Série Baldurs Gate: Tudo que você Precisa Saber antes de Embarcar no RPG da Larian

A série Baldurs Gate é uma notável saga de jogos de RPG que evoluiu significativamente ao longo do tempo. Ela foi concebida pela BioWare, uma renomada desenvolvedora canadense, e a jornada começou com a visão dos criadores principais, Ray Muzyka e Greg Zeschuk, e hoje faz um enorme sucesso com a terceira versão do game, Baldurs Gate 3, desenvolvido pela Larian Studios.

Para quem não conhecia a série de jogos antes, entrar direto no Baldurs Gate 3 sem conhecer os jogos anteriores pode parecer um pouco intimidador, mas o jogo ainda é bastante amigável para quem tem um conhecimento básico das mecânicas de RPG de Mesa ou RPG de turnos.

E, se você tem interesse em saber mais sobre como começou toda essa enorme campanha, vamos falar um pouco sobre o desenvolvimento e história dos jogos de Baldurs Gate e, se você ficar com dúvidas, é só deixar nos comentários.

O Desenvolvimento da Série Baldurs Gate

A BioWare estabeleceu uma parceria sólida com a Wizards of the Coast, detentora do mundo de Dungeons & Dragons (D&D), uma colaboração que desempenhou um papel fundamental na criação de uma narrativa rica e autêntica, profundamente enraizada nas regras e no cenário de D&D.

A trilogia original, composta por Baldurs Gate, “Baldur’s Gate II: Shadows of Amn,” e “Baldur’s Gate II: Throne of Bhaal,” conquistou fãs com sua narrativa imersiva e sistemas complexos de D&D. A BioWare estabeleceu um padrão para os RPGs de computador, enfatizando a importância das escolhas dos jogadores na narrativa.

A BioWare passou por mudanças internas e externas. A aquisição da BioWare pela Electronic Arts (EA) em 2007 teve impacto no direcionamento da empresa, resultando em uma ênfase maior em jogos de serviço ao vivo e títulos de grande orçamento, como “Mass Effect” e “Dragon Age”. Isso fez com que a série “Baldur’s Gate” ficasse em segundo plano, uma vez que não estava alinhada com a estratégia da EA na época.

Anos depois, a Larian Studios assumiu a série com “Baldur’s Gate 3”. A decisão de escolher a Larian se baseou em seu histórico de desenvolvimento de RPGs elogiados, como “Divinity: Original Sin,” e na capacidade de traduzir as complexas regras de D&D para o contexto de um videogame. Os desenvolvedores da Larian trabalharam em estreita colaboração com a Wizards of the Coast para garantir a fidelidade ao D&D 5ª edição.

A série “Baldur’s Gate” não apenas se destacou pelos jogos em si, mas também pelo envolvimento ativo dos desenvolvedores em manter a autenticidade de D&D. Ray Muzyka e Greg Zeschuk foram figuras-chave que moldaram o legado da série, e sua visão de uma narrativa interativa e rica ainda ressoa. A série “Baldur’s Gate” é um testemunho da importância da parceria entre desenvolvedores e detentores de propriedade intelectual na criação de experiências duradouras e significativas.

Baldur’s Gate (1998)

“Baldur’s Gate” foi o primeiro jogo da série, lançado em 1998. Ele é ambientado no mundo de fantasia de Forgotten Realms, criado pela Wizards of the Coast. O jogo começa com o jogador criando seu próprio personagem, que é um órfão misterioso que cresceu em Candlekeep, uma biblioteca fortificada. O jogador é logo forçado a fugir de Candlekeep devido a circunstâncias misteriosas, e a trama se desenrola a partir daí.

O jogo apresenta uma jogabilidade de RPG clássica, com combates em tempo real e pausáveis. A profundidade do jogo reside na riqueza de sua narrativa e na complexidade de seus personagens. Os jogadores podem recrutar um grupo diversificado de personagens não-jogáveis (PNJs) para ajudá-los em sua jornada, cada um com suas próprias histórias e personalidades.

O sucesso de “Baldur’s Gate” pode ser atribuído à sua capacidade de contar uma história cativante e envolvente, permitindo que os jogadores façam escolhas morais e éticas que afetam o curso da narrativa. O jogo também introduziu os jogadores a um mundo de fantasia rico e detalhado, com uma história complexa envolvendo divindades, magia e intrigas políticas.

Baldur’s Gate II: Shadows of Amn (2000)

“Baldur’s Gate II: Shadows of Amn” é a sequência direta de “Baldur’s Gate” e foi lançado em 2000. O jogo continua a história do protagonista, agora envolvido em uma trama ainda mais complexa e perigosa. Os jogadores têm a oportunidade de importar seus personagens do primeiro jogo ou começar com um novo protagonista.

Uma das características distintivas de “Baldur’s Gate II” é a profundidade de sua narrativa. O jogo apresenta uma trama épica que se desenrola ao longo de dezenas de horas de jogabilidade, e os personagens e seus desenvolvimentos são fundamentais para a experiência. Novos membros do grupo, como Jaheira, Minsc e Viconia, se juntam ao jogador em sua busca.

Além disso, “Baldur’s Gate II” expande a jogabilidade, introduzindo novas classes, raças e habilidades, bem como uma vasta gama de feitiços e itens mágicos. A capacidade de personalização do personagem é ampliada, permitindo aos jogadores criar personagens únicos com habilidades específicas. O jogo também introduz locais impressionantes e desafiadores, como a cidade subterrânea de Athkatla e o Plano dos Pesadelos.

Baldur’s Gate II: Throne of Bhaal (2001)

“Baldur’s Gate II: Throne of Bhaal” é uma expansão que foi lançada em 2001 e serve como epílogo para a série. Ela leva o jogador a enfrentar o deus maligno Bhaal, cuja herança divina desempenha um papel central na história do protagonista. Esta expansão acrescenta novas áreas, personagens e conteúdo para os jogadores que desejam continuar sua jornada.

Além de expandir a história, “Throne of Bhaal” também aumenta o nível máximo dos personagens, permitindo que os jogadores alcancem poderes e habilidades divinas. A expansão é conhecida por suas batalhas épicas e desafios, culminando em um confronto com o próprio deus Bhaal.

Baldur’s Gate: Dark Alliance (2001) e Baldur’s Gate: Dark Alliance II (2004)

Enquanto os jogos “Baldur’s Gate” originais eram baseados em RPGs de computador, houve também adaptações para consoles. “Baldur’s Gate: Dark Alliance” foi lançado em 2001 para consoles, como o PlayStation 2 e o Xbox. O jogo manteve o cenário de Forgotten Realms, mas mudou significativamente a jogabilidade, adotando uma abordagem mais orientada para a ação, com uma visão isométrica e combates em tempo real.

Uma sequência, “Baldur’s Gate: Dark Alliance II”, foi lançada em 2004. Estes jogos são notáveis por oferecer uma experiência cooperativa em tela dividida, permitindo que os jogadores se unam para enfrentar desafios juntos. Embora não tenham a profundidade narrativa dos jogos originais, eles foram populares entre os jogadores de console que buscavam uma experiência de RPG mais acessível.

Baldur’s Gate: Enhanced Edition (2012) e Baldur’s Gate II: Enhanced Edition (2013)

Em 2012, uma série de versões aprimoradas dos jogos originais foi lançada. “Baldur’s Gate: Enhanced Edition” e “Baldur’s Gate II: Enhanced Edition” foram desenvolvidos pela Beamdog e incluíram melhorias gráficas, ajustes na jogabilidade e novos conteúdos. Essas versões permitiram que os jogadores modernos experimentassem os clássicos com maior facilidade de uso em sistemas operacionais atuais.

Além disso, as edições aprimoradas incluíram expansões adicionais e conteúdo novo, como novos personagens jogáveis e missões. Isso deu aos fãs da série uma razão para revisitar esses títulos clássicos e descobrir conteúdo adicional.

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FAQ Rápido

Os Baldur’s Gate 1 e 2 estão conectados?

Baldur’s Gate 1 e 2 formam essencialmente um arco de história completo que se concentra em um protagonista principal em uma grande aventura que abrange ambos os jogos. Na verdade, Baldur’s Gate 3 se passa ao longo de 120 anos na mesma linha do tempo, seguindo os eventos do segundo jogo e apresenta diferentes personagens e histórias.

Preciso conhecer a história de Baldur’s Gate 1 e 2 antes de jogar o 3?

Você nem precisa saber o enredo dos dois primeiros jogos para entender o que está acontecendo. Considerando os vinte e tantos anos entre o lançamento de Baldur’s Gate 2 e 3, não é como se a Larian Studios esperasse que você tivesse jogado os dois primeiros jogos.

O Baldur’s Gate 1 ou 2 é melhor?

Vale a pena conferir Baldur’s Gate, mas é geralmente considerado o mais fraco dos dois primeiros jogos. Se você tiver de escolher um para jogar entre os dois primeiros títulos, Baldur’s Gate 2 deve ser a escolha certa por sua experiência mais amigável.

Quanto tempo para terminar Baldur’s Gate 1 e 2?

O jogo básico de Baldur’s Gate normalmente leva os jogadores até 40 horas para ser concluído, supondo que isso não envolva o esforço para completar 100%. Tales of the Sword Coast geralmente leva cerca de 10 horas além disso, enquanto The Black Pits é um caso mais curto, com apenas algumas horas no total.

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Paulo Fabris é um jornalista, escritor, RPGista, gamer, cosplayer, nerd e fã de animes desde a época da TV Manchete.

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