiras a parte, eu particularmente, como alguém que joga League of Legends em uma média de 6 ou 7 anos digo que a série está muito acima de minhas expectativas! Pessoalmente quando foi anunciado à 1 ano mais ou menos a ideia de criar uma série sobre League of Legends, fiquei bem emocionado e ansioso para que a mesma saísse o quanto antes, mesmo tendo poucas expectativas… sabe como é, experiências traumáticas com filmes e séries de jogos famosos.

Bom, mas vamos aos motivos do por que eu ter gostado tanto da série, uma opinião sincera. Admito de cara que a série não é perfeita nem inovadora ou genial, de fato ela é muito bem produzida, construída e cumpre perfeitamente o objetivo de contar a história de VI e Jinx, a história é muito bem contada e completamente fiel ao que encontramos no site do LoL.

Mas podemos contar alguns detalhes bobos (para mim pelo menos), como por exemplo os pulos repentinos e longos no tempo do conto, ou também a falta de personagens memoráveis das cidades onde se passa, nada que vá estragar a experiência, mas são coisas bem bem bobas e que honestamente provavelmente ainda podem ser arrumados posteriormente.

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Vi e Powder eram felizes e não sabiam

Ainda faltam mais 3 episódios para terminar a série e eu adoraria que eles não parassem por Arcane, porque é simplesmente mágico ver todo um universo que você acompanha a alguns bons anos ganhando vida e popularidade, popularidade essa que fez com que Arcane fosse do dia pra tarde um dos assuntos mais comentados do Twitter… Além da série penso que vale a pena também comentar de toda a maestria que a Riot Games teve para ligar o jogo com a série, não digo apenas das skins completamente de graça para todos os jogadores, digo também de todo evento acontecendo e trechos inéditos da história sendo contados neste evento.

Finalizando meu raciocínio e opinião digo e reforço com todas as palavras que a série Arcane chegou “com os dois pés no peito” para fazer barulho mesmo, super recomendo que todos vejam, aqueles que gostam do universo, que não conhecem, que chegaram de paraquedas e até mesmo pra quem odeia, essa série está simplesmente fantástica para mim, ela tem um início que prende quem está assistindo nos primeiros minutos, um desenvolvimento impecável contando diversas histórias e os dois lados de todas essas histórias.

Conseguimos acompanhar e ficar intrigados com o desenrolar da vida de VI, Powder ou Jinx, Caitlyn, Jayce, Heimerdinger e até mesmo de Viktor e Ekko que aparecem muito pouco durante todos os eventos da série. Ênfase na história de Viktor e também do grande “líder do submundo”, o Vander, que mesmo a história mostrando minúsculos trechos da vida destes personagens, ainda assim é extremamente emocionante tudo o que acontece e envolve-os.

Por fim, minha nota final para Arcane é um 9/10!

Um Leigo Completo fala sobre Arcane – Por Paulo Fabris

League of Legends, assim como Dota, eu só conhecia por duas coisas: Sua comunidade que tem fama de ser bastante tóxica e por causa da Jynx. Se a comunidade é realmente tóxica, eu não sei se é verdade, mas isso, combinado com o fato de que eu realmente não sou fã de jogos PvP, multiplayer e competitivos no geral, é algo que realmente me afastou de qualquer vontade que eu tinha de jogar o game. Porém, a outra coisa, a Jynx e o resto dos personagens do jogo, é algo que eu sempre tive curiosidade de conhecer e entender suas histórias.

Queria saber mais sobre as histórias e descobrir quem são aqueles personagens que parecem tão interessantes, mas sem ter que jogar o jogo ou ficar horas lendo páginas na Wikia ou outras coisas como apenas ver vídeos com a leitura de seus backgrounds. Acabei deixando Runeterra completamente de lado, assim como fiz com Dota e Overwatch (outro jogo que gostaria muito de conhecer mais a fundo, mas que não me atrai). O anúncio da produção de Arcane foi algo que eu deixei completamente de lado.

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Agora, quando ele foi lançado oficialmente e o site de streaming me recomendava essa produção entre uma série e outra, meus amigos jogadores começaram a postar imagens e memes, imagens da Jynx com uma roupa mais “comportada” do que a sua versão do jogo, opiniões empolgadas sobre a animação e o que aconteceu naquele roteiro e naquele episódio, foi que eu decidi colocar a série para rodar na TV e acabei me surpreendendo. A começar até pela música de abertura, “Enemy” da banda norte-americana Imagine Dragons (que eu também tenho zero afinidade).

Tudo bem, começamos e a série começa focada na infância de Vi (que eu sempre achei que se chamava 6), Powder (que eu sabia que era a Jynx por causa do cabelo) e mais alguns moleques na cidade de Zaun (que é chamada de Subferia também) em uma tentativa de assalto frustrada quando Powder começa a mexer no que não deveria. Primeira coisa que fiz foi começar a pesquisar no Google se aqueles outros personagens apareciam no jogo. Não. Eram exclusivos da série (ou, pelo menos, não eram personagens jogáveis apenas). Outros personagens começavam a aparecer e eu queria saber se eles eram ou não parte do jogo enquanto via os episódios.

Vários detalhes na tela me chamavam a atenção, como um close em um determinado item, uma figura que se destacava das outras no meio de várias pessoas em um bar e outras coisas que os produtores costumam colocar em séries e episódios só para fazer aquele “agrado aos fãs”. Definitivamente a série deve ser muito mais legal para quem gosta do jogo e acha esses easter eggs escondidos.

De fato, apesar de baseada no jogo e, mesmo que você não sabia o que é ou não material extraído da sua fonte original ou adaptado ou inventado, é bem possível compreender toda a série. Existe um lugar belo e brilhante chamado Piltover e um submundo de gente excluída e desfavorecida chamado Zaun.

Em Zaun vivem Vi e Powder, duas irmãs (de sangue ou unidas por uma tragédia? Não sei). Vi é determinada e quer mudar a sua situação, mesmo que a força. Não aceita que Piltover sejá tão próspera e rica, enquanto o povo de Zaun passa fome. Powder é ingênua e só quer ganhar o respeito de Vi e deixá-la orgulhosa, mas, as coisas dão errado para ela e ela acaba estragando tudo, deixando todos frustrados o que a faz se sentir indesejada e incapaz de fazer algo certo.

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Em Piltover, conhecemos Jayce, um jovem brilhante vindo de uma família humilde que deve a sorte de ser admitido na prestigiosa Academia e trabalha em algo que revolucionará o mundo. Viktor, um jovem que veio de Zaun, fraco e doente, mas muito inteligente e que ajuda Jayce nessa pesquisa, além de Caitlyn, uma garota filha de uma família rica que quer se provar como uma pessoa que é muito mais do que uma menina mimada.

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Jayce representa o futuro brilhante de Piltover

Quando Vi e os meninos da Subferia entram no laboratório de Jayce e Powder rouba umas pedras brilhantes e o laboratório explode, uma velha rivalidade era os cidadãos da Subferia oprimidos e aqueles de Piltover reacende, obrigando ambos os lados a entrar em conflito. Tanto pelas suas diferenças culturais e sociais, quanto pelas maquinações do vilão Silco (personagem inédito da animação), fazem com que Piltover e Zaun entrem em guerra e isso muda a vida deles.

A velha luta de classes é o que move esses três primeiros episódios, lançados em 6 de novembro, e as consequências disso vem nos outros três episódios, lançados em 13 de novembro, e a conclusão em 20 de novembro, nos três últimos episódios.

Vemos Jayce se tornando um homem de sucesso e símbolo do progresso, graças a pesquisa dele e de Viktor, criando a Hex Tech, algo que mistura magia e tecnologia ao estilo steampunk. Caitlyn se torna uma Defensora (um tipo de policial da cidade) e se alia com Vi, agora uma ex-prisioneira, para entender o motivo dos ataques terroristas feitos por alguém que deixa uma marca colorida de um tipo de macaquinho risonho. Powder, sob tutela de silco, se transforma na insana e atormentada Jynx e Viktor, está morrendo de uma doença causada por sua infância nas áreas mais poluídas de Zaun.

Tudo isso, é muito viável de entender sem jogar nada de LoL. Então é possível assistir sem conhecer o jogo, apesar de a série deixar algumas coisas sem explicação, como por exemplo, que tipo de raças humanoides existem em Runeterra. Existem pessoas que parecem robôs, existem pessoas com uma aparência monstruosa com dentes afiados e existe o professor e conselheiro Heimerdinger. Uma criatura baixinha, peluda e que vive muito. Qual é a “espécie” dele? O que ele é? O que é o cachorrinho dele que se parece muito com ele? A série não faz questão de explicar.

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Leve os Campeões de Runeterra para casa

Então, vale sim a pena ver Arcane mesmo que você desconheça completamente League of Legends, afinal, não é a primeira vez que você vê uma série sobre a desigualdade social separando pessoas que se amam e as colocando em lados opostos da luta e nem sobre uma dupla de amigos que se tornam inimigos porque um ascende ao estrelato enquanto o outro se ressente nas sombras e um vilão que manipula isso por trás dos panos. Você poderá compreender todas essas tramas sem ter jogado nenhum minuto do game.

Assim como o Sérgio, minha nota para Arcane é um sólido 9/10, e só perde um ponto por essa falha em explicar algumas coisas que deveriam ser explicadas no primeiro momento em que um personagem aparece, como é o caso do Heimerdinger. Quem joga deve saber qual é a “espécie” dele e quem não, só sabe que é uma bolinha de pelos muito inteligente. Se você não se importa com isso, então a série é 10/10. Não afeta a história não saber, mas, seria legal se dessem esse detalhe para os não-jogadores.

E por fim, Caitlyn e Vi é real! Não importa o que digam. Elas são um casal e pronto (e as publicações que vi sobre o assunto em alguns grupos de redes sociais me confirmaram que sim, infelizmente a fanbase de LoL tem uma parte bem tóxica e me afastou ainda mais do jogo.)

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“Você é gata, Cupcake”

Assista Arcane, jogando LoL ou não

Baseado no mundo por trás de League of Legends, Arcane mergulha no delicado equilíbrio entre a cidade rica e utópica de Piltover e o subterrâneo oprimido e decadente de Zaun. Conhecida em Runeterra como a “cidade do progresso”, muitas das mentes mais brilhantes chamam essas cidades de lar. Mas a criação de hextech, uma forma de qualquer pessoa controlar a energia mágica, ameaça esse equilíbrio. A história segue as origens de dois icônicos campeões da Liga – e o poder que os separará.

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Como o jogo no qual é baseado, Arcane é voltado para um público “14+” e lidará com assuntos mais adultos e é exclusivo da Netflix, tendo a sua primeira temporada composta por 9 episódios divididos por três arcos. Agora, deixe nos comentários, você assistiu Arcane? Achou legal a série? Fale conosco e aproveite para ler mais sobre filmes e séries no nosso site.

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Paulo Fabris é um jornalista, escritor, RPGista, gamer, cosplayer, nerd e fã de animes desde a época da TV Manchete.