Detroit Become Human ainda é bom quase 5 anos depois? Descubra

De olho no Futuro, a Quantic Dream lança uma incrível experiência visual e narrativa que bota em xeque tudo o que pensamos sobre o futuro, inteligência artifical e máquinas em Detroit Become Human

Já pensou em ter um androide em casa? Como daqueles do Detroit Become Human mesmo? Um ou uma androide capaz de realizar suas tarefas sem cansar e sem reclamar. Fazer tudo por você. Tudo mesmo! Você gostaria deles? Seria ótimo ter alguém pra cuidar das tarefas domésticas, cuidar da parte “afetuosa” e até sexual, sem ter que se preocupar com as complexidades de um relacionamento e por descansar enquanto as máquinas trabalham para você.

Mas e se no outro dia, você descobrisse que um androide está pegando o seu emprego? Tudo o que você sabe fazer está sendo automatizado por androides. Essa não é uma realidade tão estranha com cada vez mais automação e tecnologia. Você ainda gostaria deles? Essas questões são apenas a camada mais superficial e básica de Detroit, o jogo da Quantic Dreams que ficou alguns anos como exclusivo do PlayStation e foi um dos primeiros títulos a quebrar a exclusividade do console para o PC.

A empresa é conhecida por seus jogos imersivos e narrativos, como Heavy Rain e Beyond Two Souls, o título investe bastante tempo nas discussões politicas, trabalhos automatizados e violência doméstica, sempre levando pelo ponto de vista de seus três protagonistas: Alex, Kara e Connor. Três androides cujo os caminhos se cruzam em uma história que mudará toda a vida dos humanos e dos robôs.

Primeiramente, sempre vemos teorias de que, no futuro, seremos substituídos por máquinas em boa parte das tarefas e a inteligência artificial é o maior passo rumo a esse futuro. Detroit: Become Human pega este gancho e cria um enredo repleto de críticas e discussões relacionas ao tema sem esquecer do lado humano da história. Embora, às vezes, os mais humanos não são exatamente aqueles feito de carne e osso.

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Review detroit become human
Connor, o detetive robô

Esta é nossa Historia

Começamos o game vendo alguém em um elevador, com alguns detalhes escritos em suas roupas, um led redondo que brilha na lateral da cabeça, jogando uma moeda para o alto e a manipulando nos dedos com uma destreza impressionante. Quando saímos do elevador, descobrimos que estamos em meio a uma situação de refém e você será o “negociador”. O criminoso? Um androide descontrolado, algo incomum e assustador. Um androide que se rebela contra seus donos. Um divergente.

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O divergente

E isso não ajuda você também, pois você, sendo um androide, enfrenta a hostilidade e a falta de cooperação dos policiais humanos. Porém isso não lhe importa. Você é o mais novo modelo da Cyberlife e tem que cumprir sua missão de investigar os divergentes e descobrir o motivo deles estarem saindo do controle. Você investiga o caso e começa a procurar pistas, aprendendo sobre a movimentação e interação com os objetos do cenário, descobrindo o que levou aquele androide a se descontrolar.

O androide que era amado pela família e pela criança da casa seria substituído por um modelo mais novo. Com medo de ser descartado e sentindo-se traído pelos humanos, o androide pegou a criança de refém e a levou para a beira da sacada do apartamento. Se algo não for feito, ele irá se jogar com a criança. Os policiais querem atirar no androide e acabar com o problema como se ele fosse apenas uma máquina com defeito. Você precisa dele ativo para sua investigação. Cabe a você resolver o problema.

Você salvará a criança? Salvará o androide? Como isso afetará você? Suas escolhas definem isso. Você é Connor. Um modelo de androide desenvolvido especialmente para ajudar a polícia dando auxílio para outros detetives. Entretanto, esses por sua vez não aceitam o fato de terem a companhia de um “robô” para auxiliá-los ou serem seus parceiros contra o crime.

Essa é a nossa história. Decida o futuro da humanidade em Detroit

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A situação muda para uma loja de androides e um homem explica ao vendedor sobre um acidente terrível que aconteceu com a sua robô doméstica. O vendedor explica que foi preciso deletar toda a memória dela e reiniciá-la. O vendedor pede que o seu dono, Todd, dê a ela um nome para que ela possa recomeçar suas tarefas. Você é Kara. Uma androide utilizada para tarefas do lar. Seu dono te leva para a casa, um lugar feio e sujo num subúrbio pobre onde ele vive com a filha, uma garota chamada Alice, que tem medo do pai. A casa está uma bagunça e você começa a arrumar.

Quando chega ao quarto de Alice, a menina não fala com você, mas dependendo de suas escolhas, ela lhe confiará uma chave de uma caixa trancada. Ao abrir a caixa, você descobre a verdade: Você não sofreu um acidente. Todd, seu dono, é um homem violento e em um acesso de raiva te destruiu. Não somente você está em perigo ao voltar para aquele lugar, mas também Alice. Algo em você lhe compele a proteger a menina e é o que você deve fazer.

O último protagonista é apresentado durante uma viagem ao centro comercial da cidade, com humanos hostis aos androides, pessoas tentando ganhar a vida tocando sua “música com alma” e protestos. Você pega uma encomenda e vai pra casa, mas não sem antes ser atacado por manifestantes raivosos contra os androides que lhes tiraram o emprego. Você entra em um ônibus automático que leva os androides para seus destinos como se fossem objetos. Nos olhos do androide é possível ver que ele se pergunta se não há nada mais do que isso.

Você é Markus. Um androide que tem a função de cuidar de um senhor cadeirante que é um famoso pintor. Esse humano, Carl, é alguém que sempre lhe estimula a tomar suas próprias decisões, pensar por si mesmo, ouvir a sua “alma”, mesmo que você diga a ele que isso não faz parte da sua programação. Carl tem um filho, Leo, que tem um problema com uma droga pesada que circula pela cidade. Leo quer dinheiro para mais droga e não está bem, então, ele avança contra Carl que ordena que você não reaja.

Leo ataca você e, algo em você “quebra”. Você se torna um divergente e, salvando Carl ou não, se defendendo de Leo ou não, de alguma forma você acabará em um lixão para androides onde precisará fazer o possível para sobreviver. Como você fará isso e o que você fará com o resto de sua vida é oque vai mudar toda a história dos humanos e androides para sempre.

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Kara, a robô doméstica

Além dos três protagonistas, o jogo ainda apresenta outros personagens importantes que farão parte do enredo e ajudarão, atrapalharão, influenciarão suas escolhas e muito mais. Podemos citar Hank, um detetive da polícia de Detroit que está encarregado de investigar o caso dos divergentes junto com Connor. Ele detesta androides e máquinas, então, andar junto com ele é um teste de paciência para o androide e também uma forma de mostrar ao velho policial que nem todos são os robôs são iguais.

Luther, um grande androide que era usado para construção civil e acaba se juntando a Kara e Alice em sua jornada. Luther age como um guardião das duas garotas e protege elas, mas também tenta mostrar a Kara que ela deve ser mais atenta os detalhes do mundo se quiser sobreviver. Luther era ajudante de um humano que reprogramava os androides e os vendia, além de fazer experiências com eles.

North é a androide que instiga Markus a fazer uma revolução contra os humanos e libertar o povo dele, os androides refugiados em Jericho e todos os androides do mundo. North era uma androide que trabalhava em uma boate como androide de programa que foi atacada por um cliente. Ela queria sobreviver e, ao se tornar divergente, matou o cliente e fugiu. North não confia nos humanos e qualquer ação que mostre piedade ou tentativa de conciliar a paz com os humanos terá sua desaprovação, mas, com o tempo ela passa a confiar em Markus, mesmo não concordando com ele.

E por último e não menos importante, temos Chloe. Quem é Chloe que você nunca a viu no jogo? Na verdade você a vê sempre que começa o jogo! Chloe é uma androide que fica na tela inicial, falando com você, lhe dá boas vindas a cada vez que você retorna e também faz alguns comentários divertidos.

Conforme você avança na história, as reações dela também mudam e ela mostra preocupação com o que acontecerá com você, com os androides e com ela mesma. Chloe também te sugere fazer uma pesquisa de opinião sobre os androides que é interessante, mas não te dá nenhum tipo de “resultado”, apenas mostra quantos por cento de jogadores no mundo escolheram as mesmas respostas que você.

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Você Conta a Historia

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Markus, o robô messias

Detroit Become Human jogo produzido pela Quantic Dream e publicado pela Sony Interactive Entertainment para o PlayStation 4 e Microsoft Windows PC. A história gira em torno de três androides que foram concebidos pela empresa CyberLife: Kara (uma androide doméstica cuidando de uma criança), Markus (um divergente que se junta a outros androides rebeldes em busca de direitos) e Connor (um cyberdetetive investigando os divergentes ao lado de um policial humano). De acordo com as suas decisões, mudarão o rumo da cidade de Detroit e, consequentemente, de todos, humanos e androides.

Embora muitos jogos sigam esse estilo, poucos conseguem fazer isso de uma forma tão boa quanto Detroit: Become Human. O game traz um diagrama que mostra a linha narrativa escolhida por você para alcançar o objetivo principal daquele capítulo. Essa mesma linha traz uma série de ramificações que influenciam diretamente no objetivo principal daquele capítulo.

Por exemplo, você pode optar por moldar a personalidade de um androide de uma maneira que ele seja bastante hostil. Essa linha de hostilidade vai afetar seu relacionamento com outros personagens e até mesmo a maneira com que seu caminho cruzará com o dos outros protagonistas. Você mexeu em uma revista em um canto da sala? Aquilo pode lhe dar uma informação nova que lhe dará a possibilidade de responder uma coisa nova e com isso mudar o final daquele episódio.

Além disso, esse Diagrama mostra todos os caminhos opcionais que, por causa das atitudes tomadas, não foram utilizados naquele momento. Isso instiga demais o jogador a iniciar um novo jogo procurando caminhos alternativos aos que foram traçados na primeira vez, criando um fator replay raro para esse tipo de jogo. Isso vale para os três personagens, que em todos os episódios encaram milhares de decisões e interagem com vários outros personagens e objetos.

Os caminhos desses personagens se juntam, formando uma incrível história que coloca os humanos e os androides em caminhos opostos, a ponto de explodir uma guerra, cabendo ao jogador, através de suas escolhas e ações o desfecho. Cada episódio tem diversos caminhos e no fim deles, mostra uma árvore de decisões, indicando qual a rota você percorreu e qual final você chegou. Para fazer o episódio completo, é preciso jogar o mesmo episódio, diversas vezes até desbloquear todas as escolhas e ver todos os finais.

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Decida o Futuro

Porém, você não precisa também esperar o final do episódio para ver como as suas ações refletem no mundo. Apenas veja TV ou mexa nas revistas do jogo, pois elas também mudam conforme as coisas que você faz. Haja de forma agressiva no mundo, quebre tudo, deprede o patrimônio público e veja as revistas chamando os androides de ameaça e perigosos. Seja moderado, seja um pacifista e as matérias perguntaram “seriam os androides vivos?”

Seja implacável e não tenha piedade dos humanos e tenha a opinião pública contra você. Alguns momentos as pessoas na TV mostraram apoio, outros serão contra e alguns se questionam sobre isso. A opinião pública é muito importante pois ela será decisiva nos momentos finais do jogo. Se você não tiver o apoio do público, ninguém terá dó de vocês quando o exército entrar em ação. Caso o contrário, os políticos deverão pensar bem antes de agir contra os androides. Elas são pessoas? Eles tem direitos? Eles devem ser destruídos e desativados? Isso é com você.

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Jogabilidade fácil

Detroit Become Human tem a mesma jogabilidade dos jogos já lançados pela Quantic Dream, como Beyond Two Souls, mas aprimorando aspectos do gênero “Point and Click” de forma que você se move pelos cenários e procura por pistas enquanto utiliza os sentidos dos androides para aprimorar os detalhes da busca. Porém tudo é muito melhor e mais refinado. Aqui, diferente do outro jogo, é bem claro e fácil saber o que você deve fazer, pois há um tipo de “simulação da sua ação”.

Se você já jogou Heavy Rain ou Beyond: Two Souls antes, você estará familiarizado com os princípios de jogabilidade que Quantic Dream seguiu em Detroit Become Human. Existem elementos de uma miríade de gêneros em jogo aqui – você investigará cenas de crime em busca de pistas, trocará balas em tiroteios e resolverá muitos quebra-cabeças ambientais – e todos são apresentados de uma maneira que é tanto limitante quanto fortalecedora. É um jogo que muitas vezes esquece que é um jogo, para o bem e para o mal.

Você moverá cada personagem na tela com o botão analógico esquerdo, muito parecido com uma aventura tradicional em terceira pessoa, mas há uma dependência quase sufocante de QTEs (eventos em tempo rápido). Tudo, desde limpar pratos e preparar comida até a busca por pistas e plataformas, tudo baseado no uso de uma variedade de movimentos analógicos e combinações de botões. 

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Por exemplo, você quer subir em um lugar alto e existem 3 caminhos possíveis. O androide computa as chances de conseguir fazer aquele movimento, com um tipo de simulação. Você escolhe qual o caminho que quer seguir e realiza a simulação e continua até achar o caminho que resultará em sucesso e ele executará a ação. Alguns momentos, essa simulação tem que ser feita rapidamente ou você perderá tempo ou falhando em uma situação, outras a ação pode ser pensada com bastante calma.

Explore as incríveis histórias dos jogos da Quantic Dream

Outro elemento que se agrega a essa jogabilidade mais simples se refere a combinação de comandos em determinadas cenas. Basicamente você precisa apertar os botões que surgem na tela no momento exato, um pouco similar ao que é adotado em jogos musicais. Ou seja, nada de comandos específicos para um determinado movimento ou coisas parecidas. A diferença aqui para o Beyond Two Souls é muito grande.

No jogo citado, no momento da ação a câmera do jogo fica lenta e você deve deduzir o que apertar conforme a situação (se um inimigo está lhe atacando pela direita, você deduz que deve apertar nessa direção para bloquear). Aqui em Detroit as situações são bem claras e o que você deve fazer aparece bem claramente na tela e você deve apertar os botões rapidamente para que a ação dê certo.

Depois de um tempo, você percebe que é menos um jogador e mais um diretor enquanto guia cada personagem através de cenários com vários caminhos ramificados e histórias divergentes. A grande novidade desse jogo em relação aos seus antecessores é uma área maior de exploração, o que permite também encontrar mais elementos para complementares suas ações. Explorar tudo irá abrir possibilidades incríveis que irão mudar tudo no jogo, para o bem ou para o mal e isso é o que dá ao game uma longevidade tão grande que estamos falando dele cinco anos depois.

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Ambientação futurista incrível

Situado na cidade título em 2038, a sociedade foi transformada pelo advento da tecnologia. A criação de inteligência artificial capaz de passar no Teste de Turing (pelo qual uma máquina é capaz de exibir intelecto e comportamento humanos) faz com que os androides entrem em todas as avenidas da vida. Eles cuidam de nossos filhos, limpam nossas ruas e até viajam pelas estrelas em nossas viagens espaciais mais perigosas. São máquinas projetadas para servir à civilização, mas é uma civilização que está lentamente percebendo que esses ‘plásticos’ são mais eficientes do que jamais poderiam ser.  

Com o meio ambiente agora irrevogavelmente danificado por uma população crescente com uma vida útil muito mais longa e a Rússia e a América à beira de um conflito por recursos no Ártico, entramos em um mundo aparentemente em um ponto de inflexão. 

Detroit Become Human utiliza captação de atores reais para produzir seus personagens. Tudo isso tornou toda a experiência do jogo quase como assistir um filme interativo o que torna tudo mais belo e melhora em vários tópicos a experiência. Alguns casos são divertidos de se conhecer, como por exemplo, o ator que dá vida a Connor, Bryan Dechart, é casado com a atriz Amelia Rose Blaire, que faz uma das Tracy, as robôs utilitárias que trabalham em bordéis. E as feições deles foram tão bem reproduzidas que chegam a assustar.

Não é como a CD Projekt Red fez com Keanu Reeves em Cyberpunk, pegando um ator de renome para divulgar o jogo. Os atores agora são famosos por sua participação no jogo e reconhecidos por isso. Mas é claro, isso não significa que o jogo não tenha suas estrelas. O detetive Hank é vivido pelo ator Clancy Brown, que foi o vilão principal do filme Highlander, de 1986, além de ser a voz do deus Hades nos jogos da franquia God of War.

A ambientação também agrada bastante. Com uma incrível mescla de elementos futuristas – carros voadores, telas transparentes e engenhocas coloridas – junto a construções dos dias atuais, além de prédios em ruínas e locais abandonados ao lixo. O game consegue convencer o jogador de que o futuro não tão distante finalmente chegou e ele não é tão brilhante quanto esperávamos. O contraste entre a vida de luxo de Markus na casa de Carl e a casa acabada de Todd onde viviam Alice e Kara é muito grande.

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O futuro é tão avançado e confortável de um lado e tão miserável do outro e tudo gira em torno da Cyberlife e suas criações. Você tem drones voando vigiando tudo, androides avançados que trabalham e mantêm tudo limpo e funcionando e, ao mesmo tempo, a criação deles é o que fazem a vida de pessoas como Todd, um cidadão médio norte-americano, trabalhador braçal que viveu a vida toda fazendo um trabalho repetitivo e cada dia mais obsoleto, tão infeliz e miserável.

Se pararmos para pensar, qual a diferença entre um androide que faz isso e um imigrante que aceita fazer esse trabalho por um salário muito menor? O futuro só alterou quem é a vítima da situação. Serão os androides? Serão as pessoas que ficaram sem nada após a criação deles? É uma discussão atual, colocada em um contexto futurista que te faz pensar sobre o assunto. Situações atuais que não tem uma solução no futuro e fazem a gente pensar.

A dublagem também conta com vozes conhecidas do público brasileiro. Abrilhantado por interpretações incríveis que tornam o jogo bem real em suas discussões estão dubladores consagrados como Wendel Bezerra, a eterna voz do Goku de Dragon Ball Z, como Markus; Flora Paulita, a vilã Karli Morgenthau da série “Falcão e o Soldado Invernal” interpretando Kara, e Vagner Fagundes, a voz de Frodo nos filmes da franquia “O Senhor dos Anéis” como Connor.

Afinal, ainda é bom ou não é?

Detroit Become Human ainda é um excelente jogo que merece toda a sua atenção e merece ser jogado. Principalmente por aqueles que amam jogos com foco na narrativa. Você não terá momentos de ação, tiroteio ou grandes brigas. Tudo será muito mais na base de alguns quicktime events e decisões a serem tomadas para definir o sucesso ou falha das suas atitudes no game. Se você não gosta de jogos onde você mais assiste do que joga, talvez você não se empolgue tanto com essa história de androides lutando para ser reconhecido como pessoas.

E se você não se preocupa com essas questões políticas de direitos civis e preconceitos, talvez você também não curta Detroit Become Human (embora, se você é alguém assim, jogar Detroit é mais do que recomendado), porém, para todos aqueles que amam uma boa história e se envolvem com os personagens, Detroit Become Human se torna um jogo muito mais valioso. Os gráficos não ficaram datados, mesmo com o tempo que se passou desde o lançamento e a dublagem em português deu um toque especial ao jogo.

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A parte mais fraca do game é mesmo suas músicas que não tem nada que se destaque. Elas são imersivas e se encaixam bem nas cenas, mas não há nenhuma que você se lembrará por muito tempo, como é o caso das músicas de Life is Strange, por exemplo. Em alguns momentos, o jogo fica até mesmo silencioso (afinal, não é todo o momento que você estará de fone de ouvido para ter uma música acompanhando você na sua vida). Você vai se lembrar muito mais dos momentos de angústia e emoção que viverá ao lado de Connor, Markus e Kara do que de qualquer coisa que ouvirá no jogo.

Requisitos Mínimos e Recomendados

Por ser um jogo original de PlayStation 4, não será possível jogar Detroit Become Human em computadores mais simples. Será necessário um sistema mediano ou avançado para rodar o game. Veja os requisitos para a versão PC. O jogo requer um sistema operacional de 64 bits.

Requisitos mínimos

Sistema operacionalWindows 10 (64 bit)
Processadori7-3770 3,4 GHz ou AMD FX-8350 4,2 GHz (mínimo de 6 a 8 núcleos recomendado)
Memória RAM8 GB
Placa de vídeoNvidia GeForce GTX 780 ou AMD Radeon HD 7950 (com 3 GB de VRAM)
Espaço no disco Requer 55 GB de espaço livre

Requisitos recomendados

Sistema operacionalWindows 10 (64 bits)
Processadori5-8400 2,8 GHz ou Ryzen 5 1600
Memória RAM16 GB
Placa de vídeoNvidia GeForce GTX 1060 ou AMD Radeon RX 580 (com 4 GB de VRAM)
Espaço no disco Requer 55 GB de espaço livre

Detroit Become Human

Detroit become human
Detroit Become Human

Detroit Become Human

Paulo “Doido” Fabris

Gráficos
Música
Diversão
Jogabilidade

Ficha Técnica

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Desenvolvedora: Quantic Dream
Distribuidor: Sony Interactive Entertainment
Plataformas: PlayStation 4 e Microsoft Windows

Prós:
Incrível e imersiva história cinematográfica;
Controles fáceis de entender;
Ambientação e cenários feitos com capricho;

Contras:
Não há nada de especial nas músicas do jogo;
Câmera pode ser um pouco irritante;

4.8

Enfim, para acessar a pagina oficial do jogo, acesse o site da Quantic Dreams e para ler mais analises veja nossa página de Review. Deixe nos comentários o que achou do jogo e vamos conversar.

One Comment

  1. Avatar of rogerio andradeRogerio Andrade Reply

    Visualmente, Detroit é impressionante. O nível de detalhes é um deleite pra nossa visão.
    Algumas pessoas torcem o nariz pra história (maldita onda de politizar tudo na internet) e acabam perdendo o foco da jogabilidade, que é justamente as várias ramificações distintas que a história pode tomar. E nisso penso que Detroit fez um ótimo trabalho, mesmo que não se aprecie certos aspectos da história.
    Gostei bastante de seu review, simples e direto, sem politizar o game. Obrigado

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Paulo Fabris é um jornalista, escritor, RPGista, gamer, cosplayer, nerd e fã de animes desde a época da TV Manchete.