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Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça -Legado de Sucesso não Faz um Jogo Bom

Um jogo que traz o legado da franquia Arkham nas costas e ainda não consegue agradar. Veja nosso review de Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça

A Rocksteady (site oficial) foi a responsável por um dos melhores, se não o melhor, jogo de super-heróis e franquia de jogos das gerações mais atuais com seus games da série Arkham do Batman.

Ela conseguiu de forma muito precisa traduzir toda a violência e estilo de combate mais “cru” do herói urbano, sem exagerar na fantasia, mas ainda deixando uma coisa heroica e quadrinesca.

Com pulos, socos fortes e equipamentos tecnológicos característicos do personagem, o jogo se destacou em meio a uma multidão de jogos licenciados de heróis feitos as pressas para coincidir com lançamentos de filmes no cinema e minerar dinheiro dos fãs.

E parece que estamos diante de mais um caso destes com Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça. Um jogo como serviço da Warner e Rocksteady que se passa no mesmo universo da franquia Arkham e é focado na Força Tarefa X (popularmente conhecido como Esquadrão Suicida), um grupo de vilões e bandidos que são enviados para missões impossíveis.

Será que ser protagonista de um jogo como serviço de sucesso é uma missão para esse grupo de desajustados? Será que o game faz jus ao legado da franquia Arhkam? Vamos falar um pouco sobre esse novo lançamento da Warner Bros. Games e DC Comics e, se você ficar com dúvidas, é só deixar nos comentários.

Requisitos para PC

Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça é um jogo de gráficos bonitos e jogabilidade que enche a tela de elementos rápidos e muitos tiros, então, seu computador terá que ter uma boa configuração para rodar o game com qualidade. Veja os requisitos:

Jogo:Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça
DesenvolvedorRocksteady Studios
PublisherWarner Bros. Games
PlataformasPlayStation 5, Xbox Series X e Series S, Microsoft Windows
GênerosJogo eletrônico de tiro, Jogo eletrônico de luta
ModoMultijogador
DLCSim, cosméticos
Requisitos Mínimos
Sistema OperacionalWin 10 (64 bit)
ProcessadorIntel i5-8400 or AMD Ryzen 5 1600 3.20 GHz
Placa de vídeoNVIDIA GTX 1070 or AMD Radeon RX Vega 56
DirectXVersão 12
Armazenamento65 GB de espaço disponível
Outras observaçõesRAM 16 GB (2×8)
Requisitos Recomendados
Sistema OperacionalWin 10 (64 bit)
ProcessadorIntel i7-10700K or AMD Ryzen 7 5800 X3D
Placa de vídeoNVIDIA RTX 2080 or AMD RX 6800-XT (16GiB)
DirectXVersão 12
Armazenamento65 GB de espaço disponível
Outras observaçõesRAM 16 GB (2×8)

Uma Missão Suicida

O game começa quando, dentro do Asilo Arhkam, o local para onde os criminosos mais perigosos e insanos de Gotham, ou do Universo DC, são presos, soldados do projeto Cadmus, uma força especial secreta do governo, recolhe alguns dos “hospedes” do Asilo e os leva embora para algum lugar misterioso.

Tubarão-Rei (que é bem diferente daquele visto no filme e interpretado por Sylvester Stallone), Arlequina (sem a voz de Margot Robbie ou Kaley Cuoco, e sim de Tara Strong), o Pistoleiro e o Capitão Bumerangue, estão presos e sem saber o que aconteceu. Eis que então surge Amanda Waller (nem um pouco parecida com a atriz Viola Davis), a líder do Cadmus, que oferece a chance de saírem de lá se fizerem algo por ela.

Amanda waller
Amanda Waller

Enquanto o grupo se recusa a entrar no jogo de Waller, ela deixa uma seringa tecnológica em uma mesa, dizendo que implantará bombas neles, se eles não toparem participar de sua missão. Pistoleiro e os outros decidem que não participarão e que ninguém faria nada.

Mas, enquanto esperam, o Capitão Bumerangue, um dos vilões da galeria do Flash, se liberta de suas amarras e corre em direção a seringa, forçando os outros a fazerem o mesmo.

Em meio aos créditos do jogo, os vilões brigam pela posse da seringa e implantam as bombas nas cabeças uns nos outros (uma cena que não faz o menor sentido na verdade), facilitando o trabalho de Waller.

Com o Esquadrão devidamente preparado, a missão deles deve ser entrar na Sala de Justiça e pegar itens e armas pertencentes aos heróis. A invasão ocorre, funcionando como um tutorial básico de movimentação, pulo e tiros, até que eles encontram o que procuram.

O Pistoleiro pega uma mochila a jato genérica, Arlequina pega o gancho e um drone de vigilância do Batman (que funciona bem similar ao gancho dele nos jogos Arkham) e o Capitão bumerangue uma braçadeira que dá acesso a Força de Aceleração (a fonte dos poderes do Flash), enquanto o Rei-Tubarão declara que tem seus próprios poderes.

Com os itens em mãos, eles se preparam para sair da Sala de Justiça e, novamente, temos um tutorial de movimentação, agora com os novos itens, e quando chegam a saída percebem que a missão deles é muito maior, mais complicada e, principalmente, suicida do que o que estavam imaginando que seria.

Santo Desperdício, Batman

Quando foi anunciado, Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça parecia algo que, mais uma vez, mudaria os paradigmas de como se fazer um jogo de super-heróis novamente. Saindo pelas mãos da Rocksteady, que conhece e construiu aquele universo do comecinho até o seu fim em Batman Arkham: Knight, de 2015, os fãs pensaram “O que poderia dar errado?”

Somente a declaração da Warner de que ela queria lançar todas as suas maiores franquias como Jogos como Serviço. Ou seja, um jogo focado principalmente em microtransações, passe de batalha, venda de skins, missões genéricas que podem ser feitas milhares de vezes e uma pincelada de enredo apenas para colá-las de forma minimamente coerente.

Claro, há jogos como Serviço bem-feitos e que estão aí no mercado há anos com jogadores que adoram passar horas farmando itens para fortalecer seus personagens?

Claro que há. Creio que Destiny 2 é um exemplo disso, mas, existe um mar de Marvel’s Avengers em meio ao segmento de Game as Service e apenas um ou dois Destiny 2 boiando solitário nessas águas.

Além disso, a maior parte da comunidade de jogadores, quando pensa em “jogos como serviço”, automaticamente pensa em “vão entregar um jogo feito de qualquer jeito, encher de skin e tentar arrancar nosso dinheiro”.

Marvel avengers
Nem o sucesso do MCU salvou Marvel’s Avengers

E não é sem razão, já que há um histórico grande jogos desse tipo que são lançados, monetizados e, quando as coisas não funcionam bem, abandonados pela desenvolvedora e ficam sem atualizações, correções ou são encerrados sem um ressarcimento aos jogadores. O próprio Marvel’s Avengers é um exemplo.

O que é uma pena já que, inicialmente, a ideia de Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça, onde retornarmos ao universo Arkham, agora expandido, com mais heróis e vilões, jogando com os bandidos ao invés dos mocinhos, e tendo que pensar em estratégias para vencer adversários muito superiores a você, parecia ser uma coisa muito boa.

Quem se lembra das batalhas contra os chefes em Batman Arkham, se lembra que cada chefe tinha uma boa estratégia que tinha que ser planejada e usada corretamente, ou não conseguiríamos avançar. Eu, particularmente, me lembro da luta contra o Sr. Frio (Mr. Freeze), que cada vez que acertávamos ele com uma estratégia, ele aprendia e bloqueava ela, obrigando a gente a pensar em outra coisa diferente.

Mas, em um jogo como serviço, com multiplayer, dá para fazer algo assim? Acho que não (principalmente em partidas com estranhos onde sempre há algum jogador que quer apenas atrapalhar todo mundo).

Esquadrão Suicida Poderia ter Sido Incrível

Aqui em Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça, temos o gameplay mais genérico possível de atirar em tudo e todos, usar os poderes para se movimentar pelo cenário, recolher munição e itens que recarregam os poderes dos personagens e continuar atirando. Atire em tudo, recarregue algum poder, faça uma finalização maneira e siga para o próximo ponto de encontro onde tudo se repetirá até o fim da fase que se resume de ir do ponto A ao ponto B.

No meio desse caminho, você irá ver uma bela cidade destruída e vazia, alguns easter eggs do universo da DC e muita conversa fiada entre os personagens, demonstrando um pouco de sua personalidade. As missões são as mesmas que você vê nesse tipo de jogo: infiltração, detone tudo, proteja um alvo e etc.

Um dos momentos do jogo que me lembro bem (porque tudo é meio esquecível no jogo) era um que tínhamos que proteger o Flash. Ele estava machucado e tínhamos que protegê-lo dos monstros que queriam sequestrá-lo. Os monstros surgiam nos telhados dos prédios em volta do prédio que estávamos e, na teoria, teriam que nos atacar.

Zehra fazal
Zehra Fazal

Mas, o que eu fiz? Resolvi ficar parado no prédio onde eu estava, atirando de longe, em vez de sair pulando de prédio em prédio caçando os monstros. “Camperei” mesmo. E o que aconteceu? Os monstros ficaram parados nos prédios onde surgiam, sem pular para cima de mim ou me atacar. Eu ficava de longe matando eles e eles lá, parados.

O resto do esquadrão, nesse momento, controlado pela inteligência artificial do jogo, também ficou parado no mesmo prédio que eu, dando um ou outro tiro quando algum monstro aparecia mais perto do prédio, mas, de resto, eles também não foram atrás dos monstros. Ficou aquele clima constrangedor de “aí… nós vamos? Não? Fica aqui? Pulo? Não pulo?”.

Em relação ao som e gráficos, Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça está no padrão de qualidade dos triple A da atualidade. Tudo muito bonito, personagens com expressões faciais bem definidas (é só ver os sorrisos enormes na cara da Arlequina).

Dublagem bem-feita, músicas empolgantes e tudo mais o que se pode esperar de um jogo que custa mais de R$ 250! Bugs, eu não me lembro de nenhum tão significativo, exceto que você considere a IA do jogo que mencionei acima seja um bug.

E não vá na onda de gente que falam que a Mulher-Maravilha desse jogo é feia apenas por não ser parecida com a atriz Gal Gadot.

Esta versão de Diana Prince está muito mais próxima de alguém que nasceu na Grécia (sim, a Mulher Maravilha não é norte-americana! Ela é grega) do que qualquer uma das encarnações anteriores e tem a voz e as feições da atriz e dubladora Zehra Fazal.

Afinal, é Bom ou Não é?

Dá para imaginar qual é a resposta a essa pergunta desde o começo do texto, não é? Sinceramente, se fosse um jogo ao estilo Free-to-Play, como a maior parte dos jogos como serviço, eu diria que não recomendo jogar Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça, pois, além da história, não há nada que diferencie esse de qualquer outro game as service que você tem no mercado.

Esquadrão suicida: mate a liga da justiça
Os personagens são interessantes, mas não sustentam o jogo

Mas, por R$ 279 na versão PC na Steam, comprar Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça é realmente um suicídio financeiro. Principalmente porque, depois disso, você ainda vai acabar sendo bombardeado por propaganda de skins, facilitadores e intensificadores, passe de batalha e todo tipo de coisa que puderem te jogar na cara para que você gaste mais um pouco.

Se este é o seu tipo de jogo ou se você é muito fã da DC Comics eu ainda recomendaria que você fosse atrás dos jogos da franquia Arkham, que são muito bons e ainda são muito mais baratos. Gosta de jogos como serviço? Tem jogos mais divertidos e baratos no mercado também. Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça é recomendado apenas para aqueles que são muito fãs da DC e querem ter tudo que a editora oferece.

É impressionante como mesmo com o sucesso de Hogwarts Legacy a Warner não tenha aprendido que jogos como foco na narrativa, singleplayer e sem monetização agressiva são muito mais rentáveis do que os jogos como serviço que já chegam as lojas com um estigma de “cash grab”. E se isso não fosse o suficiente, os vazamentos do jogo ainda pioraram a situação.

Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça

Paulo “Doido” Fabris

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Gráficos
Jogabilidade
Som
Diversão

Ficha Técnica

Desenvolvedor: Rocksteady Studios
Publisher: Warner Bros. Games
Plataformas: PlayStation 5, Xbox Series X e Series S, Microsoft Windows
Gêneros: Jogo eletrônico de tiro, Jogo eletrônico de luta
Modo: Multijogador
DLC: Sim, cosméticos

Prós
Boa trama com os vilões da DC Comics
Gráficos bonitos e detalhados

Contras
Gameplay genérico
Repetição excessiva
IA não muito inteligente
Jogo como Serviço

3.3

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